Inflação

Abril tem maior inflação em 26 anos; veja como o IPCA afeta seu bolso

Segundo o IPCA, índice que mede a inflação, este mês de abril teve o índice mais alto desde o Plano Real

Com o aumento no preço do gás de cozinha, alta da gasolina, cesta básica, contas de energia elétrica e no aluguel, o consumidor tem sentido cada vez mais a desvalorização do seu poder de compra. Nesta semana, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, mostrou que abril deste ano foi 1,06%. A taxa ficou abaixo da registrada em março (1,62%), no entanto, foi o índice mais alto para um mês de abril desde 1996 (1,26%). Especialistas explicam o motivo da alta na inflação afetar tanto o dia a dia dos brasileiros atualmente.

De acordo com o IPCA, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (11) a taxa de abril deste ano foi a mais alta em 26 anos. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 12,13%, acima dos 12 meses anteriores e a maior desde outubro de 2003 (13,98%).

Em uma pesquisa divulgada pela ABRAS nesta sexta-feira (13)do Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros, mostrou que neste primeiro trimestre os consumidores buscam lojas que apresentam os menores preços, fazem a substituição de marcas mais caras por mais baratas e optam por embalagens de melhor custo-benefício.

“O primeiro trimestre foi marcado pela busca de lojas que operam com preços menores e pela compra de abastecimento concentrada nas semanas próximas do recebimento do salário. Por ora, a troca de marca, a substituição de produtos, a busca por embalagens de melhor custo-benefício e por marcas próprias se mantêm acentuadas para compor a cesta de abastecimento”, explica o vice-presidente Institucional da ABRAS, Marcio Milan.

Além disso, a ABRAS ainda indicou um aumento nas cestas básicas, que tiveram um aumento inflacionário puxado pelo repasse dos custos de produção da cadeia dos alimentos. Especialmente com o aumento do preço do diesel, que impacta o frete na logística dos produtos. Segundo o Instituto, uma cesta com 35 produtos básicos como alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene pessoal e beleza acumula alta de 5,11% no primeiro trimestre. Em março a cesta registrou uma alta de 2,40% e passou de R$ 719,06 em fevereiro para R$ 736,34 em março. Em 12 meses, a alta foi de 15,45%.

Ao mesmo tempo, os trabalhadores que sofrem com uma restrição orçamentária, sendo aqueles que não estão tendo um reajuste na mesma velocidade da inflação, se vêem endividados com a desvalorização do seu poder de compra.

Graziela Fortunato, especialista em finanças pessoais e professora do IAG - Escola de Negócios PUC-Rio, afirma que nesses casos “os consumidores precisam reduzir seus consumos ou podem acabar se endividando para manter o poder de compra”, diz Fortunato.

Para a especialista, apesar da pandemia já ter afetado em muito a economia brasileira, as altas em tantos insumos se deve ao início da guerra na Ucrânia, que começou em 24 de fevereiro deste ano, e que gerou uma alta nos combustíveis no Brasil.

“Com o início da guerra, o preço dos combustíveis aumentaram e isso gerou uma bola de neve na economia brasileira. No país, o serviço de transporte rodoviário é o principal para fazer a entrega de insumos. Com o aumento da gasolina e do diesel, os caminhoneiros foram afetados diretamente, logo, o preço dos alimentos e outros insumos também sofreram esse reajuste. Além disso, o governo atual, que vive em um ano de eleições, têm tomado diversas medidas para conquistar uma reeleição injetando dinheiro no mercado. Isso também contribui para o aumento da inflação” afirma Fortunato.

Segundo Fortunato, o consumidor deve estar preparado para lidar com um ano difícil economicamente. No entanto, a professora destacou que aqueles que retem um conhecimento financeiro, podem ver a diferença no final do mês. “Atualmente, há pessoas que não sabem investir e pessoas que não têm recursos para investir. As pessoas que não sabem devem buscar conhecimento para se proteger da inflação. Aqueles que procuram se informar economicamente com certeza vão se sentir mais protegidos", afirmou a especialista.

