Balança comercial

Balança comercial acumula superávit de US$ 2,05 bilhões em novembro

Na parcial do ano, saldo positivo é de US$ 49,47 bilhões. Cifra representa alta de 25,1% em relação ao mesmo período de 2019; números são do Ministério da Economia

 A balança comercial registrou superávit de US$ 2,049 bilhões no acumulado de novembro até domingo (15), informou o Ministério da Economia nesta segunda-feira (16).

O superávit acontece quando as exportações superam as importações. Quando ocorre o contrário, é registrado déficit comercial.

Na parcial deste mês, as exportações somaram US$ 8,524 bilhões, valor 6,8% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 6,474 bilhões, com crescimento de 1,5% na mesma comparação.

Na parcial de novembro, de acordo com dados oficiais, houve queda de 6,3% nas exportações de produtos agropecuários; crescimento de 34,5% nas vendas da indústria extrativa, e alta de 2,6% na indústria de transformação.

Já no caso das importações, foi registrado crescimento de 7,1% nas compras de agropecuária na comparação com o mesmo período do ano passado. Houve queda de -62,6% nas importações da indústria extrativa, e alta de 5,7% nas aquisições da indústria de transformação.

Acumulado de 2020

No acumulado deste ano, até 15 de novembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 49,477 bilhões, informou o Ministério da Economia.

O resultado é 25,1% maior que o saldo de US$ 28,783 bilhões registrado no mesmo período do ano passado.

De acordo com o governo, no acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 182,671 bilhões (queda de 6% na comparação com o mesmo período do ano passado). A média diária foi de US$ 841 milhões.

As importações somaram US$ 133,193 bilhões, com recuo de 14% em relação ao mesmo período de 2019. A média diária foi de US$ 613 milhões.

 

Fonte: G1 | Imagem Destacada: Pixabay

Blog BBG

Acesse nosso BLOG e leia todas as matérias publicadas em nosso site.
recessão

‘Prévia’ do PIB do BC aponta alta de 9,47% no terceiro trimestre e saída da recessão

Resultado indica retomada do nível de atividade após pior fase da pandemia do novo coronavírus, em março e abril deste ano. PIB oficial será divulgado em 3 de dezembro pelo IBGE

A economia brasileira voltou a crescer no terceiro trimestre deste ano e, com isso, saiu da chamada "recessão técnica". É o que indicam informações divulgadas nesta sexta-feira (13) pelo Banco Central.

Segundo o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br)– indicador considerado com uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) – a economia registrou um crescimento de 9,47% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Dois trimestres seguidos de queda do nível de atividade (registrados neste ano) representam uma recessão técnica, que foi superada, segundo indicam os números prévios do BC.

O resultado oficial do PIB no terceiro trimestre deste ano, porém, será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente em 3 de dezembro.

Os resultados do IBC-Br, neste ano refletem os efeitos da pandemia do novo coronavírus, sentidos com maior intensidade na economia em março e abril. De maio em diante, os números mostram o início de uma retomada da economia, puxada, entre outros fatores, pelo auxílio emergencial.

Em análise recente, o BC informou que "programas governamentais de recomposição de renda têm permitido uma retomada relativamente forte do consumo de bens duráveis e do investimento".

Mês a mês e parcial do ano

De acordo com o IBC-Br, somente em setembro deste ano, a economia brasileira mostrou crescimento de 1,29% na comparação com agosto. O número foi calculado após ajuste sazonal. Esse foi o quinto mês seguido de crescimento do indicador, na comparação com o mês anterior.

Mesmo assim, os números do Banco Central também mostram que o nível de atividade ainda não voltou ao patamar de fevereiro, registrado antes da pandemia do novo coronavírus.
  • Com o crescimento registrado em setembro, o IBC-Br atingiu 136,34 pontos, abaixo do patamar de fevereiro, ou seja, de antes da pandemia (139,80 pontos).
  • No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, o índice de atividade econômica registra queda de 4,93% – sem ajuste sazonal.
  • Em 12 meses até setembro de 2020, houve queda de 3,32% – também sem ajuste sazonal.

