matéria-prima

Falta matéria-prima: quase 70% das indústrias tem dificuldade em comprar insumos

Retomada econômica foi mais rápida do que o esperado e pegou os fornecedores despreparados, diz a CNI

Sondagem feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta sexta-feira (23) mostra que o setor  industrial brasileiro está com dificuldade de obter insumos para a produção. De acordo com a pesquisa, 68% das indústrias relataram problemas para encontrar matéria-prima no mercado doméstico em outubro.

Para insumos importados, a pesquisa mostra que 56% das empresas que utilizam matérias-primas do exterior encontram problemas para encontrá-las no mercado.

Na avaliação da CNI, essa falta de insumos aconteceu por conta da natureza da crise. No início da pandemia, a demanda caiu e, como reação, a redução no faturamento, o que levou as empresas a diminuírem os estoques. Porém, a retomada econômica foi mais rápida do que o esperado e pegou os fornecedores de insumos e matérias-primas despreparados.

"As cadeias produtivas estavam desmobilizadas; produtores e fornecedores de insumos contavam com poucos produtos em estoque. Isso gerou escassez e aumento dos preços de insumos nesse período de retomada econômica. Adiciona-se a esse choque a desvalorização do real, que aumentou os preços dos insumos importados e dos que, mesmo produzidos no país, têm seu preço atrelado ao mercado externo."

Esse desequilíbrio entre oferta e demanda acabou levando a um aumento nos preços dos insumos. A pesquisa mostra que 82% das empresas perceberam um crescimento nos preços no terceiro trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com os industriais ouvidos, 31% perceberam um aumento acentuado, 51% um aumento, 16% estabilidade nos preços e 2% queda.

Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, os preços devem sofrer uma adaptação ao longo do ano, menos os que dependem muito do dólar por conta da alta na taxa de câmbio.

"A expectativa é que vai existir uma determinada acomodação dos preços dos insumos. Porém, nem todos, alguns são estruturais, questão da taxa de conversão do dólar ou mesmo questão da baixa produção, teve que reduzir, mas aí vamos ter acompanhar essa evolução".

Dificuldade de atender a demanda

De acordo com a sondagem, 44% das empresas estão com dificuldade de atender a demanda, deixando ou demorando a atender os clientes por causa do estoque reduzido.

Outro problema é a falta de trabalhadores e de recursos. A pesquisa apontou que para 23% das indústrias, falta mão de obra, enquanto 22% dizem que não têm recursos ou capital de giro para aumentar a produção.

Segundo Abijaodi, as empresas estão se readequando ao aumento na demanda, depois de passar por uma baixa durante a crise. Com isso, o nível de emprego deve subir, ainda que lentamente.

"Nós não temos hoje um comércio ativo, as encomendas não devem ser no ritmo que estavam sendo, mas a expectativa agora no fim do ano, pode representar um aumento de vendas e eles então estão avaliando desta forma, mas deverá sim crescer o emprego".

Os setores que mais enfrentam problemas em atender à demanda são os de móveis, com 70% das empresas relatando dificuldades; da indústria têxtil, com 65% e de produtos de material plástico, que registrou 62% das empresas com dificuldade.

Na avaliação das indústrias, esse problema não vai ser resolvido tão cedo. Mais da metade (55%) acredita que a situação só vai se normalizar em 2021. Essa expectativa mais longa é concentrada nos setores de papel e celulose, têxteis, alimentos, extração de minerais não metálicos, produtos de metal e imóveis.

Pequenas indústrias

A pesquisa também mostra que as pequenas empresas são as mais afetadas pela falta de insumos. Enquanto 66% das grandes têm dificuldade de atender os clientes, o número sobe para 70% nas pequenas.

No caso da obtenção de importados, a distância é ainda maior. Ao mesmo tempo em que 77% das pequenas relataram dificuldade de obter essas matérias-primas, apenas 50% das grandes se encontram na mesma situação.

O diretor da CNI explica que as pequenas empresas têm menos estrutura e menos fluxo de caixa, o que as torna mais suscetíveis ao impacto da crise. No entanto, Abijaodi ressalta que elas também conseguem encontrar mais alternativas para driblar as dificuldades.

"Elas são mais criativas em encontrar alternativas para poder sair. Elas têm necessidade de produzir com o mesmo material, mas como tem essa pressão, elas encontram outros meios e devem estar alertas".