5 dicas básicas pra organizar os gastos de despesas mensais

Para conseguir se organizar mensalmente, o especialista em finanças e planejador financeiro, Marlon Glaciano dá dicas básicas de como planejar o pagamento das contas mensais.

A primeira e mais importante de todas dicas será entender quais despesas são obrigatórias e quais não são.

Faça uma lista de suas despesas e as classifique para ter transparência nessa área. Em seguida o especialista indica que o consumidor precisa monitorar as famosas despesas invisíveis. É bem comum ouvir: "Ganho bem e não sobra nada", ressalta Glaciano.

Durante um mês, crie o hábito de anotar as suas despesas independente do valor para entender melhor como está o seu comportamento. A terceira dica tem relação direta com os seus hábitos e comportamentos, principalmente em casa. Verifique se todas as lâmpadas já são de LED, aparelhos eletrônicos ligados na tomada em stand by o dia inteiro sem necessidade, utilização demasiada de ar condicionado.

Seus hábitos impactam diretamente no seus gastos.

Tenha um plano de vôo, essa é a quarta dica. Crie e defina metas, principalmente quanto o assunto for relacionado à supérfluos como comida em aplicativo, assinatura de itens pela internet e tudo o que não for importante e que mesmo sem utilização você tem o hábito de pagar.

Por fim, para que uma família cresça junta, todos os integrantes precisam ter a mesma sintonia. Traga todos para o mesmo compromisso e faça valer a pena toda a sua mudança e dedicação nessa tarefa de organização.

 

Por: iG Economia | Imagem Destacada: Pixabay

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simples nacional

Adesão a parcelamento do Simples Nacional vai até 29 de abril

Regras foram publicadas hoje no Diário Oficial

Os micro e pequenos empresários e os microempreendedores individuais terão até 29 de abril para aderirem ao parcelamento especial de dívidas com o Simples Nacional. O Diário Oficial da União publicou hoje (22) resolução que define as regras para o Programa de Reescalonamento de Débitos do Simples Nacional (Relp).

A adesão ao parcelamento poderá ser feita na Secretaria Especial da Receita Federal; na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), no caso de débitos inscritos em dívida ativa; e nas secretarias de Fazenda dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, para débitos com governos locais. A renegociação abrangerá os débitos com o Simples Nacional vencidos até a competência de fevereiro de 2022, com parcelas pagas em março.

Vetada pelo presidente Jair Bolsonaro no início do ano, a renegociação especial de débitos com o Simples Nacional foi restabelecida pelo Congresso, que derrubou o veto há duas semanas. No dia 18, o Diário Oficial da União publicou a lei complementar que estabeleceu o Relp.

Criado como medida de socorro a pequenos negócios afetados pela pandemia de covid-19, o Relp prevê o parcelamento de dívidas com o Simples Nacional em mais de 15 anos, com desconto na multa, nos juros e nos encargos legais. Os débitos poderão ser parcelados em até 188 meses (15 anos e oito meses). Desse total, as empresas pagarão uma entrada parcelada em até oito vezes mais 180 prestações.

Cada parcela terá valor mínimo de R$ 300 para as micro e pequenas empresas e de R$ 50 para o microempreendedor individual. Haverá desconto de até 90% nas multas e nos juros de mora e de até 100% dos encargos legais.

Modalidades

Haverá várias modalidades de parcelamento, que variam conforme o impacto da pandemia sobre o faturamento das empresas. Por meio da comparação entre o volume financeiro de março a dezembro de 2020 em relação ao observado no mesmo período de 2019, os contribuintes inscritos no Simples Nacional poderão fazer a adesão com parcelas de entrada e descontos diferentes. Empresas que fecharam durante a pandemia também podem participar.