PIB x IBC-Br

Os resultados do IBC-Br são considerados uma "prévia do PIB". Porém, nem sempre mostram proximidade com os dados oficiais do Produto Interno Bruto.

O cálculo dos dois é um pouco diferente. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 2% ao ano, na mínima histórica. O BC indicou, na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), manutenção da taxa básica da economia nesse patamar nos próximos meses.

Expectativas

 

Fonte: G1 | Imagem Destacada: Pixabay

Blog BBG

Acesse nosso BLOG e leia todas as matérias publicadas em nosso site.
matéria-prima

Falta matéria-prima: quase 70% das indústrias tem dificuldade em comprar insumos

Retomada econômica foi mais rápida do que o esperado e pegou os fornecedores despreparados, diz a CNI

Sondagem feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta sexta-feira (23) mostra que o setor  industrial brasileiro está com dificuldade de obter insumos para a produção. De acordo com a pesquisa, 68% das indústrias relataram problemas para encontrar matéria-prima no mercado doméstico em outubro.

Para insumos importados, a pesquisa mostra que 56% das empresas que utilizam matérias-primas do exterior encontram problemas para encontrá-las no mercado.

Na avaliação da CNI, essa falta de insumos aconteceu por conta da natureza da crise. No início da pandemia, a demanda caiu e, como reação, a redução no faturamento, o que levou as empresas a diminuírem os estoques. Porém, a retomada econômica foi mais rápida do que o esperado e pegou os fornecedores de insumos e matérias-primas despreparados.

"As cadeias produtivas estavam desmobilizadas; produtores e fornecedores de insumos contavam com poucos produtos em estoque. Isso gerou escassez e aumento dos preços de insumos nesse período de retomada econômica. Adiciona-se a esse choque a desvalorização do real, que aumentou os preços dos insumos importados e dos que, mesmo produzidos no país, têm seu preço atrelado ao mercado externo."

Esse desequilíbrio entre oferta e demanda acabou levando a um aumento nos preços dos insumos. A pesquisa mostra que 82% das empresas perceberam um crescimento nos preços no terceiro trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com os industriais ouvidos, 31% perceberam um aumento acentuado, 51% um aumento, 16% estabilidade nos preços e 2% queda.

Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, os preços devem sofrer uma adaptação ao longo do ano, menos os que dependem muito do dólar por conta da alta na taxa de câmbio.

"A expectativa é que vai existir uma determinada acomodação dos preços dos insumos. Porém, nem todos, alguns são estruturais, questão da taxa de conversão do dólar ou mesmo questão da baixa produção, teve que reduzir, mas aí vamos ter acompanhar essa evolução".

Dificuldade de atender a demanda

De acordo com a sondagem, 44% das empresas estão com dificuldade de atender a demanda, deixando ou demorando a atender os clientes por causa do estoque reduzido.

Outro problema é a falta de trabalhadores e de recursos. A pesquisa apontou que para 23% das indústrias, falta mão de obra, enquanto 22% dizem que não têm recursos ou capital de giro para aumentar a produção.

Segundo Abijaodi, as empresas estão se readequando ao aumento na demanda, depois de passar por uma baixa durante a crise. Com isso, o nível de emprego deve subir, ainda que lentamente.

"Nós não temos hoje um comércio ativo, as encomendas não devem ser no ritmo que estavam sendo, mas a expectativa agora no fim do ano, pode representar um aumento de vendas e eles então estão avaliando desta forma, mas deverá sim crescer o emprego".

Os setores que mais enfrentam problemas em atender à demanda são os de móveis, com 70% das empresas relatando dificuldades; da indústria têxtil, com 65% e de produtos de material plástico, que registrou 62% das empresas com dificuldade.

