Impacto fiscal da pandemia

Impacto fiscal da pandemia no Brasil será maior do que esperávamos, diz Moody’s

Agência aponta que as propostas de reformas tributária e administrativa são um sinal do compromisso do governo, ainda assim, ressalta que a dinâmica política atual gera riscos para as reformas

A Moody’s divulgou nesta terça-feira um relatório onde analisa os desdobramentos recentes no Brasil. No documento, que não é uma ação de rating, ou seja, a agência não revisou a nota soberana do país - que continua em ‘Ba2’, com perspectiva estável - a Moody’s diz que a economia brasileira parece ter atingido um piso e que a contração será menor do que o esperado por alguns investidores, mas que o custo fiscal será maior do que o previsto.

“A retomada da consolidação fiscal, como o orçamento [de 2021] indica, ajudaria a dar suporte para a qualidade de crédito do Brasil, embora uma proposta de ampliação da rede de assistência social gere riscos de elevar os gastos. [...] Em última instância, as perspectivas para o crédito soberano vão depender do ritmo e tamanho da recuperação econômica e da consolidação fiscal”, diz o relatório.

A Moody’s aponta que as propostas de reformas tributária e administrativa são um sinal do compromisso do governo com mudanças estruturais que fortaleçam o crescimento. Ainda assim, ressalta que a dinâmica política atual gera riscos para as reformas e a consolidação fiscal. “Riscos políticos e pressões para expandir programa sociais para depois de 2020 ainda geram riscos materiais para o cumprimento do teto de gastos em 2021 e para frente. Quebrar o teto pode levar a dívida do governo a continuar subindo, o que colocaria pressão sobre o perfil de crédito do Brasil”.

“A retomada da consolidação fiscal, como o orçamento [de 2021] indica, ajudaria a dar suporte para a qualidade de crédito do Brasil, embora uma proposta de ampliação da rede de assistência social gere riscos de elevar os gastos. [...] Em última instância, as perspectivas para o crédito soberano vão depender do ritmo e tamanho da recuperação econômica e da consolidação fiscal”, diz o relatório.

A Moody’s aponta que as propostas de reformas tributária e administrativa são um sinal do compromisso do governo com mudanças estruturais que fortaleçam o crescimento. Ainda assim, ressalta que a dinâmica política atual gera riscos para as reformas e a consolidação fiscal. “Riscos políticos e pressões para expandir programa sociais para depois de 2020 ainda geram riscos materiais para o cumprimento do teto de gastos em 2021 e para frente. Quebrar o teto pode levar a dívida do governo a continuar subindo, o que colocaria pressão sobre o perfil de crédito do Brasil”.

Fonte: Valor Investe | Imagem destacada: Getty Images

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