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SINFAC-SP leva ao Ministro da Fazenda pleito sobre Central de Duplicatas

SINFAC-SP leva ao Ministro da Fazenda pleito sobre Central de Duplicatas

 

Ao participar da reunião plenária (30/10) das diretorias da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FECOMERCIOSP) e do Centro do Comércio do Estado de São Paulo (CECOMERCIO), o presidente do SINFAC-SP, Hamilton de Brito Junior (Credere Consultoria e Fomento Mercantil), fez uma reivindicação do setor ao ministro da Fazenda sobre a Central de Duplicatas.

Henrique Meirelles havia acabado de colocar como avanços para desburocratizar o país conquistas recentes incluindo a aprovação pelo Senado do Cadastro Positivo e a criação de uma Central Nacional de Duplicatas Eletrônicas, aspecto que mereceu a intervenção de Hamilton.

“Nosso pleito é que factorings e securitizadoras participem dessa central, pois não adianta fazer o gravame dos títulos só entre os bancos, porque a duplicata já pode ter sido adquirida por nós”, disse ele. E foi além: “tem jeito de resolver isto. É só permitir que as registradoras que hoje já trabalham para nós possam registrar no Banco Central o nosso movimento”.

Recuperação

A tônica do pronunciamento do ministro foi o início da retomada econômica, fato demonstrado por ele ao comparar dados deste ano com os de 2016.

“De fato, nós estamos saindo da maior recessão da história do Brasil. O país enfrentou a grande depressão mundial de 1929 a 1931, e naquele período, o Produto Interno Bruto brasileiro caiu 5,13%. Nesta recessão, a queda do PIB foi de 7,3%”, constatou.

Segundo ele, no primeiro trimestre deste ano o crescimento esteve concentrado na agricultura, mas no segundo já houve um bom desempenho também nos demais setores.

“O varejo ilustra bem essa melhora. Nesta mesma época do ano passado, já tínhamos os resultados das vendas reais acumuladas até agosto. Em comparação a 2015, o comércio como um todo tinha caído 4,1%, enquanto que, no mesmo período de 2017, houve um crescimento de 5,3%”, disse o ministro.

Para a economia em geral, ele espera para este último semestre uma variação positiva de 2,7% no Produto Interno Bruto.

Com relação ao desemprego, Meirelles lembrou que no ano passado ele subiu em ritmo acelerado, até mesmo por haver uma defasagem histórica nessa área, já que o mercado de trabalho costuma crescer depois do PIB, pois as empresas começam a vender mais, mas não contratam imediatamente. “Contudo, para a surpresa de muitos, o desemprego começou a cair em abril e vem mantendo essa tendência desde então”, acrescentou.  

“A recessão ficou para trás, a questão agora é saber quanto a economia crescerá nos próximos anos”, disse o ministro, frisando que o crescimento de 2018 pode ser surpreendente.

As razões para essa ampla mudança na conjuntura, segundo ele, incluem as reformas estruturais que vêm sendo realizadas e a aprovação da emenda constitucional que fixou um teto para as despesas públicas.

Também deve ser significativo o fato de muitas indústrias terem ficado com capacidade ociosa e agora poderão crescer mais rápido, sem gerar inflação.

No campo das dificuldades remanescentes, o ministro reconhece a complexidade de nossas regras tributárias, a ponto de uma pesquisa ter demonstrado serem necessárias 2.600 horas por ano para as empresas pagarem impostos. “Queremos cortar esse tempo em mais de 70%”, afirmou.

 

Hamilton faz intervenção
para falar a Henrique Meirelles
sobre a central de duplicatas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: SINFAC-SP