Na avaliação das indústrias, esse problema não vai ser resolvido tão cedo. Mais da metade (55%) acredita que a situação só vai se normalizar em 2021. Essa expectativa mais longa é concentrada nos setores de papel e celulose, têxteis, alimentos, extração de minerais não metálicos, produtos de metal e imóveis.

Pequenas indústrias

A pesquisa também mostra que as pequenas empresas são as mais afetadas pela falta de insumos. Enquanto 66% das grandes têm dificuldade de atender os clientes, o número sobe para 70% nas pequenas.

No caso da obtenção de importados, a distância é ainda maior. Ao mesmo tempo em que 77% das pequenas relataram dificuldade de obter essas matérias-primas, apenas 50% das grandes se encontram na mesma situação.

O diretor da CNI explica que as pequenas empresas têm menos estrutura e menos fluxo de caixa, o que as torna mais suscetíveis ao impacto da crise. No entanto, Abijaodi ressalta que elas também conseguem encontrar mais alternativas para driblar as dificuldades.

"Elas são mais criativas em encontrar alternativas para poder sair. Elas têm necessidade de produzir com o mesmo material, mas como tem essa pressão, elas encontram outros meios e devem estar alertas".

Fonte: iG Economia | Imagem destacada: Reprodução

Blog BBG

Acesse nosso BLOG e leia todas as matérias publicadas em nosso site.
Setor de serviços

Setor de serviços do Brasil volta a crescer em setembro após relaxamento de restrições, mostra PMI

O levantamento mostrou que o PMI de serviços do Brasil subiu a 50,4 em setembro, de 49,5 em agosto, primeira vez acima da marca de 50, que separa crescimento de contração, desde fevereiro

O setor de serviços brasileiro voltou a crescer em setembro depois de seis meses de retração, diante da reabertura das empresas após o relaxamento das medidas de contenção ao coronavírus, mostrou nesta segunda-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

O levantamento mostrou que o PMI de serviços do Brasil subiu a 50,4 em setembro, de 49,5 em agosto, primeira vez acima da marca de 50, que separa crescimento de contração, desde fevereiro.

“Os dados para setembro destacaram sinais preliminares de uma recuperação no setor de serviços do Brasil, após seis meses de contração devido à pandemia de Covid-19”, disse a diretora associada de economia do IHS Markit, Pollyanna De Lima.

Entretanto, o IHS Markit, que realiza a pesquisa, alertou que o dado sugere apenas taxa marginal de expansão, já que algumas empresas indicaram atividade menor em suas unidades, com entrevistados citando término de contratos, desemprego alto e impacto prolongado da pandemia sobre a demanda por seus serviços.
Ainda assim, o mês de setembro foi marcado por novos trabalhos e otimismo sustentado nas empresas.

As novas encomendas cresceram pelo segundo mês seguido diante da reabertura, embora a taxa de crescimento tenha sido moderada.

Os novos trabalhos do exterior voltaram a cair, chegando a nove meses seguidos de contração, mas no mais fraco ritmo de perdas desde fevereiro.

As empresas de serviços viram seus custos aumentarem de novo em setembro, com evidências apontando preços mais elevados de energia, alimentos, combustíveis, materiais de higiene e de proteção pessoal.

As empresas absorveram os custos adicionais e reduziram os preços cobrados, porém à custa de nova redução nas folhas de pagamento.

A queda no emprego do setor de serviços foi marcante em setembro, mas a mais fraca desde que a atual sequência de reduções começou, em março.

Ainda assim, vários fornecedores de serviços brasileiros mantêm esperanças de que uma vacina para a Covid-19 será possível nos próximos 12 meses, o que sustentaria o crescimento da produção.

Setor de serviços

As empresas absorveram os custos adicionais e reduziram os preços cobrados, porém à custa de nova redução nas folhas de pagamento (Imagem: Agência Brasil/Marcelo Camargo)

Em contrapartida, outros preveem que a pandemia continuará restringindo a atividade. O otimismo geral se manteve, mas caiu em relação a agosto e foi fraco em comparação com a média da série.