A resolução estabelece os valores mínimos de entrada, que deverá ser parcelada em até oito meses, antes do pagamento do restante da dívida. A divisão foi feita da seguinte forma:

Perda de faturamento        Valor da entrada
Menos de 15% 12,5% da dívida consolidada
A partir de 15% 10% da dívida consolidada
A partir de 30%  7,5% da dívida consolidada
A partir de 45% 5% da dívida consolidada
A partir de 60% 2,5% da dívida consolidada
A partir de 80% ou empresa fechada durante a pandemia  1% da dívida consolidada

 

Por: Agência Brasil | Imagem Destacada: Reprodução

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Juros

Copom aumenta taxa básica de juros para 9,25% ao ano

Esta é a sétima alta consecutiva

Com o aumento da inflação, o Banco Central fez mais um ajuste nos juros básicos para tentar segurar a alta dos preços. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou hoje (8) a taxa básica de juros, a Selic, de 7,75% para 9,25% ao ano. A decisão era esperada por analistas do mercado financeiro.

Esse foi o sétimo reajuste consecutivo na taxa Selic, depois de passar seis anos sem elevação. De março a junho, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Na última reunião, em outubro, o reajuste chegou a 1,5 ponto percentual.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em outubro, o índice ficou em 1,25%, o maior para o mês desde 2002 (1,31%). Em 12 meses, o IPCA chegou a 10,67%.

Para o mercado financeiro, o IPCA deve chegar a 10,18%, neste ano. Tanto o resultado em 12 meses quanto a previsão para o ano estão acima do teto da meta de inflação para o ano. Para 2021, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou a meta de inflação em 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite superior é 5,25% e o inferior, 2,25%.

Crédito mais caro

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

 

Por: Agência Brasil | Imagem Destacada: Reprodução

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Juros

Aumento da taxa de juros em 2021 é o maior do país em duas décadas

Selic subiu 4,25 pontos, de 2% para 6,25%, em apenas sete meses; desde 2003 a taxa não subia tanto e em tão pouco tempo

Com mais uma alta de 1 ponto percentual feita pelo Banco Central na Selic nesta quarta-feira (22), a taxa básica de juros do país já carrega até aqui o maior aumento feito pelo BC em quase duas décadas.

Ela vem subindo desde março deste ano, quando saiu de 2% para chegar aos 6,25% desta quarta-feira. Foi um salto de 4,25 pontos em cinco reuniões consecutivas, realizadas ao longo de sete meses: nos três primeiros encontros, o incremento foi de 0,75 ponto percentual e, nos dois últimos, de 1 ponto cada.

Desde a virada de 2002 para 2003 ela não subia tanto e em tão pouco tempo, de acordo com levantamento feito pelo CNN Business.

A Selic é uma taxa de juros controlada pelo BC, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), e que serve de piso para os juros de todos os empréstimos e investimentos de renda fixa do país.

A função dela é moderar a inflação: quando os preços estão subindo muito, o Copom aumenta os juros, o que encarece o crédito, desestimula o consumo e, por consequência, ajuda os preços a voltarem a baixar.

O Copom é um comitê formado pelo presidente e os diretores do BC e se reúne a cada 45 dias para decidir se reduz, mantém ou aumenta a Selic.

Maiores altas desde 2003

Em nenhum outro ciclo de alta dos juros, desde 2003, o aumento foi maior do que 4 pontos, consideradas as séries de ajustes feitos em reuniões consecutivas.

Entre 2013 e 2014, quando a inflação rodava a 6%, o aumento total foi de 3,75 pontos (de uma Selic de 7,25% para 11%), em nove reuniões seguidas, ao longo de um ano inteiro.

O mesmo aconteceu entre 2004 e 2005: foram 3,75 pontos ao longo de nove reuniões — de 16% para 19,75% —, para uma inflação que subia aos 8%.

No mês passado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação do país, bateu 9,7% em 12 meses.

Esta é também a primeira vez desde 2003 que o Copom recorre ao aumento de 1 ponto nos juros não uma, mas duas vezes seguidas, além de o próprio BC já ter deixado claro no comunicado desta quarta-feira que mais um terceiro aumento de 1 ponto está encomendado para o próximo encontro, em outubro.

