Inflação

Abril tem maior inflação em 26 anos; veja como o IPCA afeta seu bolso

Segundo o IPCA, índice que mede a inflação, este mês de abril teve o índice mais alto desde o Plano Real

Com o aumento no preço do gás de cozinha, alta da gasolina, cesta básica, contas de energia elétrica e no aluguel, o consumidor tem sentido cada vez mais a desvalorização do seu poder de compra. Nesta semana, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, mostrou que abril deste ano foi 1,06%. A taxa ficou abaixo da registrada em março (1,62%), no entanto, foi o índice mais alto para um mês de abril desde 1996 (1,26%). Especialistas explicam o motivo da alta na inflação afetar tanto o dia a dia dos brasileiros atualmente.

De acordo com o IPCA, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (11) a taxa de abril deste ano foi a mais alta em 26 anos. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 12,13%, acima dos 12 meses anteriores e a maior desde outubro de 2003 (13,98%).

Em uma pesquisa divulgada pela ABRAS nesta sexta-feira (13)do Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros, mostrou que neste primeiro trimestre os consumidores buscam lojas que apresentam os menores preços, fazem a substituição de marcas mais caras por mais baratas e optam por embalagens de melhor custo-benefício.

“O primeiro trimestre foi marcado pela busca de lojas que operam com preços menores e pela compra de abastecimento concentrada nas semanas próximas do recebimento do salário. Por ora, a troca de marca, a substituição de produtos, a busca por embalagens de melhor custo-benefício e por marcas próprias se mantêm acentuadas para compor a cesta de abastecimento”, explica o vice-presidente Institucional da ABRAS, Marcio Milan.

Além disso, a ABRAS ainda indicou um aumento nas cestas básicas, que tiveram um aumento inflacionário puxado pelo repasse dos custos de produção da cadeia dos alimentos. Especialmente com o aumento do preço do diesel, que impacta o frete na logística dos produtos. Segundo o Instituto, uma cesta com 35 produtos básicos como alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene pessoal e beleza acumula alta de 5,11% no primeiro trimestre. Em março a cesta registrou uma alta de 2,40% e passou de R$ 719,06 em fevereiro para R$ 736,34 em março. Em 12 meses, a alta foi de 15,45%.

Ao mesmo tempo, os trabalhadores que sofrem com uma restrição orçamentária, sendo aqueles que não estão tendo um reajuste na mesma velocidade da inflação, se vêem endividados com a desvalorização do seu poder de compra.

Graziela Fortunato, especialista em finanças pessoais e professora do IAG - Escola de Negócios PUC-Rio, afirma que nesses casos “os consumidores precisam reduzir seus consumos ou podem acabar se endividando para manter o poder de compra”, diz Fortunato.

Para a especialista, apesar da pandemia já ter afetado em muito a economia brasileira, as altas em tantos insumos se deve ao início da guerra na Ucrânia, que começou em 24 de fevereiro deste ano, e que gerou uma alta nos combustíveis no Brasil.

“Com o início da guerra, o preço dos combustíveis aumentaram e isso gerou uma bola de neve na economia brasileira. No país, o serviço de transporte rodoviário é o principal para fazer a entrega de insumos. Com o aumento da gasolina e do diesel, os caminhoneiros foram afetados diretamente, logo, o preço dos alimentos e outros insumos também sofreram esse reajuste. Além disso, o governo atual, que vive em um ano de eleições, têm tomado diversas medidas para conquistar uma reeleição injetando dinheiro no mercado. Isso também contribui para o aumento da inflação” afirma Fortunato.

Segundo Fortunato, o consumidor deve estar preparado para lidar com um ano difícil economicamente. No entanto, a professora destacou que aqueles que retem um conhecimento financeiro, podem ver a diferença no final do mês. “Atualmente, há pessoas que não sabem investir e pessoas que não têm recursos para investir. As pessoas que não sabem devem buscar conhecimento para se proteger da inflação. Aqueles que procuram se informar economicamente com certeza vão se sentir mais protegidos", afirmou a especialista.