Com o retorno ao crescimento do setor de serviços e novo recorde de expansão para a indústria, o setor privado do Brasil cresceu pelo segundo mês seguido em setembro, com o PMI Composto marcando 53,6, de 53,9 em agosto.

“A notícia da retomada no setor de serviços complementou os resultados positivos da indústria. Isso se traduz em crescimento sustentado da atividade empresarial e novos trabalhos no setor privado”, completou De Lima.

Fonte: Money Times | Imagem destacada: Reprodução

Blog BBG

Acesse nosso BLOG e leia todas as matérias publicadas em nosso site.
Vendas no varejo

Vendas no varejo crescem 8% em junho, acima do esperado pelos economistas

Em maio, as vendas no varejo já haviam registrado um avanço de 13,9% em relação a abril

SÃO PAULO – As vendas no varejo brasileiras cresceram 8% em junho na comparação com maio, mostrou nesta quarta-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa mediana dos economistas para o dado era de alta de 5% conforme o consenso da Bloomberg.

Em maio, as vendas no varejo já haviam registrado um avanço de 13,9% em relação a abril em meio a uma recuperação depois dos impactos da pandemia de coronavírus, que manteve shoppings e comércios locais fechados.

A média móvel trimestral cresceu 0,9% no trimestre encerrado em junho. Na série sem ajuste sazonal, em relação a junho de 2019, o comércio varejista cresceu 0,5%. Já o acumulado nos últimos 12 meses foi 0,1%.

Conforme aponta o IBGE, pelo segundo mês consecutivo, os resultados mostraram menor impacto no comércio do quadro de isolamento social diante da pandemia de Covid-19.

Do total de empresas coletadas pela pesquisa, 12,9% relataram impacto em suas receitas em junho por conta das medidas de isolamento social, 5,2 pontos percentuais (p.p.) abaixo do número de maio, e 15,2 p.p. de abril (28,1%, maior percentual de impactados desde março, mês em que se iniciou o fechamento do comércio tanto nas ruas como em shopping centers). Com isso, 32,9% dos relatos de justificativa da variação de receita das empresas da amostra cita o coronavírus como principal causa de modificação no valor das vendas.

O volume de vendas do comércio varejista ampliado, frente a junho de 2019, mostrou decréscimo de 0,9% contra -15,3% em maio de 2020, quarta taxa negativa consecutiva. Assim, o varejo ampliado acumulou -7,4% no ano de 2020 contra -8,7% acumulado até maio. O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -1,0% até maio, para -1,3% até junho, intensificou a queda no ritmo de vendas.

Na série com ajuste sazonal, na passagem de maio para junho de 2020, no comércio varejista, houve alta em sete das oito atividades: Livros, jornais, revistas e papelaria (69,1%); tecidos, vestuário e calçados (53,2%); móveis e eletrodomésticos (31,0%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (26,1%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (22,7%); combustíveis e lubrificantes (5,6%); e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,7%).

Apenas o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,7%), apresentou recuo nas vendas frente a maio de 2020.

O comércio varejista ampliado cresceu 12,6%, frente a maio de 2020, na série com ajuste sazonal, com o segundo mês de altas das atividades de Veículos, motos, partes e peças (35,2%) e Material de construção (16,6%). Em maio, os resultados foram, respectivamente, 38,6% e 22,3%.

Em junho de 2020, em relação a junho de 2019, o comércio varejista cresceu 0,5%, com igual número de atividades pesquisadas com taxas negativas e positivas. O IBGE destaca ainda  que junho de 2020 (21 dias) teve dois dias úteis a mais que junho do ano anterior (19 dias).

No campo positivo, os destaques foram: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,4%); móveis e eletrodomésticos (25,6%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,0%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,4%). As atividades que apresentaram queda foram: tecidos, vestuário e calçados (-44,5%); combustíveis e lubrificantes (-16,3%); livros, jornais, revistas e papelaria (-39,5%); e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-10,0%).