Em todos os outros momentos de lá para cá em que a Selic subiu, os diretores do BC optaram por voos mais suaves, em ajustes decimais de 0,25, 0,50 ou 0,75 ponto percentual.

Nem os cortes emergenciais feitos pelo BC no auge da crise da pandemia no ano passado, na direção oposta, foram tão fortes: nas quatro reuniões entre março, quando o coronavírus se instalou no Brasil, e agosto de 2020, o Copom reduziu a Selic em um total de 2,25 pontos, de 4,25% para 2%, com cortes de até 0,75 ponto.

Nos apenas quatro meses entre novembro de 2002 e fevereiro de 2003, o BC esticou a Selic em 5,5 pontos, dos 22% aos 26,5%, em uma série de quatro reuniões consecutivas. A periodicidade das reuniões à época era mais curta. Em uma delas, a alta foi de 3 pontos em um único dia.

O ajuste acompanhava aquela que, ainda hoje, foi a mais aguda crise cambial e inflacionária por qual o país passou desde o fim do regime de câmbio fixo, em 1999: com o temor dos mercados em meio à primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, o dólar dobrou em poucos meses, e a inflação saltou dos 7% para 17%.

Maior choque inflacionário em 18 anos

Por trás da atual escalada vertical da Selic está, primeiro, o fato de ela partir de um piso muito baixo.

“É uma alta que vem de um ciclo longo de cortes, incluindo o choque da pandemia que levou os juros rapidamente para os 2%”, disse o economista Livio Ribeiro, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Mais do que isso, o país também está enfrentando atualmente um dos piores choques de preços dessas duas décadas, insuflado tanto por fatores externos quanto internos.

“Houve uma combinação de coisas que atrapalharam a inflação”, explica Ribeiro. “O Brasil teve um incremento de demanda rápido, principalmente no ano passado, com os auxílios emergenciais. Mais recentemente temos choques nas cadeias produtivas globais, e, em paralelo, choques climáticos que levaram a oferta de alimentos para baixo e os preços da energia elétrica lá para cima.”

O combo fez com a escalada da inflação em 2021 ser também a mais rápida que o Brasil já viu desde o choque de 2002 e 2003: o IPCA saiu em maio do ano passado de 1,9%, um dos menores níveis desde o início do Plano Real, para 9,7% agora, um dos mais altos. É um salto de 7,8 pontos percentuais em pouco mais de um ano.

Na crise de 2015, ela bateu os 10,7%, mas chegou lá em um ritmo mais gradual e também partindo de um nível bem mais alto, já que a inflação vinha rodando entre 5% e 6% já há algum tempo.

Em 2002, o salto de 10 pontos aconteceu em um intervalo de apenas nove meses, para depois despencar com ainda mais força.

Reduções de juros foram mais fortes

Se há poucos outros momentos neste século em que a intensidade do aumento da Selic se compare com a de agora, nos períodos em que ela foi reduzida os ajustes foram muito maiores.

Entre 2005 e 2007, por exemplo, foram dois anos ininterruptos de cortes que tiraram definitivamente a Selic do nível dos quase 20% em que era normal ficar no passado para chegar à casa dos 11% pela primeira vez (foi um corte de 8,5 pontos percentuais ao longo de 18 reuniões consecutivas do Copom).

Passado o susto de 2003, os juros desceram uma ladeira de 10 pontos em apenas sete meses – do recorde de 26,5% para 16,5% antes de o ano acabar.

Em todos esses episódios, muitos dos cortes feitos pelo Copom nas reuniões foram de 1 ponto ou mais.

“Passamos por um processo longo de redução da taxa de juros de equilíbrio da economia brasileira”, disse Ribeiro, da FGV.

“Por um lado, houve uma redução dessa taxa no mundo inteiro. Por outro, em um horizonte bem longo, há inúmeras mudanças institucionais que ajudaram a comprimir a percepção de risco do Brasil e a levar esses juros para baixo.”

