mercado

Mercado reduz expectativa de inflação em 2020 e vê dólar mais baixo

Previsão de inflação deste ano passou de 3,60% para 3,58%. Economistas reduziram de R$ 4,09 para R$ 4,04 a projeção para o dólar no fim de 2020

Os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa de inflação para este ano e também passaram a projetar um dólar menor no fim de 2020.

As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC). Os dados constam de um levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

De acordo com o boletim, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2020 de 3,60% para 3,58%.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%. O intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,5% a 5,5%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

No ano passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, fechou em 4,31%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4,25%. Foi a maior inflação anual desde 2016.

Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Produto Interno Bruto

O mercado financeiro manteve a previsão de crescimento de 2,30% para a economia brasileira em 2020. Para o próximo ano, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 2,50%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Outras estimativas

  • Taxa de juros: o mercado manteve a previsão para a taxa Selic no fim de 2020 em 4,5% ao ano. Atualmente, a taxa de juros já está nesse patamar. Para o fechamento de 2021, a expectativa do mercado para a taxa Selic recuou de 6,50% para 6,25% ao ano.
  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 recuou de R$ 4,09 para R$ 4,04 por dólar. Para o fechamento de 2021, continuou em R$ 4 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 caiu de US$ 38,20 bilhões para US$ 37,31 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado recuou de US$ 35,60 bilhões para US$ 35 bilhões.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, permaneceu em US$ 80 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas subiu de US$ 84,40 bilhões para US$ 84,75 bilhões.

Fonte: G1 | Imagem: Pixabay

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inflação

Prévia da inflação de novembro fica em 0,14%, menor taxa para o mês em 21 anos

Expectativa é que Banco Central volte a cortar a Selic, taxa básica de juros, ainda neste ano; em 12 meses, IPCA chega agora a 2,67%, abaixo da meta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,14% em novembro, acima do registrado em outubro (alta de 0,09%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (22).

Apesar da aceleração, foi o menor resultado para um mês de novembro desde 1998, quando a taxa de inflação recuou 0,11%. Em 12 meses, a alta do IPCA-15 desacelerou para 2,67%, afastando-se ainda mais do piso da meta oficial para 2019, de 4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O cenário de inflação fraca mantém aberto o espaço para o Banco Central reduzir novamente a taxa básica de juros, a Selic , em sua última reunião, em dezembro, como já sinalizou. Hoje, a taxa está em 5% ao ano, o menor valor da história.

A aceleração em novembro foi puxada pelos preços de transportes (0,30%), impactados pelo aumento da gasolina (0,80%) e do etanol (2,53%). Os preços do óleo diesel (0,58%) e do gás veicular (0,10%) também subiram, levando o resultado dos combustíveis a um aumento de 1,07%. Já as passagens aéreas tiveram alta de 4,44%.

Os preços do grupo alimentação e bebidas, por sua vez, apresentaram alta de 0,06% em novembro, após três meses consecutivos de deflação . Somente as carnes subiram 3,08% e contribuíram com 0,08 ponto percentual no índice geral do mês. Em 12 meses, a alta chega a 7,76%, mais do que o dobro da inflação.

Leia também: Nascidos em junho e julho sem conta na Caixa podem sacar FGTS a partir desta sexta-feira

O grupo habitação apresentou a maior variação negativa (-0,22%) e ajudou a segurar a inflação em novembro, com impacto de -0,04 ponto percentual no índice geral, favorecido principalmente pela queda no preço médio da energia elétrica (-1,51%), impactada pela redução nas tarifas de concessionárias de São Paulo, Brasília e Goiânia.

Fonte: Brasil Econômico | Imagem: Reprodução

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Inflação oficial

Inflação oficial fica em 0,10% em outubro, menor taxa para o mês desde 1998

No acumulado em 12 meses, IPCA recuou para 2,54%, ficando ainda do piso da meta do governo para o ano (2,75%), o que reforça as apostas de novo corte na taxa básica de juros

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,10% em outubro, influenciado principalmente pela queda no preço da energia, segundo divulgou nesta quinta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se do menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando ficou em 0,02%.

Abaixo do piso da meta de inflação

Com o resultado, o índice oficial de inflação acumula alta de 2,60% em 9 meses. Em 12 meses, o IPCA registra avanço de 2,54%, abaixo dos 2,89% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, ficando abaixo do piso da meta definida pelo governo para o ano, o que reforça as apostas de novo corte na taxa básica de juros, atualmente em 5% ao ano.

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%.

A variação de 2,54% em 12 meses é a menor para esse intervalo desde agosto de 2017 (2,46%).