5 dicas básicas pra organizar os gastos de despesas mensais

Para conseguir se organizar mensalmente, o especialista em finanças e planejador financeiro, Marlon Glaciano dá dicas básicas de como planejar o pagamento das contas mensais.

A primeira e mais importante de todas dicas será entender quais despesas são obrigatórias e quais não são.

Faça uma lista de suas despesas e as classifique para ter transparência nessa área. Em seguida o especialista indica que o consumidor precisa monitorar as famosas despesas invisíveis. É bem comum ouvir: "Ganho bem e não sobra nada", ressalta Glaciano.

Durante um mês, crie o hábito de anotar as suas despesas independente do valor para entender melhor como está o seu comportamento. A terceira dica tem relação direta com os seus hábitos e comportamentos, principalmente em casa. Verifique se todas as lâmpadas já são de LED, aparelhos eletrônicos ligados na tomada em stand by o dia inteiro sem necessidade, utilização demasiada de ar condicionado.

Seus hábitos impactam diretamente no seus gastos.

Tenha um plano de vôo, essa é a quarta dica. Crie e defina metas, principalmente quanto o assunto for relacionado à supérfluos como comida em aplicativo, assinatura de itens pela internet e tudo o que não for importante e que mesmo sem utilização você tem o hábito de pagar.

Por fim, para que uma família cresça junta, todos os integrantes precisam ter a mesma sintonia. Traga todos para o mesmo compromisso e faça valer a pena toda a sua mudança e dedicação nessa tarefa de organização.

 

Por: iG Economia | Imagem Destacada: Pixabay

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13º salário

13º salário: veja como aproveitar melhor o dinheiro

Cerca de 83 milhões de brasileiros serão beneficiados com um rendimento adicional médio de R$ 2.539

A primeira parcela do 13º salário deve ser paga até o próximo dia 30. Em geral, ela é a metade do último salário recebido, o de novembro. O valor é pago aos trabalhadores com carteira assinada, inclusive empregados domésticos, aposentados e pensionistas – mesmo com adiantamento. Cerca de 83 milhões de brasileiros serão beneficiados com um rendimento adicional médio de R$ 2.539, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Quem teve redução de jornada e desconto no salário este ano, de acordo com a medida do governo federal para conter o desemprego na pandemia, não terá mudanças no cálculo. Já quem teve o contrato suspenso não recebe o abono integral. Neste caso, será preciso descontar os meses não trabalhados. Para entrar na conta, cada mês deve ter mais de 15 dias trabalhados (veja simulação abaixo).

Para Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), é preciso considerar as despesas previstas para o início de 2022, além de olhar para a vida financeira e usar essa renda extra de forma consciente. Se estiver com as contas no vermelho, o trabalhador deve analisar os juros e prazos e tentar renegociar os valores das dívidas, rever as taxas e as condições de pagamento. Além disso, a chegada do 13º coincide com o aumento de gastos de final de ano, como ceia de Natal. As contas serão mais desafiadoras por causa da alta da inflação.

Como usar melhor o dinheiro

Compras

O 13º pode ser usado para fazer compras de final de ano, mas isso deve ser planejado para evitar excessos.

Dívidas

Antes de sair pagando as dívidas, analise todas elas, saiba o total dos juros, os prazos. Reúna todas as informações possíveis. A partir daí, tente renegociar esses valores com o credor.

Poupar e investir

Há pessoas que não devem, mas também não poupam. É um risco pois um descontrole pode levar ao endividamento. O ideal é ter uma reserva.

Cálculo do 13º.

Trabalhador ganha o piso de R$ 1.238,11*, trabalhou o ano inteiro sem afastamentos.

1ª. Parcela – R$ 619,05 (metade do salário). Não há desconto de INSS do empregado, nem contribuição do empregador.

Tem que ser paga até o dia 30/11/2021.

2ª. Parcela – R$ 619,06.

Neste caso:

  • 1 – Será descontado o INSS do empregado sobre R$ 1.238,11 = R$ 94,93, e haverá a contribuição do empregador;
  • 2 – Valor líquido do 13º = R$ 619,06 – R$ 94,93 (INSS) = R$ 524,10.
  • 3 – Será recolhido o FGTS sobre a segunda parcela = R$ 619,06 (8%) = R$ 49,52.