Fonte: iG Economia | Imagem destacada: Reprodução

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Confiança do Empresário

Confiança do empresário é a maior desde junho de 2010, diz CNI

Otimismo é maior entre os empresários da indústria de transformação

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu para 65,3 pontos em janeiro. Com a alta de 1 ponto em relação a dezembro de 2019, o indicador está 10,5 pontos acima da média histórica e é o maior desde junho de 2010.Os dados são da pesquisa divulgada hoje (23) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quando estão acima de 50, mostram que os empresários estão confiantes. Quanto maior o índice, maior e mais disseminada é a confiança. O Icei é maior nas grandes empresas, segmento em que subiu para 66,4 pontos neste mês. Nas médias, o Icei é de 64,9 pontos e, nas pequenas, de 63,4 pontos.

“A confiança elevada se baseia não somente nas expectativas para os próximos seis meses, como também no sentimento de melhora da situação econômica corrente”, diz a pesquisa.

De acordo com a CNI, o índice que mede a percepção dos empresários sobre as condições atuais dos negócios e da economia aumentou 0,9 ponto frente a dezembro e ficou em 59 pontos em janeiro, o maior nível desde junho de 2010. O índice de expectativas subiu 1 ponto em relação ao mês passado e está em 68,4 pontos. Na avaliação da CNI, isso mostra que os empresários estão otimistas em relação ao desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses.

“Os empresários estão mais otimistas porque percebem melhoras no ambiente de negócios. Os juros e a inflação estão menores e há um aumento da demanda e da produção. Desde o fim do ano passado, há uma melhora da atividade”, afirmou, em nota, o economista da CNI Marcelo Azevedo.

“Além disso, os empresários acreditam que esse ambiente vai melhorar nos próximos seis meses. Por isso, a confiança começa o ano em alta”, completou Azevedo. Segundo o economista, a confiança elevada é condição necessária para aumentar a produção, os investimentos e o emprego.

De acordo com a pesquisa, a confiança é maior entre os empresários do Sul. Na região, o Icei de janeiro ficou em 67,2 pontos. Em seguida, vem a região Norte, onde o indicador alcançou 65 pontos. No Nordeste, o Icei foi de 64,5 pontos, e no Sudeste e Centro-Oeste, de 64,6 pontos.

O levantamento também mostra que o otimismo é maior entre os empresários da indústria de transformação. Nesse segmento, o Icei alcançou 65,7 pontos em janeiro. Na indústria extrativa, foi de 63,7 pontos e, na construção, de 64 pontos.

Esta edição do Icei foi feita entre os dias 6 e 17 deste mês com 2.458 empresas de todo o país. Dessas, 921 são pequenas, 917 são médias e 620 são de grande porte.

Fonte: Agência Brasil | Imagem: Arquivo (Agência Brasil)

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Confiança da indústria

Confiança da indústria é a maior dos últimos 8 anos, mostra CNI

Índice subiu 9,5 pontos em novembro na comparação com outubro e chegou a 63,2 pontos

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), atingiu 63,2 pontos em novembro. Trata-se da maior marca desde setembro de 2010, quando o indicador registrou 63,3 pontos. A última vez em que o índice superou 60 pontos foi março de 2011.

Com a alta de 9,5 pontos registrada em novembro na comparação com outubro, o índice está nove pontos acima da média histórica, que é de 54,2 pontos. Os indicadores variam de zero a 100 pontos. Quanto mais acima dos 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança dos empresários.

O aumento da confiança é generalizado, segundo a pesquisa. O Icei alcançou 65,7 pontos na indústria extrativa, ficou em 63,8 na de transformação e 60,7 na construção. A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o Icei subiu para 63,9 pontos neste mês. Nas pequenas, o índice ficou em 61,9 pontos e, nas médias, em 63 pontos.

"Conhecidos os resultados das eleições, há expectativas muito positivas em relação às mudanças que virão e às reformas que podem estimular o crescimento econômico e melhorar o ambiente de negócios", afirma o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, em comentário no relatório.

O otimismo dos empresários é resultado da melhora da avaliação das condições atuais dos negócios e das expectativas sobre o desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses. O indicador sobre as condições atuais das empresas e da economia subiu para 52,7 pontos em novembro. O de expectativas foi a 68,5 pontos, mostrando que os empresários estão muito otimistas com o comportamento dos negócios e da economia nos próximos seis meses.

A pesquisa da CNI foi realizada entre os dias 1º e 14 de novembro, com 2.692 empresas, sendo 1.068 de pequeno porte, 1.015 médias e 609 de grande porte.