Veja a inflação de outubro por grupos e o impacto de cada um no índice geral:

  • Alimentação e Bebidas: 0,05% (0,01 ponto percentual)
  • Habitação: -0,61% (-0,10 p.p.)
  • Artigos de Residência: -0,09% (0 p.p.)
  • Vestuário: 0,63% (0,04 p.p.)
  • Transportes: 0,45% (0,08 p.p.)
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 0,40% (0,05 p.p.)
  • Despesas Pessoais: 0,20% (0,02 p.p.)
  • Educação: 0,03% (0 p.p.)
  • Comunicação: -0,01% (0 p.p.)

A inflação de outubro ficou acima da mediana das projeções de 41 analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data, que projetam alta de 0,07% no período.

O IPCA é calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

inflação oficial

Energia elétrica linhas de transmissão — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Queda no preço da energia freia inflação em outubro

Na passagem de setembro para outubro, houve deflação em 3 dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, com destaque para "Habitação" (-0,61%), responsável por um impacto de -0,10 ponto percentual no índice geral.

Segundo o IBGE, a queda no preço da energia foi o principal item que ajudou a frear a inflação em outubro, com impacto de -0,13 ponto percentual no IPCA. Com exceção de Salvador, que teve alta de 0,86%, e Vitória, de 2,24%, todas as áreas pesquisadas registraram recuo nos preços da energia.

“Em setembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1 e, em outubro, passou a vigorar a amarela, cujo acréscimo é menor", explicou o gerente do IPCA, Pedro Kislanov, citando ainda a redução nas tarifas de energia de concessionárias em São Paulo, Brasília e Goiânia.

Roupas tem a maior inflação do mês

Do lado das altas, a maior inflação de outubro foi no grupo "Vestuário" (0,63%). “O preço de vestuário costuma subir nessa época por conta da mudança de estação, que resulta na troca de coleção das lojas”, explicou Kislanov.

O grupo "Transportes" registrou alta de 0,45% em outubro, influenciado pela alta nos preços dos combustíveis (1,38%). A gasolina subiu 1,28%, contribuindo com 0,05 p.p. no índice do mês. Todas as áreas pesquisadas apresentaram alta no preço do combustível, exceto Brasília e São Luís, onde houve queda.

Já o etanol teve alta de 1,90% e o óleo diesel aumento de 1,82%.

Alimentação fora de casa mais cara

A alimentação em domicílio se manteve em queda, pelo sexto mês consecutivo. A redução no preço da cebola (-20,84%) e da batata-inglesa (-9,06%) foram os destaques. Por outro lado, o preço da carne subiu 1,77%.

Já a alimentação fora de casa ficou 0,19% mais cara em outubro. A refeição registrou alta de 0,24%, e o lanche subiu 0,32%.

Perspectivas e meta de inflação

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que está atualmente em 5% ao ano - a menor da série histórica do BC, que começou em 1986.

A expectativa é que o Banco Central realize novos cortes na Selic ainda neste ano.

O mercado continua projetando para o ano uma inflação bem abaixo do centro da meta central do governo. De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, os analistas das instituições esperam uma inflação de 3,29% em 2019. A previsão dos economistas é que de que os juros terminarão o ano em 4,5%, recuando para 4,25% em fevereiro.

Para 2020, o mercado financeiro mantém a estimativa de inflação de 3,60%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.

Inflação por regiões

Quanto aos índices regionais, 6 das 16 áreas pesquisadas tiveram deflação em relação a setembro, sendo a maior desaceleração registrada no município de São Luís (-0,37%). Já a maior inflação foi a de Campo Grande (0,31%).

Tanto no acumulado do ano quanto na variação dos últimos 12 meses, o município com maior inflação dentre os pesquisados é Fortaleza, com alta de 3,45% em ambos os períodos. Já São Luiz registra o índice mais baixo no acumulado do ano (1,69%), e Curitiba o menor dos últimos 12 meses (1,55%).

Veja todos os índices regionais:

  • Campo Grande: 0,31%
  • Vitória: 0,29%
  • Rio de Janeiro: 0,27%
  • Belém: 0,22%
  • Belo Horizonte: 0,17%
  • São Paulo: 0,14%
  • Salvador: 0,08%
  • Goiânia: 0,07%
  • Aracaju: 0,04%
  • Fortaleza: 0,04%
  • Porto Alegre: -0,01%
  • Recife: -0,07%
  • Brasília: -0,08%
  • Curitiba: -0,12%
  • Rio Branco: -0,14%
  • São Luís: -0,37%

INPC em outubro foi de 0,04%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais, ficou em 0,04% em outubro, ante deflação de 0,05% em setembro. O acumulado do ano está em 2,67% e o dos últimos doze meses foi para 2,55%, contra 2,92% nos 12 meses imediatamente anteriores.