Tem que ser paga até o dia 20/12/2021

Trabalhador ganha o piso de R$ 1.238,11,não trabalhou nos meses de maio, junho, julho e agosto, com contrato suspenso. Neste caso terá somente 8/12 de 13º, não recebendo pelos quatro meses afastados.

1ª. Parcela – R$ 412,70 (metade do salário referente a 8 meses de trabalho R$ 825,41). Não há desconto de INSS do empregado nem contribuição do empregador.

Tem que ser paga até o dia 30/11/2021.

2ª. Parcela – R$ 412,71.

Neste caso:

  • 1 – Será descontado o INSS do empregado sobre R$ 825,41 = R$ 61,90, e haverá a contribuição do empregador
  • 2 – Valor líquido do 13º= R$ 412,71 – R$ 61,90 (INSS) = R$ 350,81.
  • 3 – Será recolhido o FGTS sobre a segunda parcela = R$ 412,71 (8%) = R$ 33,01.

Tem que ser paga até o dia 20/12/2021

*Valor do piso regional RJ, faixa 1

Caso: Trabalhador ganha o salário de R$ 3.000,00, trabalhou o ano inteiro sem afastamentos.

1ª. Parcela – R$ 1.500,00 (metade do salário). Não há desconto de INSS do empregado nem contribuição do empregador.

Será recolhido o FGTS sobre a primeira parcela, que é igual a R$ 1.500,00 (8%) = R$ 120,00.

Tem que ser paga até o dia 30/11/2021.

2ª. Parcela – R$ 1.500,00.

Neste caso:

  • 1 – Será descontado o INSS do empregado sobre R$ 3.000,00 = R$ 271,39, e haverá a contribuição do empregador;
  • 2 – Haverá o desconto de Imposto de Renda = R$ 61,84.
  • 3 – Valor líquido do 13º. Salário = R$ 1.166,77. (R$ 1.500,00 – R$ 271,39 (INSS) – R$ 61,84 (Imposto de Renda)
  • 4 – Será recolhido o FGTS sobre a segunda parcela = R$ 1.500,00 (8%) = R$ 120,00.

Tem que ser paga até o dia 20/12/2021.

Caso: Trabalhador ganha o salário de R$ 3.000,00, não trabalhou nos meses de maio, junho, julho e agosto, que teve o contrato suspenso pelo empregador. Neste caso terá somente 8/12 de 13º, não recebendo pelo quatro meses afastados.

1ª. Parcela – R$ 1.000,00 (R$ 3.000,00 / 8 em 12 meses = R$ 2.000,00 / 2). Não há desconto de INSS do empregado nem contribuição do empregador. Junto com o eSocial de novembro será recolhido o FGTS sobre a primeira parcela, que é igual a R$ 1.000,00 (8%) = R$ 80,00.

Tem que ser paga até o dia 30/11/2021.

2ª. Parcela – R$ 1.000,00. ( R$ 3.000,00 / 8 em 12 meses = R$ 2.000,00 – R$ 1.000,00 adiantamento da 1ª. parcela)

Neste caso:

  • 1 – Será descontado o INSS do empregado sobre R$ 2.000,00 = R$ 163,50, e haverá a contribuição do empregador;
  • 2 – Não haverá desconto de Imposto de Renda, pois o valor pago está isento;
  • 3 – Valor líquido do 13º. = R$ 1.000,00 – R$ 163,50 (INSS) = R$ 836,50;
  • 4 – Será recolhido o FGTS sobre a segunda parcela = R$ 1.000,00 (8%) = R$ 80,00.

Tem que ser paga até o dia 20/12/2021

** Se o empregado recebeu horas extras ou adicional noturno durante o ano por mais de um mês, tem que haver o cálculo da média para adicionar no 13º. No caso das domésticas, o programa do eSocial não faz esse cálculo automaticamente

Por: iG Economia | Imagem Destacada: Reprodução

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recessão

‘Prévia’ do PIB do BC aponta alta de 9,47% no terceiro trimestre e saída da recessão

Resultado indica retomada do nível de atividade após pior fase da pandemia do novo coronavírus, em março e abril deste ano. PIB oficial será divulgado em 3 de dezembro pelo IBGE

A economia brasileira voltou a crescer no terceiro trimestre deste ano e, com isso, saiu da chamada "recessão técnica". É o que indicam informações divulgadas nesta sexta-feira (13) pelo Banco Central.