Com o recuo de 0,9%, frente a junho de 2019, o comércio varejista ampliado registrou a quarta taxa negativa consecutiva. O resultado de junho de 2020 refletiu a contribuição de veículos, motos, partes e peças (-13,7%) e tecidos, vestuário e calçados (-44,5%).

Fonte: InfoMoney | Imagem destacada: Reprodução

Blog BBG

Acesse nosso BLOG e leia todas as matérias publicadas em nosso site.
coronavírus

Economia pode crescer 2,5% apesar de crise do coronavírus, diz Guedes

Em entrevista à CNN Brasil, ministro da Economia disse que país não pode sucumbir à "psicologia do fracasso" em meio à crise do coronavírus

Brasília — A economia brasileira ainda pode crescer cerca de 2,5% neste ano, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista à CNN Brasil divulgada no domingo, desde que o país não sucumba à “psicologia do fracasso” em meio à crise global pelo novo coronavírus.

Com a economia mundial se deteriorando a um ritmo alarmante, provocando alertas de recessão por economistas e ações emergenciais de muitos dos principais bancos centrais do mundo, Guedes afirmou que a “dinâmica de crescimento” do Brasil vai aguentar bem.

“Se nos entregarmos (à crise) e se um continuar brigando com o outro, isso será a ‘psicologia do fracasso’. Aí, sim, vai haver uma desaceleração econômica”, disse Guedes na entrevista.

“(Mas) nós temos uma dinâmica própria de crescimento, e o Brasil pode perfeitamente crescer 2% ou 2,5% com o mundo caindo”, acrescentou.

Na semana passada, o governo reduziu a expectativa de crescimento em 2020 de 2,4% para 2,1%. A maioria dos economistas do setor privado também reduziu suas previsões nas últimas semanas, mas de forma muito mais agressiva, com muitas próximas ou mesmo abaixo de 1,0%.

Guedes alegou que o pacote anunciado pelo governo para combater o coronavírus no país, incluindo 5 bilhões de reais destinados ao Ministério da Saúde, é suficiente.

O ministro disse estar aberto à possibilidade de ampliar o volume desses recursos, mas, na semana passada, disse que as rígidas regras fiscais do governo, incluindo o teto de gastos, devem ser mantidas.

As ações e a moeda do país estão entre as mais afetadas nos mercados ao longo das últimas semanas, já que os investidores passaram a avaliar os danos econômicos que o surto de coronavírus provavelmente causaria na maior economia da América Latina.

Fonte: Exame | Imagem destacada: Adriano Machado/Reuters

Blog BBG

Acesse nosso BLOG e leia todas as matérias publicadas em nosso site.
mercado

Mercado reduz expectativa de inflação em 2020 e vê dólar mais baixo

Previsão de inflação deste ano passou de 3,60% para 3,58%. Economistas reduziram de R$ 4,09 para R$ 4,04 a projeção para o dólar no fim de 2020

Os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa de inflação para este ano e também passaram a projetar um dólar menor no fim de 2020.

As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC). Os dados constam de um levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

De acordo com o boletim, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2020 de 3,60% para 3,58%.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%. O intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,5% a 5,5%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

No ano passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, fechou em 4,31%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4,25%. Foi a maior inflação anual desde 2016.

Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Produto Interno Bruto

O mercado financeiro manteve a previsão de crescimento de 2,30% para a economia brasileira em 2020. Para o próximo ano, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 2,50%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Outras estimativas

  • Taxa de juros: o mercado manteve a previsão para a taxa Selic no fim de 2020 em 4,5% ao ano. Atualmente, a taxa de juros já está nesse patamar. Para o fechamento de 2021, a expectativa do mercado para a taxa Selic recuou de 6,50% para 6,25% ao ano.
  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 recuou de R$ 4,09 para R$ 4,04 por dólar. Para o fechamento de 2021, continuou em R$ 4 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 caiu de US$ 38,20 bilhões para US$ 37,31 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado recuou de US$ 35,60 bilhões para US$ 35 bilhões.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, permaneceu em US$ 80 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas subiu de US$ 84,40 bilhões para US$ 84,75 bilhões.