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

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Inadimplência

Inadimplência do consumidor cresce ao menor ritmo em quase dois anos

Número de dívidas em atraso teve quarta queda seguida e a mais expressiva desde dezembro de 2017; retração mais acentuada da inadimplência é entre quem tem de 18 a 24 anos

O volume de consumidores com contas em atraso aumentou 1,3% no mês de setembro na comparação com igual período de 2018 - menor expansão no número de devedores desde dezembro de 2017, quando a variação também havia sido de 1,3%. Em setembro do ano passado, a inadimplência havia crescido 3,9%.

Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Em relação a agosto, a quantidade de consumidores com contas atrasadas apresentou leve recuo de 0,5% - quarta queda seguida na série histórica do indicador.

O número de dívidas em atraso teve queda de 2,5% na comparação com mesmo mês do ano passado – também é a quarta queda seguida e a mais expressiva desde dezembro de 2017.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a expectativa é de que a inadimplência não volte a crescer a taxas expressivas no curto prazo e apresente sinais de estabilidade. “A economia e o consumo seguem se recuperando de forma lenta e gradual e assim deverá ser o comportamento dos próximos meses. Isso impedirá que a inadimplência cresça a taxas expressivas como no passado, mas por sua vez, também não será o suficiente para induzir uma queda mais acentuada no número de atrasos. Ainda demorará para observarmos um aumento expressivo na renda do brasileiro e na queda do desemprego, que são os fatores que mais pesam na capacidade de pagamento das famílias”, analisa.

Queda é maior entre os jovens

A retração mais acentuada da inadimplência é entre quem tem de 18 a 24 anos - diminuição de 22,4% na comparação com setembro de 2018. Também houve queda nas faixas de 25 a 29 anos (-9,7%) e dos 30 a 39 anos (-1,5%) - 25% das pessoas inadimplentes no país está na casa dos 30 anos de idade, segundo a CNDL e SPC.

Já o aumento mais expressivo foi entre quem tem de 64 a 84 anos (6,4%), seguido pelos de 50 a 64 anos (3,9%) e de 40 a 49 anos (2,5%).

Em média, cada inadimplente tem duas dívidas em aberto - 37% devem até R$ 500; 16% entre R$ 500 e R$ 1.000; 21% entre R$.1000 e R$ 2.500; 16% entre R$ 2.500 e R$ 7.500 e 11% devem mais de R$ 7.500.

Dívidas bancárias caem

Com exceção dos compromissos com contas básicas, como água e luz, que aumentaram 19%, houve queda da inadimplência de forma generalizada em todos os segmentos. No caso das dívidas bancárias, que levam em conta atrasos com faturas de cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos, houve uma pequena queda de 0,3% em setembro na comparação com igual mês de 2018. Foi a primeira vez que o setor teve queda desde novembro de 2017.

O indicador ainda revela que houve queda expressiva de 20,1% nos atrasos com contas de telefone, TV por assinatura e internet e uma retração de 4,2% da inadimplência no crediário de departamentos comerciais.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os atrasos nas dívidas bancárias respondem por 53% das dívidas em aberto no país. “As dívidas com instituições financeiras também são as que cobram os juros mais caros do mercado em casos de atraso. A falta de pagamento com esse tipo de dívida pode transformar valores modestos em cifras praticamente impagáveis porque podem superar em várias vezes a renda do consumidor”, analisa a economista.

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

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habilidades

Mercado vai valorizar mais comunicação do que capacidade técnica

No Brasil, 7,2 milhões deverão ser treinados em novas habilidades

Menos treinamento e mais relacionamento. No futuro, o mercado de trabalho vai valorizar mais habilidades interpessoais do que técnicas.

Essa é uma das conclusões do estudo do Institute for Business Value (IBV), feito pela International Business Machines Corporation (IBM) e divulgado no mês de setembro.

Segundo a publicação, nos próximos três anos, 120 milhões de trabalhadores nas dez maiores economias do mundo precisarão de recapacitação profissional como resultado do impacto da utilização de Inteligência Artificial e Automação Inteligente no mercado de trabalho. E essa capacitação não deve ser necessariamente técnica.

Só no Brasil, 7,2 milhões de profissionais terão que ser treinados em novas habilidades. E parte desse treinamento vai ter que vir do próprio empregador. “O mercado de talentos está saturado, há uma necessidade da empresa de olhar para a própria força de trabalho”, diz Christiane Berlinck, diretora de RH da IBM Brasil.