Segundo o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br)– indicador considerado com uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) – a economia registrou um crescimento de 9,47% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Dois trimestres seguidos de queda do nível de atividade (registrados neste ano) representam uma recessão técnica, que foi superada, segundo indicam os números prévios do BC.

O resultado oficial do PIB no terceiro trimestre deste ano, porém, será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente em 3 de dezembro.

Os resultados do IBC-Br, neste ano refletem os efeitos da pandemia do novo coronavírus, sentidos com maior intensidade na economia em março e abril. De maio em diante, os números mostram o início de uma retomada da economia, puxada, entre outros fatores, pelo auxílio emergencial.

Em análise recente, o BC informou que "programas governamentais de recomposição de renda têm permitido uma retomada relativamente forte do consumo de bens duráveis e do investimento".

Mês a mês e parcial do ano

De acordo com o IBC-Br, somente em setembro deste ano, a economia brasileira mostrou crescimento de 1,29% na comparação com agosto. O número foi calculado após ajuste sazonal. Esse foi o quinto mês seguido de crescimento do indicador, na comparação com o mês anterior.

Mesmo assim, os números do Banco Central também mostram que o nível de atividade ainda não voltou ao patamar de fevereiro, registrado antes da pandemia do novo coronavírus.
  • Com o crescimento registrado em setembro, o IBC-Br atingiu 136,34 pontos, abaixo do patamar de fevereiro, ou seja, de antes da pandemia (139,80 pontos).
  • No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, o índice de atividade econômica registra queda de 4,93% – sem ajuste sazonal.
  • Em 12 meses até setembro de 2020, houve queda de 3,32% – também sem ajuste sazonal.

PIB x IBC-Br

Os resultados do IBC-Br são considerados uma "prévia do PIB". Porém, nem sempre mostram proximidade com os dados oficiais do Produto Interno Bruto.

O cálculo dos dois é um pouco diferente. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 2% ao ano, na mínima histórica. O BC indicou, na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), manutenção da taxa básica da economia nesse patamar nos próximos meses.

Expectativas

 

Fonte: G1 | Imagem Destacada: Pixabay

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Vendas no varejo

Vendas no varejo crescem 8% em junho, acima do esperado pelos economistas

Em maio, as vendas no varejo já haviam registrado um avanço de 13,9% em relação a abril

SÃO PAULO – As vendas no varejo brasileiras cresceram 8% em junho na comparação com maio, mostrou nesta quarta-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa mediana dos economistas para o dado era de alta de 5% conforme o consenso da Bloomberg.

Em maio, as vendas no varejo já haviam registrado um avanço de 13,9% em relação a abril em meio a uma recuperação depois dos impactos da pandemia de coronavírus, que manteve shoppings e comércios locais fechados.

A média móvel trimestral cresceu 0,9% no trimestre encerrado em junho. Na série sem ajuste sazonal, em relação a junho de 2019, o comércio varejista cresceu 0,5%. Já o acumulado nos últimos 12 meses foi 0,1%.

Conforme aponta o IBGE, pelo segundo mês consecutivo, os resultados mostraram menor impacto no comércio do quadro de isolamento social diante da pandemia de Covid-19.

Do total de empresas coletadas pela pesquisa, 12,9% relataram impacto em suas receitas em junho por conta das medidas de isolamento social, 5,2 pontos percentuais (p.p.) abaixo do número de maio, e 15,2 p.p. de abril (28,1%, maior percentual de impactados desde março, mês em que se iniciou o fechamento do comércio tanto nas ruas como em shopping centers). Com isso, 32,9% dos relatos de justificativa da variação de receita das empresas da amostra cita o coronavírus como principal causa de modificação no valor das vendas.