Fonte: G1 | Imagem: Pixabay

Blog BBG

Acesse nosso BLOG e leia todas as matérias publicadas em nosso site.
inflação

Prévia da inflação de novembro fica em 0,14%, menor taxa para o mês em 21 anos

Expectativa é que Banco Central volte a cortar a Selic, taxa básica de juros, ainda neste ano; em 12 meses, IPCA chega agora a 2,67%, abaixo da meta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,14% em novembro, acima do registrado em outubro (alta de 0,09%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (22).

Apesar da aceleração, foi o menor resultado para um mês de novembro desde 1998, quando a taxa de inflação recuou 0,11%. Em 12 meses, a alta do IPCA-15 desacelerou para 2,67%, afastando-se ainda mais do piso da meta oficial para 2019, de 4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O cenário de inflação fraca mantém aberto o espaço para o Banco Central reduzir novamente a taxa básica de juros, a Selic , em sua última reunião, em dezembro, como já sinalizou. Hoje, a taxa está em 5% ao ano, o menor valor da história.

A aceleração em novembro foi puxada pelos preços de transportes (0,30%), impactados pelo aumento da gasolina (0,80%) e do etanol (2,53%). Os preços do óleo diesel (0,58%) e do gás veicular (0,10%) também subiram, levando o resultado dos combustíveis a um aumento de 1,07%. Já as passagens aéreas tiveram alta de 4,44%.

Os preços do grupo alimentação e bebidas, por sua vez, apresentaram alta de 0,06% em novembro, após três meses consecutivos de deflação . Somente as carnes subiram 3,08% e contribuíram com 0,08 ponto percentual no índice geral do mês. Em 12 meses, a alta chega a 7,76%, mais do que o dobro da inflação.

Leia também: Nascidos em junho e julho sem conta na Caixa podem sacar FGTS a partir desta sexta-feira

O grupo habitação apresentou a maior variação negativa (-0,22%) e ajudou a segurar a inflação em novembro, com impacto de -0,04 ponto percentual no índice geral, favorecido principalmente pela queda no preço médio da energia elétrica (-1,51%), impactada pela redução nas tarifas de concessionárias de São Paulo, Brasília e Goiânia.

Fonte: Brasil Econômico | Imagem: Reprodução

Blog BBG

Acesse nosso BLOG e leia todas as matérias publicadas em nosso site.
Inflação oficial

Inflação oficial fica em 0,10% em outubro, menor taxa para o mês desde 1998

No acumulado em 12 meses, IPCA recuou para 2,54%, ficando ainda do piso da meta do governo para o ano (2,75%), o que reforça as apostas de novo corte na taxa básica de juros

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,10% em outubro, influenciado principalmente pela queda no preço da energia, segundo divulgou nesta quinta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se do menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando ficou em 0,02%.

Abaixo do piso da meta de inflação

Com o resultado, o índice oficial de inflação acumula alta de 2,60% em 9 meses. Em 12 meses, o IPCA registra avanço de 2,54%, abaixo dos 2,89% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, ficando abaixo do piso da meta definida pelo governo para o ano, o que reforça as apostas de novo corte na taxa básica de juros, atualmente em 5% ao ano.

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%.

A variação de 2,54% em 12 meses é a menor para esse intervalo desde agosto de 2017 (2,46%).

Veja a inflação de outubro por grupos e o impacto de cada um no índice geral:

  • Alimentação e Bebidas: 0,05% (0,01 ponto percentual)
  • Habitação: -0,61% (-0,10 p.p.)
  • Artigos de Residência: -0,09% (0 p.p.)
  • Vestuário: 0,63% (0,04 p.p.)
  • Transportes: 0,45% (0,08 p.p.)
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 0,40% (0,05 p.p.)
  • Despesas Pessoais: 0,20% (0,02 p.p.)
  • Educação: 0,03% (0 p.p.)
  • Comunicação: -0,01% (0 p.p.)

