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Em um mês, golpes financeiros dobram e somam 1 milhão de tentativas

Apesar de ser o mês mais curto do ano, com 28 dias, no mês de fevereiro foram registrados mais de um milhão de bloqueios de golpes

As tentativas de golpes virtuais financeiros cresceram 100% em fevereiro em relação ao mês anterior, no Brasil, segundo a empresa de cibersegurança Psafe. Apesar de ser o mês mais curto do ano, com 28 dias, no mês de fevereiro foram registrados mais de um milhão de bloqueios deste tipo de golpe. O número é 100% superior ao registrado em janeiro, quando foram contabilizadas pouco mais de 510 mil tentativas. Segundo especialistas, o crescimento estaria ligado a golpes relacionados com Pix e o anúncio de Valores a Receber do Banco Central.

“No mês de fevereiro registramos o correspondente a uma média de quase 36 mil bloqueios por dia e 25 tentativas de golpes financeiros por segundo no Brasil. O número impressiona também porque, se compararmos com fevereiro de 2021, houve o mesmo crescimento, de 100%, quando foram registrados cerca de 529 mil bloqueios”, enfatiza o executivo-chefe de segurança da PSafe, Emilio Simoni.

Em 2021, o phishing bancário foi o terceiro principal tema mais explorado por cibercriminosos em golpes de phishing no Brasil, com mais de 4.5 milhões de detecções, ficando atrás apenas de phishing genérico e falsas premiações.

“Um dos motivos para esse crescimento pode ser que temos notado um aumento em phishing oferecendo Pix temáticos, como carnaval, e também por causa do Valores a Receber, do Banco Central. Até a primeira quinzena de março, já havíamos identificado mais de 20 sites utilizando o nome do Valores a Receber para aplicarem golpes, sendo que um deles já teria feito mais de 664 mil vítimas, segundo nossa projeção”, destaca Emilio Simoni.

Entenda o que são phishings bancários

As mensagens com os golpes bancários geralmente são disseminadas por meio de aplicativos de mensagens, SMS, redes sociais ou e-mail. Podem conter diversas mensagens: oferecendo cartão de crédito com limite alto, retorno de PIX, falsa atualização de cadastro no banco, site falso de e-commerce que rouba dados (inclusive do cartão de crédito), entre outros.

Como são sites falsos utilizados principalmente para roubar dados, a vítima não se dá conta de que caiu de imediato no golpe e passa a disseminar não intencionalmente a mensagem fraudulenta. Sendo assim, só se dará conta quando o cibercriminoso utilizar seus dados, como do cartão de crédito, realizar movimentações bancárias, a compra não chegar, etc. Isso pode levar meses, portanto a prevenção é a única maneira de evitar se tornar mais uma vítima.

Dicas de prevenção

  • Tenha uma solução de cibersegurança instalada em seu dispositivo;
  • Desconfie de qualquer mensagem que ofereça alguma vantagem ou premiação, incluindo retorno de Pix;
  • Fique atento a qualquer movimentação bancária diferente;
  • Troque suas senhas com frequência;
  • Ao realizar compras, sempre que possível opte por cartões de crédito virtuais, pois são mais fáceis de serem cancelados;
  • Se o banco permitir, faça o ajuste do limite do cartão de crédito para um valor menor;
  • Antes de clicar em qualquer link, busque os canais oficiais das empresas.

 

Por: iG Economia | Imagem Destacada: Adobe Stock

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Boleto em qualquer lugar

Boleto em qualquer lugar

Conta vencida é aceita em banco, internet, lotérica, mas só em dezembro será para todos

THÂMARA KAORUDO UOL, EM SÃO PAULO

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Esqueceu de pagar a conta e ela venceu? Em breve, mesmo vencida, ela poderá ser paga em qualquer banco, pela internet ou nas lotéricas. A mudança começa nesta segunda-feira (10) para boletos a partir de R$ 50 mil e, até o final do ano, deve valer para boletos de qualquer valor. Entenda a seguir como isso vai funcionar. As informações são da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).

Como é hoje

Se o boleto vence, o consumidor precisa ir até o banco que emitiu o documento para pagá-lo. Só o banco emissor tem as informações sobre multa, juros e demais encargos que devem ser cobrados após o vencimento. Por isso, pe preciso ir até o caixa daquele banco para fazer o pagamento.

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Como vai ficar

Ao emitir um boleto, o banco terá que registrar as informações sobre aquela cobrança em um sistema nacional. Por exemplo, o valor a ser pago, quanto será cobrado de multa, juros e encargos após o vencimento, além de dados de quem deve pagar e de quem irá receber. Mesmo se o boleto estiver vencido, qualquer banco (não só o emissor do boleto) conseguirá acessar esse sistema e calcular o valor a ser pago pelo consumidor.

A regra vale para boletos vencidos de qualquer valor?

Por enquanto, apenas os boletos vencidos acima de R$ 50 mil poderão ser pagos em qualquer banco. Até o final do ano, a regra valerá para todos. A mudança acontecerá aos poucos. Veja o calendário:

  • A partir de R$ 50 mil: começa a valer em 10 de julho
  • De R$ 49.999,99 a R$ 2.000: começa a valer em 11 de setembro
  • De R$ 1.999,99 a R$ 500: começa a valer em 9 de outubro
  • De R$ 499,99 a R$ 200: começa a valer em 13 de novembro
  • Abaixo de R$ 200: começa a valer em 11 de dezembro

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Será possível pagar pela internet ou celular?

Sim. Segundo a Febraban, o boleto vencido poderá ser pago por meio de qualquer canal, seja internet banking, aplicativos de celular ou caixas eletrônicos. Também será possível fazer o pagamento em correspondentes bancários --como lotéricas, Correios e supermercados.

Dúvidas

 

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E se o boleto for pago duas vezes?

O novo sistema não vai aceitar mais de um pagamento para o mesmo boleto, segundo a Febraban.

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Terei que calcular o valor da multa?

Não. O sistema vai calcular o valor da multa e os juros automaticamente, na hora em que o cliente for fazer o pagamento.

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O comprovante de pagamento vai mudar?

Sim. O comprovante trará todos os detalhes do boleto (juros, multa e desconto), as informações do beneficiário e do pagador.

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Possíveis falhas

Quando o consumidor for pagar o boleto vencido, será feita uma consulta para checar se os dados do boleto coincidem com aqueles que estão registrados no sistema nacional. Se estiverem iguais, a operação é validada. Porém, se houve alguma informação diferente, o pagamento não será autorizado e o consumidor terá que usar o método antigo: procurar especificamente o banco que emitiu o boleto.

Contra boletos falsificados

Uma das vantagens do novo sistema, segundo a Febraban, é evitar fraudes com boletos.

Todas as informações de um boleto registrado pelo banco emissor serão validadas pelo banco que estiver recebendo o pagamento. Os dados precisam coincidir e a plataforma conseguirá fazer essa "contraprova", o que evitaria fraudes.

A federação cita o exemplo de quadrilhas que enviam aos condôminos boletos falsificados e que acabam sendo pagos como se fossem emitidos pela imobiliária. Com a plataforma, se o consumidor tentar quitar a dívida com um documento falso, as informações não vão bater e o pagamento não será autorizado.

Fonte: UOL Economia

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