O volume de vendas do comércio varejista ampliado, frente a junho de 2019, mostrou decréscimo de 0,9% contra -15,3% em maio de 2020, quarta taxa negativa consecutiva. Assim, o varejo ampliado acumulou -7,4% no ano de 2020 contra -8,7% acumulado até maio. O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -1,0% até maio, para -1,3% até junho, intensificou a queda no ritmo de vendas.

Na série com ajuste sazonal, na passagem de maio para junho de 2020, no comércio varejista, houve alta em sete das oito atividades: Livros, jornais, revistas e papelaria (69,1%); tecidos, vestuário e calçados (53,2%); móveis e eletrodomésticos (31,0%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (26,1%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (22,7%); combustíveis e lubrificantes (5,6%); e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,7%).

Apenas o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,7%), apresentou recuo nas vendas frente a maio de 2020.

O comércio varejista ampliado cresceu 12,6%, frente a maio de 2020, na série com ajuste sazonal, com o segundo mês de altas das atividades de Veículos, motos, partes e peças (35,2%) e Material de construção (16,6%). Em maio, os resultados foram, respectivamente, 38,6% e 22,3%.

Em junho de 2020, em relação a junho de 2019, o comércio varejista cresceu 0,5%, com igual número de atividades pesquisadas com taxas negativas e positivas. O IBGE destaca ainda  que junho de 2020 (21 dias) teve dois dias úteis a mais que junho do ano anterior (19 dias).

No campo positivo, os destaques foram: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,4%); móveis e eletrodomésticos (25,6%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,0%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,4%). As atividades que apresentaram queda foram: tecidos, vestuário e calçados (-44,5%); combustíveis e lubrificantes (-16,3%); livros, jornais, revistas e papelaria (-39,5%); e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-10,0%).

Com o recuo de 0,9%, frente a junho de 2019, o comércio varejista ampliado registrou a quarta taxa negativa consecutiva. O resultado de junho de 2020 refletiu a contribuição de veículos, motos, partes e peças (-13,7%) e tecidos, vestuário e calçados (-44,5%).

Fonte: InfoMoney | Imagem destacada: Reprodução

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coronavírus

Economia pode crescer 2,5% apesar de crise do coronavírus, diz Guedes

Em entrevista à CNN Brasil, ministro da Economia disse que país não pode sucumbir à "psicologia do fracasso" em meio à crise do coronavírus

Brasília — A economia brasileira ainda pode crescer cerca de 2,5% neste ano, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista à CNN Brasil divulgada no domingo, desde que o país não sucumba à “psicologia do fracasso” em meio à crise global pelo novo coronavírus.

Com a economia mundial se deteriorando a um ritmo alarmante, provocando alertas de recessão por economistas e ações emergenciais de muitos dos principais bancos centrais do mundo, Guedes afirmou que a “dinâmica de crescimento” do Brasil vai aguentar bem.

“Se nos entregarmos (à crise) e se um continuar brigando com o outro, isso será a ‘psicologia do fracasso’. Aí, sim, vai haver uma desaceleração econômica”, disse Guedes na entrevista.

“(Mas) nós temos uma dinâmica própria de crescimento, e o Brasil pode perfeitamente crescer 2% ou 2,5% com o mundo caindo”, acrescentou.

Na semana passada, o governo reduziu a expectativa de crescimento em 2020 de 2,4% para 2,1%. A maioria dos economistas do setor privado também reduziu suas previsões nas últimas semanas, mas de forma muito mais agressiva, com muitas próximas ou mesmo abaixo de 1,0%.

Guedes alegou que o pacote anunciado pelo governo para combater o coronavírus no país, incluindo 5 bilhões de reais destinados ao Ministério da Saúde, é suficiente.

O ministro disse estar aberto à possibilidade de ampliar o volume desses recursos, mas, na semana passada, disse que as rígidas regras fiscais do governo, incluindo o teto de gastos, devem ser mantidas.

As ações e a moeda do país estão entre as mais afetadas nos mercados ao longo das últimas semanas, já que os investidores passaram a avaliar os danos econômicos que o surto de coronavírus provavelmente causaria na maior economia da América Latina.