A inflação de outubro ficou acima da mediana das projeções de 41 analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data, que projetam alta de 0,07% no período.

O IPCA é calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

inflação oficial

Energia elétrica linhas de transmissão — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Queda no preço da energia freia inflação em outubro

Na passagem de setembro para outubro, houve deflação em 3 dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, com destaque para "Habitação" (-0,61%), responsável por um impacto de -0,10 ponto percentual no índice geral.

Segundo o IBGE, a queda no preço da energia foi o principal item que ajudou a frear a inflação em outubro, com impacto de -0,13 ponto percentual no IPCA. Com exceção de Salvador, que teve alta de 0,86%, e Vitória, de 2,24%, todas as áreas pesquisadas registraram recuo nos preços da energia.

“Em setembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1 e, em outubro, passou a vigorar a amarela, cujo acréscimo é menor", explicou o gerente do IPCA, Pedro Kislanov, citando ainda a redução nas tarifas de energia de concessionárias em São Paulo, Brasília e Goiânia.

Roupas tem a maior inflação do mês

Do lado das altas, a maior inflação de outubro foi no grupo "Vestuário" (0,63%). “O preço de vestuário costuma subir nessa época por conta da mudança de estação, que resulta na troca de coleção das lojas”, explicou Kislanov.

O grupo "Transportes" registrou alta de 0,45% em outubro, influenciado pela alta nos preços dos combustíveis (1,38%). A gasolina subiu 1,28%, contribuindo com 0,05 p.p. no índice do mês. Todas as áreas pesquisadas apresentaram alta no preço do combustível, exceto Brasília e São Luís, onde houve queda.

Já o etanol teve alta de 1,90% e o óleo diesel aumento de 1,82%.

Alimentação fora de casa mais cara

A alimentação em domicílio se manteve em queda, pelo sexto mês consecutivo. A redução no preço da cebola (-20,84%) e da batata-inglesa (-9,06%) foram os destaques. Por outro lado, o preço da carne subiu 1,77%.

Já a alimentação fora de casa ficou 0,19% mais cara em outubro. A refeição registrou alta de 0,24%, e o lanche subiu 0,32%.

Perspectivas e meta de inflação

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que está atualmente em 5% ao ano - a menor da série histórica do BC, que começou em 1986.

A expectativa é que o Banco Central realize novos cortes na Selic ainda neste ano.

O mercado continua projetando para o ano uma inflação bem abaixo do centro da meta central do governo. De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, os analistas das instituições esperam uma inflação de 3,29% em 2019. A previsão dos economistas é que de que os juros terminarão o ano em 4,5%, recuando para 4,25% em fevereiro.

Para 2020, o mercado financeiro mantém a estimativa de inflação de 3,60%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.

Inflação por regiões

Quanto aos índices regionais, 6 das 16 áreas pesquisadas tiveram deflação em relação a setembro, sendo a maior desaceleração registrada no município de São Luís (-0,37%). Já a maior inflação foi a de Campo Grande (0,31%).

Tanto no acumulado do ano quanto na variação dos últimos 12 meses, o município com maior inflação dentre os pesquisados é Fortaleza, com alta de 3,45% em ambos os períodos. Já São Luiz registra o índice mais baixo no acumulado do ano (1,69%), e Curitiba o menor dos últimos 12 meses (1,55%).

Veja todos os índices regionais:

  • Campo Grande: 0,31%
  • Vitória: 0,29%
  • Rio de Janeiro: 0,27%
  • Belém: 0,22%
  • Belo Horizonte: 0,17%
  • São Paulo: 0,14%
  • Salvador: 0,08%
  • Goiânia: 0,07%
  • Aracaju: 0,04%
  • Fortaleza: 0,04%
  • Porto Alegre: -0,01%
  • Recife: -0,07%
  • Brasília: -0,08%
  • Curitiba: -0,12%
  • Rio Branco: -0,14%
  • São Luís: -0,37%

INPC em outubro foi de 0,04%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais, ficou em 0,04% em outubro, ante deflação de 0,05% em setembro. O acumulado do ano está em 2,67% e o dos últimos doze meses foi para 2,55%, contra 2,92% nos 12 meses imediatamente anteriores.

