IPVA

IPVA mais caro em 2022; confira também como fica o IPTU

Com o fim do ano chegando, começam as preocupações com gastos já previstos para janeiro de 2022. Saiba como devem ficar os valores dos principais impostos: IPVA e IPTU

Em 2022, o motorista vai sentir alguns impostos mais caros no bolso, é o caso do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores). A disparada no preço dos carros usados terá reflexo na tributação.

Além disso, o período também é de cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), possíveis viagens de férias, preparação para o ano letivo, com mensalidades de matrículas, entre outros gastos.

Os valores começam a ser cobrados no próximo mês, então especialistas indicam que é melhor se preparar e, quem sabe, até guardar parte dos benefícios de fim de ano, como o 13º salário, participação de lucros ou gratificações, para ajudar a arcar com as despesas de janeiro.

Para te ajudar nessa organização de início de ano, separamos algumas dicas. Confira!

IPVA

IPVA tem um calendário de pagamento específico para cada estado e também alíquotas diferentes, então a primeira dica é ficar de olho nos prazos para conseguir parcelar o débito para aliviar o peso no orçamento de início de ano. Pagar a vista, caso seja possível financeiramente, também pode ser uma opção para desconto.

No estado de São Paulo, o imposto ficará, em média, de 25% a 30% mais caro em 2022. A cobrança é baseada no valor do veículo, e tanto os automóveis novos como os usados acumularam expressiva valorização em 2021.

Para saber quanto será o gasto com o IPVA é necessário consultar o valor do seu carro na tabela Fipe e multiplicar pela alíquota do estado. No caso de carro zero quilômetro, é considerado o valor da nota fiscal. Em São Paulo, carros com 20 anos ou mais da fabricação não pagam o imposto.

IPTU

O IPTU também deve ter um reajuste no valor, impulsionado pela inflação de 2021, mas especialistas afirmam que não deve assustar tanto quanto o IPVA.

O imposto é uma cobrança anual e que deve ser paga por todos que tenham um imóvel. Quem mora de aluguel precisa ficar atento, há proprietários que repassam o valor para os inquilinos e outros assumem o gasto.

Assim como o IPVA, os valores variam conforme o estado em que o imóvel está localizado e também de acordo com o tamanho da propriedade. Caso o IPTU não seja pago em 2022, alguns juros e multas serão destinados ao nome do proprietário do imóvel, além de prejudicar o processo de uma possível venda, caso haja interesse.

O carnê de pagamento é disponibilizado no site das prefeituras das cidades. Para calcular o valor do imposto do imóvel a conta é, em tese, bem simples:

IPTU = (m² de área efetivamente construída X valor do m² da região) X alíquota do imóvel.

Ou seja, se você tem um imóvel no valor de R$500.000,00 aplicando a alíquota de 0,55%, o valor do seu IPTU será de R$2.700,00, que poderá ser pago à vista com o benefício do desconto que é fornecido pela prefeitura ou de forma parcelada em até 10x.

Por: Contábeis | Imagem Destacada: Reprodução

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ISS

Bancos vão lançar sistema único para pagamento de ISS

Bancos vão lançar sistema único para pagamento de ISS

Padrão único abrange operações com cartões de débito e crédito, leasing, fundos de investimento, consórcios e planos de saúde

Brasília – Na tentativa de resolver um dos maiores imbróglios tributários do País – criado com a mudança na legislação do ISS -, os bancos vão lançar um sistema com um padrão único de pagamento do imposto nas operações com cartões de débito e crédito, leasing, fundos de investimento, consórcios e planos de saúde.

Desde janeiro, a cobrança foi descentralizada e deixou de ser feita no município de origem para ser feita no destino, mas as empresas pagadoras do ISS não sabem como, quanto e onde pagar o tributo.

Com a nova lei, os municípios estão fazendo interpretações divergentes sobre a base de cálculo de incidência do tributo e fixando alíquotas que variam entre 2% e 5%.

O resultado tem sido uma grande confusão tributária que pode ameaçar a prestação desses serviços nos municípios menores.

As empresas que operam esses serviços estão tendo que lidar ao mesmo tempo com 5.570 municípios. Em alguns, a câmara municipal já aprovou, no ano passado, a nova cobrança. Em outros, não há nada definido, uma vez que o projeto não foi encaminhado pelos prefeitos.

Há ainda uma diferença sobre a entrada em vigor das mudanças: prefeituras que aprovaram a alteração em 2017 podem aplicá-la 90 dias depois, enquanto as que aprovarem neste ano só poderão cobrar em 2019 para respeitar a chamada “anualidade”. Ou seja, haverá pagamentos pelas regras novas e antigas ao mesmo tempo.

Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) com as prefeituras apontou um potencial de elevação de 20% na arrecadação do ISS, um dinheiro extra para os municípios em tempos de dificuldade financeira e queda de receitas.

Esse foi o principal argumento dos prefeitos para pressionar o Congresso a derrubar um veto presidencial e aprovar a mudança no tributo.

Antes da alteração, a cobrança de ISS sobre esses setores era centralizada em poucos municípios, apelidados de “paraísos fiscais” pelos prefeitos que não recebiam parte desses recursos.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), Sergio Rial, diz que as entidades financeiras querem pagar o ISS, mas precisam de segurança jurídica. Rial, que é também presidente do Santander no Brasil, informou que o sistema, que está em fase piloto, é uma forma de facilitar a cobrança do tributo.

A CNF contratou o Serpro, empresa de processamento de dados do governo federal, para desenvolver o sistema.

Essa é a maior mesa de negociação das entidades financeiras da história recente, segundo Rial. “Aqueles que vão pagar têm que ter o mínimo de certeza jurídica se pagaram tudo que era devido.”

A primeira fase do sistema, que é o cadastro pelas prefeituras, já está em operação, e a partir de fevereiro as empresas já estarão habilitadas a recolher o imposto por esse meio.

O maior obstáculo, no entanto, é o baixo número de adesões de municípios até agora – cerca de 10.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, afirmou que o sistema vai de fato facilitar o recolhimento do tributo. “Nós temos interesse em que isso funcione.”

Três perguntas para Sergio Rial, Presidente da Conf. Nacional das Instituições Financeiras

1. Qual o impacto da lei que muda a cobrança de ISS?

Temos 5.570 municípios muito variados. Nosso País tem uma concentração de renda não só em Estados, mas também em alguns municípios. É absolutamente legítimo, no aspecto social, buscar receitas adicionais aos diversos municípios do País. Mas saímos de uma arrecadação única do ISS para um processo altamente descentralizado. É um desafio em tão pouco tempo, independentemente de ser ou não favorável.

2. Pode haver um aumento da arrecadação?

A expectativa de aumento de arrecadação equânime para todos é um desejo, mas pode não ser uma realidade.

3. Como a mudança afeta o consumidor?

Essa discussão já está acontecendo com a indústria do fundo do Rio de Janeiro, porque há uma sinalização clara do município do aumento do ISS para o teto de 5%. A indústria está se manifestando contrária. Em qualquer setor, um aumento de tributação indireta acaba impactando diretamente a cadeia e os consumidores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 Fonte: Exame

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