Fonte: Exame | Imagem destacada: Adriano Machado/Reuters

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negócios

Os segmentos mais promissores para pequenos negócios em 2020

Retomada da economia e expectativa de safra recorde devem beneficiar as empresas voltadas ao atendimento do mercado interno

A expectativa de crescimento de 2,5% da economia brasileira em 2020, somada à projeção de uma safra recorde no setor agrícola, deve favorecer diretamente as micro e pequenas empresas (MPE) do país, que estão voltados majoritariamente ao mercado interno. O otimismo é maior para as micro e pequenas empresas que atuam no setor de serviços, para os negócios voltados ao atendimento das necessidades básicas da população, para o segmento da construção, bem como os pequenos negócios que atuam no setor do agronegócio. Essas são as conclusões do estudo “Negócios Promissores em 2020” realizado pelo Sebrae a partir do cruzamento e análise de um conjunto de dados do FMI, Banco Central e Ministério da Economia.

No setor de Serviços, de acordo com o estudo, as expectativas são positivas para os pequenos negócios de serviços pessoais, serviços prestados às empresas, na área da saúde, educação e transporte. Nos segmentos que atendem às necessidades básicas da população, continuam em alta as empresas que atuam no comércio de alimentos e de alimentação fora do lar (restaurantes e marmitas). Já na construção civil, as MPE de edificações, manutenção, comércio de material de construção e serviços especializados têm boas perspectivas de crescimento. Por fim, no segmento do agronegócio, o Sebrae aponta a possibilidade de um bom ano para os pequenos produtores rurais que atuam no comércio de cidades próximas às áreas de intensa produção agropecuária e no setor de máquinas e equipamentos.

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, havia uma expectativa - em 2019 - de que houvesse uma recuperação mais forte da economia, que acabou não se confirmando. Assim, acabaram prevalecendo, segundo Melles, os pequenos negócios com um perfil mais voltado à manutenção e reparação de bens. “Agora, em 2020, com a retomada da economia e o aumento da confiança de consumidores e empresas, estamos caminhando para o fortalecimento dos negócios mais voltados ao atendimento do consumo de bens e serviços associados às necessidades básicas da população, como: gastos com alimentação, moradia, restaurantes e serviços pessoais”, comenta o presidente do Sebrae.

QUEM GANHA COM O CENÁRIO GLOBAL E NACIONAL
• Serviços pessoais (cabelereiro, manicure, estética e beleza)
• Serviços prestados às empresas (administração, vendas, serv. jurídicos e org. de feiras)
• Serviços de saúde, educação e transporte (cuidadores, clínicas, ensino superior, treinamento e transporte carga/passageiro)
• Serviços de informática e comunicação (serv. internet, desenvolvimento de programas, reparação de equipamentos de comunicação)
• Bens e serviços voltados para o atendimento das necessidades básicas da população (comércio de alimentos, serv. pratos prontos)
• Construção (manutenção/reparação de moradias, edificações, comércio de material de construção e serviços especializados)
• Produtores rurais (p.ex. milho, soja e algodão) e atividades de apoio à agropecuária
• Pequeno comércio do interior, próximo às grandes áreas produtoras da agropecuária
• MPE que exportam para os EUA e Leste

Principais informações do Relatório
• Produto Mundial deve crescer 3,4% a.a. (Fonte: FMI)
• PIB brasileiro deve crescer 2,5% a.a. (Fonte: FMI)
• Juros baixos, inflação e câmbio com tendência de estabilização (Fonte: Boletim Focus)
• Melhora paulatina na Taxa de Desocupação e no rendimento médio real do trabalhador (projeções Sebrae)
• Safra agrícola recorde em 2020 (Fonte: Conab/M.A.)