A pesquisa feita com quase 6 mil CEOs (sigla, em inglês para Chief Executive Officer - Diretor Executivo em português)  de 48 países indica que 59% reclamam de não contar com pessoas, habilidades ou recursos necessários para executar suas estratégias de negócios. Segundo o estudo, o tempo investido para capacitar um profissional em uma nova habilidade aumentou 10 vezes em apenas 4 anos. No Brasil, por exemplo, o tempo passou de quatro para 40 dias.

E porque esse movimento ocorre? “Num mundo com tarefas automatizadas a gente vai precisar de uma sofisticação do profissional para garantir a continuidade de capacitação. Na área de tecnologia tem ainda um agravante que a atualização é muito rápida dos sistemas. Talvez seja a indústria que primeiro sofra nesse ponto de escassez de talentos. E por isso a que mais investe na capacitação da força de trabalho”, comenta Christiane.

E não é só da capacitação técnica que a diretora de RH está falando. A parte dos 120 milhões de trabalhadores que tem mais chance de despontar deve investir também nas “soft skills”, que dizem respeito à personalidade e ao comportamento. As “hard skills” falam das habilidades técnicas: é saber programar, usar ferramentas e até, para quem, por exemplo, é jornalista, escrever um texto com coerência e sentido.

Segundo Daniel Goleman, no livro Inteligência Emocional, as “soft skills” são as capacidades mentais, emocionais e sociais que as pessoas adquirem ao longo da vida. São conquistadas por vivências, contexto cultural, educação.

A escola, a universidade, o grupo de amigos, e como se relacionar com todos esses agentes, fazem parte do pacote desenvolvido pelas “soft skills”. Se essas características começam a se desenvolver já na infância, requerem atenção durante toda a vida, em especial para quem quer trabalhar em um ambiente corporativo.

Nesse cenário, a pesquisa concluiu que enquanto novas aptidões estão surgindo rapidamente, outras estão se tornando obsoletas. No caso do Brasil, em 2016 habilidades críticas eram "capacidade de se comunicar efetivamente em um contexto de negócios" e "Recursos técnicos CTEM - ciência, tecnologia, engenharia e matemática". Já em 2018, as duas principais habilidades procuradas foram as comportamentais "gerenciamento de tempo e capacidade de priorizar" e "disposição de ser flexível, ágil e adaptável às mudanças".

Para Goleman, as habilidades comportamentais mais importantes são: colaboração, flexibilidade, trabalhar sob pressão, comunicação eficaz, orientação para resultados e liderança de equipe. O autor sugere ainda características que profissionais precisam ter para desenvolver a inteligência emocional como “método emocional de autogerenciamento” (por exemplo, meditação), gerenciamento do tempo (saber priorizar) e apostar na cultura do feedback (permitir que as pessoas avaliem suas habilidades).

Para Christiane, desenvolver as habilidades técnicas e as interpessoais é também trabalho das empresas pois isso significa criar um ambiente de trabalho mais flexível, colaborativo e empático.  “Esse mapa de talentos é limitado, se as empresas não fizerem nada para cobrir essa necessidade de mão de obra existe o risco da própria organização não conseguir crescer o seu negócio por falta de pessoas qualificadas”, comenta.

Fonte: Agência Brasil | Imagem: Governo do Espírito Santo/Divulgação

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comércio

Vendas do comércio crescem 1% em julho, diz IBGE

Trata-se da terceira alta mensal seguida e do melhor resultado para julho desde 2013. Segundo IBGE, aumento na população ocupada e melhora nas condições de crédito ajudam na recuperação do setor

As vendas do comércio varejista ganharam ritmo em julho e cresceram 1%, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já na comparação com julho do ano passado, a alta foi de 4,3%.

Trata-se da terceira alta seguida, do melhor resultado mensal desde novembro do ano passado (3,2%) e do melhor julho desde 2013, quando o avanço frente ao mês imediatamente anterior foi de 2,7%.

No acumulado em 2019, a alta chega a 1,2%. Em 12 meses, o avanço nas vendas do varejo é de 1,6%, o que representa um ganho de ritmo ante junho (1,2%) e frente aos meses anteriores.

O IBGE revisou para cima os dois resultados anteriores. Em junho, ao invés de 0,1%, a alta foi de 0,5%, e em maio, foi de 0,1%, ao contrário da estabilidade (0,0%) divulgada antes.

A leitura de julho ficou muito acima da mediana das projeções de 30 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, de avanço 0,1%.