Fonte: CNN Brasil | Imagem Destacada: Reprodução

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Setor de serviços

Setor de serviços avança 1,1% em julho, na 4ª alta seguida, e atinge o maior nível em cinco anos

Com o resultado, volume de serviços prestados no país superou em 3,9% o patamar pré-pandemia. Apesar da trajetória de recuperação, setor ainda opera 7,7% abaixo do recorde histórico, registrado em novembro de 2014.De acordo com o Fisco, total de microempreendedores com débitos chega a 4,4 milhões. 

O volume de serviços prestados no Brasil avançou 1,1% em julho, na comparação com junho, apontam os dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a 4ª alta mensal seguida, o que levou o setor a atingir seu maior nível em 5 anos.

"Com isso, o setor está 3,9% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e também alcança o patamar mais elevado desde março de 2016. Mesmo com o avanço, o setor ainda está 7,7% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014", informou o IBGE.

Em relação a julho de 2020, o setor registrou alta de 17,8%, a quinta taxa positiva seguida nesta base de comparação. No acumulado no ano, o avanço é de 10,7% e em 12 meses de 2,9%.

Setor de serviços registra quarta alta seguida em julho — Foto: Economia/G1

Setor de serviços registra quarta alta seguida em julho — Foto: Economia/G1

O setor de serviços é o que possui o maior peso na economia brasileira. Ele foi o mais atingido pela pandemia, dadas as restrições de funcionamento impostas aos estabelecimentos, sobretudo daqueles com atendimento presencial.

Entre março e maio de 2020, os três primeiros meses da crise sanitária, o setor de serviços acumulou uma perda de 18,6%. Desde junho daquele ano, porém, ele mantém uma trajetória de recuperação.

"Nesse período todo [entre junho de 2020 e julho de 2021], o setor de serviços acumulou um ganho de 27,6%. Das 14 taxas com ajustamento sazonal [mês contra mês imediatamente anterior], apenas uma foi negativa", destacou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Segundo o pesquisador, a retomada do setor tem sido favorecida pelo avanço da vacinação e do relaxamento das restrições de funcionamento do setor.

Isso é evidenciado pelo indicador acumulado em 12 meses, que iniciou sua trajetória de recuperação em fevereiro e saltou de 0,4% em junho para 2,9% em julho, como mostra o gráfico abaixo:

Indicador acumulado em 12 meses teve salto na passagem de junho para julho — Foto: Economia/G1

Indicador acumulado em 12 meses teve salto na passagem de junho para julho — Foto: Economia/G1

Alta apenas em 2 das 5 grandes atividades

O IBGE destacou que a alta do setor em julho foi sustentada por apenas duas das cinco atividades, em especial, pelos serviços prestados às famílias (3,8%).

Já os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 0,6% e superaram, pela primeira vez, o patamar pré-pandemia, ficando 0,5% acima de fevereiro de 2020.

“Essas duas atividades são justamente aquelas que mais perderam nos meses mais agudos da pandemia. São as atividades com serviços de caráter presencial que vêm, paulatinamente, com a flexibilização e o avanço da vacinação, tentando recuperar a perda ocasionada entre março e maio do ano passado”, explica o analista da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Em sentido oposto, houve queda no volume de serviços de informação e comunicação (-0,4%), de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2%) e em outros serviços (-0,5%).

“A atividade que mais pressionou negativamente foram os serviços de informação e comunicação. Os segmentos de telecomunicações e serviços de tecnologia da informação apresentaram taxas positivas, mas houve uma pressão muito significativa da parte de audiovisual, edição e agências de notícias, que recuaram 11,6% na passagem de junho para julho”, destacou o pesquisador.

Veja abaixo a variação, na comparação com junho, dos subgrupos de cada grande atividade:

  • Serviços prestados às famílias: 3,8%
  • Serviços de alojamento e alimentação: 4,4%
  • Outros serviços prestados às famílias: 0,9%
  • Serviços de informação e comunicação: -0,4%
  • Serviços de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC): 0,4%
  • Telecomunicações: 1,0%
  • Serviços de Tecnologia da Informação: 1,2%
  • Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias: -11,6%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 0,6%
  • Serviços técnico-profissionais: 4,4%
  • Serviços administrativos e complementares: -0,6%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -0,2%
  • Transporte terrestre: -0,2%
  • Transporte aquaviário: 4,4%
  • Transporte aéreo: -7,8%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: -0,2%
  • Outros serviços: -0,5%

 

Serviços não presenciais sustentam retomada do setor

O gerente da pesquisa apontou que, embora as atividades presenciais tenham crescido em julho, são as atividades não presenciais que vêm sustentando a recuperação do setor.