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios | Imagem destacada: Reprodução

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Pequenos negócios

Pequenos negócios têm geração recorde de empregos para o mês de junho nos últimos cinco anos

Conforme levantamento do Sebrae, com base em dados do Caged, as micro e pequenas empresas contrataram mais de 387 mil trabalhadores no primeiro semestre deste ano

 

Fonte: Agência Sebrae de Notícias (ASN) | Imagem: Pixabay

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Monitor do PIB da FGV

Monitor do PIB da FGV aponta crescimento de 1,1% da economia do país em 2018

Resultado é muito abaixo do previsto no início do ano passado e decepcionante quando se leva em conta que vem após dois anos consecutivos de forte retração econômica e de um crescimento com trajetória ascendente em 2017, diz coordenador da pesquisa

A economia do Brasil cresceu 1,1% em 2018, informou nesta terça-feira (19) o monitor do PIB da FGV. O índice é quase o mesmo de 2017, que foi de 1%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O resultado é muito abaixo do previsto no início do ano passado e decepcionante quando se leva em conta que vem após dois anos consecutivos de forte retração econômica e de um crescimento com trajetória ascendente em 2017, aponta Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

"A economia não apresentou o mesmo fôlego de retomada em 2018 que teve em 2017, ficando praticamente estagnada no decorrer do ano. A forte incerteza que permeou a economia, com destaque para a greve dos caminhoneiros e para o período eleitoral, influenciou muito nesse resultado. Foi um ano perdido”, diz Considera.

Na análise trimestral, na série com ajuste sazonal, o PIB apresentou estagnação no 4º trimestre em comparação com o 3º trimestre. Com relação ao 4º trimestre de 2017, houve crescimento de 1%. A FGV destaca que a indústria apresentou retração nas duas bases de comparação.

Na análise mensal, o PIB apresentou queda de 0,4% em dezembro, tanto na série com ajuste sazonal (na comparação com novembro), quanto na série original (na comparação com dezembro de 2017). A indústria também apresentou retração (-0,8% e -3,1%, respectivamente). Na comparação com dezembro de 2017, além da indústria, também, houve quedas expressivas no comércio (-2,6%), na formação bruta de capital fixo (-1,8%), no imposto (-1,7%) e na importação (-6,8%).

PIB em valores

Em termos monetários, estima-se que o PIB de 2018, em valores correntes, alcançou a cifra de aproximadamente R$ 6,76 trilhões. De acordo com a FGV, apesar de o resultado de 2018 retratar uma economia estável, com crescimento de 1,1%, em relação à série histórica iniciada em 2001, os resultados, apesar de serem melhores do que dos anos de 2016 e 2017, ainda não superaram as divulgações de anos anteriores à recessão econômica iniciada em 2014.

O preço do PIB em 2018, embora seja maior que os de 2016 e 2017, é ainda inferior ao de 2012.

A FGV informou que a produtividade da economia, que alcançou o pico em 2013, tem se reduzido desde então e em 2018 é a menor registrada desde 2009.

O destaque ficou com o forte recuo da construção, de outros serviços e da administração pública, cujas produtividades em 2018 são as menores da série histórica do Monitor do PIB-FGV iniciada em 2001.

Além dessas atividades, a indústria de transformação, o transporte e os serviços de informação também apresentaram produtividades menores em 2018 do que em 2001, apesar de não serem os pontos de mínimo das séries históricas.

"Os resultados mostram que, a despeito da recuperação da economia, o ritmo é muito lento e ainda está longe de retomar o período anterior à recessão de 2014", informou a FGV.

Fonte: G1 | Imagem: Pexels

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Previdência

Paulo Guedes prevê economia de R$ 1 trilhão em dez anos com nova Previdência

Segundo o ministro da Economia, maior desafio do governo é impedir a manutenção de um sistema que acentua a desigualdade entre pobres e ricos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (5) que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) pretende economizar R$ 1 trilhão em dez anos com a proposta de reforma da Previdência que será apresentada ao Congresso Nacional em breve. No ano passado, o Brasil registrou déficit previdenciário recorde de R$ 290 bilhões, segundo números do próporio governo.

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“A ideia é que chegue a R$ 1 trilhão [de economia] em dez anos. Há simulações em que é R$ 1 trilhão em 15 anos. Isso é o que está sendo calibrado. O importante é que se inaugure um período novo para a Previdência ”, disse Guedes. As declarações foram feitas após uma reunião entre o ministro e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, ambos do DEM.