"Com esse resultado, o setor varejista recupera o patamar de vendas próximo a junho de 2015, mas ainda se encontra 5,3% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014", informou o IBGE.

7 das 8 atividades cresceram em julho

Em julho, 7 das oito atividades pesquisadas tiveram alta no volume de vendas, com destaque para "hipermercados" (1,3%), "outros artigos de uso pessoal e doméstico" (2,2%), que incluem as vendas online e as lojas de departamentos, e "móveis e eletrodomésticos" (1,6%).

Apenas o segmento de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,6%) teve queda em julho.

O volume de vendas do varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, cresceu 0,7% na comparação com junho. Veículos, motos, partes e peças recuaram 0,9%, após avanço de 3,5% no mês anterior, enquanto materiais de construção pressionaram positivamente, com avanço de 1,1%.

Veja o desempenho de cada segmento em julho:

  • Combustíveis e lubrificantes: 0,5%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,3%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 1,3%
  • Móveis e eletrodomésticos: 1,6%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,7%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 1,8%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -1,6%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,2%
  • Veículos, motos, partes e peças: -0,9% (varejo ampliado)
  • Material de construção: 1,1% (varejo ampliado)

O que explica a melhora

Segundo a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, o bom resultado de julho é explicado pelo aumento na população ocupada, ainda que na informalidade, e melhora nas condições de crédito paras as famílias.

"Há uma evolução gradual do mercado de trabalho, com aumento da população ocupada, e também houve aumento de concessão de crédito à pessoa física, cujo volume aumentou 13,3% na passagem de junho para junho", disse a pesquisadora, destacando que esses dois movimentos beneficiam diretamente as atividades de supermercado e eletrodomésticos.

Vendas avançam em 19 estados

De junho para julho, as vendas do comércio varejista cresceram em 19 das 27 unidades da federação, com destaque para Mato Grosso (5,4%), Rio de Janeiro (2,7%) e Bahia (2,4%). Por outro lado, houve queda e Amazonas (-1,9%), Roraima (-1,6%), Ceará (-1,5%), enquanto Goiás e Pará mostraram estabilidade

Recuperação lenta e perspectivas

Outros indicadores já divulgados mostram sinais mistos da economia no 2º semestre, em meio ao desemprego ainda elevado e piora no cenário externo com a crise da Argentina, guerra comercial e temores de uma nova recessão global.

produção industrial, por exemplo, registrou queda de 0,3% em julho – o terceiro recuo mensal seguido. No acumulado no ano, o recuo chega a 1,7%, o que mantém a indústria no nível de janeiro de 2009.

O comércio aposta que a liberação dos saques das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo PIS-Pasep ajudará a acelerar o consumo nestes últimos meses do ano. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que R$ 13,1 bilhões (44% do total previsto a ser injetado na economia) será destinado para gastos no comércio e consumo de serviços.

A projeção do mercado financeiro para estimativa de alta do PIB deste ano permanece em 0,87%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Já o governo prevê crescimento de 0,85% em 2019.

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

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Prévia da inflação

Prévia da inflação fica em 0,08% em agosto, aponta IBGE

Foi o menor resultado para um mês de agosto desde 2010. No ano, indicador acumula alta de 2,51%, e em 12 meses, de 3,22%. Custo da energia elétrica pressionou o índice

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

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Pequenos negócios

Pequenos negócios têm geração recorde de empregos para o mês de junho nos últimos cinco anos

Conforme levantamento do Sebrae, com base em dados do Caged, as micro e pequenas empresas contrataram mais de 387 mil trabalhadores no primeiro semestre deste ano

 

Fonte: Agência Sebrae de Notícias (ASN) | Imagem: Pixabay

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crescimento da economia

Mercado projeta crescimento da economia em 0,82%

Crescimento da Economia, estimativa é do Boletim Focus

 

Fonte: Agência Brasil | Imagem: Marcello Casal Jr. (Agência Brasil)

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crescimento do PIB

Mercado reduz projeção de crescimento do PIB de 1,70% para 1,49%

Crescimento do PIB - Esta é a décima redução consecutiva em 2019

O mercado financeiro reduziu pela 10ª vez seguida a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano. A estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – desta vez caiu de 1,70% para 1,49% este ano. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022.

Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estudos de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC), em Brasília.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,01% para 4,04% este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Controle da inflação

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019. Nesta terça e quarta-feira (8), o Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se para definir a taxa Selic. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar segue em R$ 3,75 no fim de 2019 e foi ajustada de R$ 3,79 para R$ 3,80 no fim de 2020.

Fonte: Época Negócios | Imagem: Pixabay

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