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

Blog BBG

Acesse nosso BLOG e leia todas as matérias publicadas em nosso site.
Inadimplência

Inadimplência do consumidor cresce ao menor ritmo em quase dois anos

Número de dívidas em atraso teve quarta queda seguida e a mais expressiva desde dezembro de 2017; retração mais acentuada da inadimplência é entre quem tem de 18 a 24 anos

O volume de consumidores com contas em atraso aumentou 1,3% no mês de setembro na comparação com igual período de 2018 - menor expansão no número de devedores desde dezembro de 2017, quando a variação também havia sido de 1,3%. Em setembro do ano passado, a inadimplência havia crescido 3,9%.

Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Em relação a agosto, a quantidade de consumidores com contas atrasadas apresentou leve recuo de 0,5% - quarta queda seguida na série histórica do indicador.

O número de dívidas em atraso teve queda de 2,5% na comparação com mesmo mês do ano passado – também é a quarta queda seguida e a mais expressiva desde dezembro de 2017.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a expectativa é de que a inadimplência não volte a crescer a taxas expressivas no curto prazo e apresente sinais de estabilidade. “A economia e o consumo seguem se recuperando de forma lenta e gradual e assim deverá ser o comportamento dos próximos meses. Isso impedirá que a inadimplência cresça a taxas expressivas como no passado, mas por sua vez, também não será o suficiente para induzir uma queda mais acentuada no número de atrasos. Ainda demorará para observarmos um aumento expressivo na renda do brasileiro e na queda do desemprego, que são os fatores que mais pesam na capacidade de pagamento das famílias”, analisa.

Queda é maior entre os jovens

A retração mais acentuada da inadimplência é entre quem tem de 18 a 24 anos - diminuição de 22,4% na comparação com setembro de 2018. Também houve queda nas faixas de 25 a 29 anos (-9,7%) e dos 30 a 39 anos (-1,5%) - 25% das pessoas inadimplentes no país está na casa dos 30 anos de idade, segundo a CNDL e SPC.

Já o aumento mais expressivo foi entre quem tem de 64 a 84 anos (6,4%), seguido pelos de 50 a 64 anos (3,9%) e de 40 a 49 anos (2,5%).

Em média, cada inadimplente tem duas dívidas em aberto - 37% devem até R$ 500; 16% entre R$ 500 e R$ 1.000; 21% entre R$.1000 e R$ 2.500; 16% entre R$ 2.500 e R$ 7.500 e 11% devem mais de R$ 7.500.

Dívidas bancárias caem

Com exceção dos compromissos com contas básicas, como água e luz, que aumentaram 19%, houve queda da inadimplência de forma generalizada em todos os segmentos. No caso das dívidas bancárias, que levam em conta atrasos com faturas de cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos, houve uma pequena queda de 0,3% em setembro na comparação com igual mês de 2018. Foi a primeira vez que o setor teve queda desde novembro de 2017.

O indicador ainda revela que houve queda expressiva de 20,1% nos atrasos com contas de telefone, TV por assinatura e internet e uma retração de 4,2% da inadimplência no crediário de departamentos comerciais.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os atrasos nas dívidas bancárias respondem por 53% das dívidas em aberto no país. “As dívidas com instituições financeiras também são as que cobram os juros mais caros do mercado em casos de atraso. A falta de pagamento com esse tipo de dívida pode transformar valores modestos em cifras praticamente impagáveis porque podem superar em várias vezes a renda do consumidor”, analisa a economista.

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

Blog BBG

Acesse nosso BLOG e leia todas as matérias publicadas em nosso site.
Iniciar chat
Olá!
Podemos te ajudar?