Ainda de acordo com Guedes, o maior desafio do governo é "salvar" a Previdência antiga e impedir a manutenção do que chamou de um "mecanismo perverso" de transferência de renda dos pobres para os ricos. “[Queremos] salvar as futuras gerações dessa armadilha, de um sistema que piora desigualdades e destrói empregos em massa. A reforma é uma construção democrática nossa", defendeu.

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A decisão sobre o texto final da nova Previdência, porém, ficará a cargo de Bolsonaro, que ainda está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera da cirurgia de retirada da bolsa de colostomia. "O presidente voltando, vai olhar as propostas [de reforma da Previdência]. Já temos duas ou três versões alternativas simuladas", revelou o ministro da Economia.

Regime de capitalização

Tanto o regime de repartição simples como o de capitalização pertencem ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS)

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil | Tanto o regime de repartição simples como o de capitalização pertencem ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS)

Após a reunião com Maia e Alcolumbre, Paulo Guedes também falou sobre a possibilidade de o País adotar um regime previdenciário de capitalização, uma das bandeiras defendidas de forma mais ferrenha pelo ministro durante a corrida eleitoral. A mudança, segundo o economista, faria parte de um "segundo capítulo" da reforma da Previdência.

Hoje, o regime previdenciário brasileiro conta com três categorias: o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e a Previdência Complementar. O primeiro inclui todos os trabalhadores que contribuem para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social); o segundo contempla servidores públicos concursados; o terceiro é opcional, como o Previ, o fundo de pensão de funcionários do Banco do Brasil.

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Tanto o regime de repartição simples adotado atualmente como o de capitalização  pertencem ao RGPS. A diferença é que, no primeiro, as contribuições dos trabalhadores ativos pagam o benefício dos aposentados, enquanto no segundo é criado um fundo para receber as contribuições. Esses recursos são investidos em ativos de renda fixa e variável, e o aposentado nesse sistema recebe o valor que contribuiu mais os rendimentos da aplicação.

Fonte: Brasil Econômico

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13º salário

Pagamento do 13º salário injeta R$ 211,2 bilhões na economia

13º salário - Valor representa cerca de 3% do PIB do país

O pagamento do 13º salário vai injetar R$ 211,2 bilhões na economia brasileira até dezembro. O valor representa cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, beneficiando cerca de 84,5 milhões de trabalhadores do mercado formal, inclusive aposentados, pensionistas e empregados domésticos.

As estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam um rendimento adicional de R$ 2.320,00, com fonte na relação anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Os trabalhadores do mercado formal representam 48,7 milhões, ou 57,6% do total beneficiados pelo pagamento do 13º salário. Os empregados domésticos são 1,8 milhão, ou 2,2% do total. Os aposentados e pensionistas representam 34,8 milhões, ou 41,2% do total. Dos R$ 211,2 bilhões pagos, os empregados do mercado formal ficarão com 66%, ou R$ 139,4 bilhões. Os aposentados e pensionistas receberão R$ 71,8 bilhões, ou 34%.

Regiões

Os estados da região Sudeste ficarão com 49,1% do pagamento do 13º salário, seguido pelos estados do sul com 16,6%, Nordeste com 16%, Centro-oeste com 8,9% e Norte com 4,7%. O beneficiário com o maior valor médio (R$ 4.278,00) será pago no Distrito Federal e o menor no Maranhão (R$ 1.560,00) e Piauí (R$ 1.585,00).

A maior parcela que será paga aos assalariados do setor de serviços (incluindo administração pública), que receberão R$ 137,1 bilhões, ou 64,1% do total destinado ao mercado formal. Os empregados da indústria receberão 17,4%, os comerciários 13,3%, enquanto que os da construção civil ficarão com 3,1% e da agropecuária com 2,1%. O valor médio do 13º salário do setor formal ficará em R$ 2.927,21, sendo que a maior média será paga aos trabalhadores do setor de serviços com valor de R$ 3.338,81 e o menor para os trabalhadores do setor primário da economia, com R$ 1.794,86.

A economia paulista receberá cerca de R$ 60,7 bilhões, ou 28,8% do total do Brasil. Os beneficiados são estimados em 21,6 milhões, equivalente a 25,6% do total.

Fonte: Época Negócios | Imagem: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

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