Fonte: G1 | Imagem: Divulgação

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Indústria paulista

Indústria paulista gera 9,5 mil postos de trabalho em abril, apontam Fiesp e Ciesp

Indústria paulista gera 9,5 mil postos de trabalho em abril, apontam Fiesp e Ciesp

Resultado para o mês reflete moderação na atividade econômica

A indústria paulista encerrou abril com geração de 9,5 mil novos postos de trabalho, uma alta moderada de 0,44% em relação a março na série sem ajuste sazonal. No acumulado do ano, o resultado também sofreu variação positiva, com 32 mil novas vagas (+1,50%). Com ajuste sazonal, o índice apresentou recuo de -0,18% no mês. Os dados de Nível de Emprego do Estado de São Paulo foram divulgados nesta quarta-feira (16/05) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

De acordo com o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, o resultado mostra um viés de baixa para o emprego na indústria paulista. “Apesar de este ser o segundo ano consecutivo em que o emprego em abril apresenta um resultado positivo, os dados estão aquém do esperado, com o nível de emprego industrial exibindo uma recuperação bastante lenta. Por conta ainda de um ambiente de incertezas no cenário político, e os elevados níveis dos spreadsbancários, percebemos que há uma perda de fôlego no processo de retomada da atividade econômica”, avalia Roriz.   

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de abril, 13 ficaram positivos, 3, estáveis e 6, negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de produtos alimentícios, com geração de 5.817 postos de trabalho, seguido por coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (+1.435), produtos de metal (+1.397) e veículos automotores, reboques e carroceria (+810).

No campo negativo ficaram, principalmente, confecção de artigos do vestuário e acessórios (-941) e produtos têxteis (-380).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do CIESP. Por grande região, a variação no mês ficou positiva igualmente em 0,44% no Estado de São Paulo e no Interior paulista. Já na Grande São Paulo, houve queda (-0,07%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 27 que apontaram altas, destaque por conta de Franca (2,97%), influenciada pelo setor de artefatos de couro e calçados (4,10%) e produtos alimentícios (2,71%); Sertãozinho (2,58%), por produtos alimentícios (2,41%) e produtos de metal (1,46%) e Piracicaba (2,56%), por produtos alimentícios (9,94%) e veículos automotores e autopeças (1,87%).

Já das 8 negativas, destaque para Jaú (-2,22%), por artefatos de couro e calçados (-28,98%) e produtos de metal (-7,14%); Santos (-1,86%), por impressão e reprodução gravações (-13,82%) e confecção de artigos do vestuário (-13,33%); São Caetano do Sul (-1,37%), influenciado por produtos de metal (-2,65%) e produtos alimentícios (-0,79%).

Fonte: CIESP | Imagem: Pixabay

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Indústria Paulista

Indústria paulista cria 2 mil postos de trabalho em fevereiro

Indústria paulista cria 2 mil postos de trabalho em fevereiro

Segundo a Fiesp, esse foi o melhor resultado para o mês desde 2014, quando haviam sido criadas 7,5 mil novas vagas

indústria paulista criou 2 mil postos de trabalho em fevereiro, na série sem ajuste sazonal, 0,10% a mais do que em janeiro. Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2014, quando haviam sido criadas 7,5 mil novas vagas. Em janeiro do ano passado, houve corte de 3 mil vagas. Segundo os dados do Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgados hoje (14) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), no acumulado do ano as vagas novas totalizam 12,5 mil, um aumento de 0,59%. Na série com ajuste sazonal, o índice ficou estável (-0,03%) no mês.

“Esperamos aceleração desse saldo para os próximos meses estimulada pelo aumento da confiança empresarial e do consumo”, disse o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho.

Os dados mostram que, entre os 22 setores acompanhados, 10 ficaram positivos no mês de fevereiro; três, estáveis; e nove, negativos. Entre os positivos, os destaques são coque, derivado do petróleo e biocombustíveis, com geração de 1.030 postos de trabalho, seguido por confecção de artigos do vestuário e acessórios (1.019). Os negativos são produtos de borracha e de material plástico (-1.408) e produtos diversos (-622).

Segundo a apuração mensal, a variação no mês ficou positiva no interior paulista (0,27%). Já na Grande São Paulo, houve queda (-0,35%). Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 21 que apresentaram alta, destacam-se Franca (2,80%), onde o resultado foi influenciado pelo setor de artefatos de couro e calçados (5,13%) e coque, petróleo e biocombustíveis (2,27%); Mogi das Cruzes (2,03%), cujo desempenho foi impulsionado por produtos de minerais não metálicos (1,62%) e máquinas e equipamentos (1,72%) e Araraquara (1,35%), em que o aumento foi puxado por produtos alimentícios (1,26%) e produtos de borracha e plástico (3,10%).

Entre as 10 que registraram queda destacam-se Matão (-2,65%), com a influência de produtos alimentícios (-3,99%) e máquinas e equipamentos (- 2,74%); Jaú (-2%), puxada por artefato de couro e calçados (-10,10%) e coque, petróleo e biocombustíveis (-0,34%); e Santos (-1,53%), sob o impacto de produtos alimentícios (-2,56%), impressão e reprodução de gravações (-3,27%).

Fonte: Exame

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