“Com o avanço da vacinação e a maior flexibilização das atividades econômicas, os serviços de caráter presencial seguem avançando, mas ainda num ritmo inferior ao de fevereiro de 2020. O que sustenta o setor de serviços no patamar um pouco abaixo de março de 2016 são os serviços de caráter não presencial, como serviços de tecnologia da informação, serviços financeiros, e armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio, que obtiveram ganhos de receita mais expressivos”, apontou Lobo.

O pesquisador detalhou que entre os serviços financeiros estão as corretoras de títulos e valores mobiliários e a bolsa de valores. A armazenagem inclui serviços de gestão de portos e terminais. Já entre os serviços auxiliares aos transportes e correio estão os serviços de navegação de apoio marítimo, como os rebocadores de plataformas de petróleo e as atividades de agenciamento marítimo.

Serviços prestados às famílias seguem abaixo do patamar pré-Covid

Nos serviços prestados às famílias, o avanço foi puxado pelo desempenho dos segmentos de hotéis, restaurantes, serviços de buffet e parques temáticos, que costumam crescer em julho devido às férias escolares.

Apesar do avanço em julho, os serviços prestados às famílias ainda operam 23,2% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, segundo o IBGE. Essa é a única das cinco atividades que ainda não superou o nível pré-pandemia. Já dentre os 12 subgrupos das cinco grandes atividades, metade as perdas registradas desde o início da crise sanitária.

“Isso é compreensível já que se trata da atividade em que há a maior concentração de serviços prestados de forma presencial. É uma atividade que lida com restrições de oferta. Alguns estabelecimentos fecharam e outros reabriram, mas ainda não operam com plena capacidade. No lado da demanda, há pressão por conta da falta de avanço da massa de rendimento das famílias e do nível de desemprego elevado, que impedem que esse serviço cresça na mesma forma que os demais apurados dentro do setor”, explicou o gerente da pesquisa.

Lobo enfatizou que as atividades que apresentam desempenho mais expressivo são aquelas dos serviços prestados às empresas, não às pessoas físicas, ou seja, às famílias.

São elas as dos serviços de tecnologia de informação, os técnico-profissionais, o transporte aquaviário e os de armazenagem, auxiliares aos transportes e correio.

Questionado sobre a dificuldade de recuperação dos serviços prestados às famílias, Lobo apontou que "para chegar a um patamar similar àquele de 2020", esse segmento depende de uma melhora da renda da população, o que passa pela recuperação do mercado de trabalho.

"Em algum momento futuro, a gente vai ter que ter uma massa de rendimento mais polpuda e significativa pra consumir mais serviços. Atualmente, ainda não há pressão dessas variáveis na escolha das famílias para consumir serviços", avaliou o pesquisador.

As cinco grandes atividades do setor de serviços recuperaram o patamar pré-pandemia. — Foto: Economia/G1

As cinco grandes atividades do setor de serviços recuperaram o patamar pré-pandemia. — Foto: Economia/G1

Alta em 15 das 27 Unidades da Federação

O volume de serviços cresceu em 15 das 27 unidades da federação na passagem de junho para julho. As altas mais relevantes vieram de São Paulo (1,4%), seguido por Rio Grande do Sul (3,4%), Minas Gerais (1,2%), Pernambuco (4,1%) e Paraná (1,5%). Já a principal queda foi registrada no Rio de janeiro (-4,4%).

Atividades turísticas têm 3ª alta seguida

O índice de atividades turísticas subiu 0,5%, na terceira taxa positiva consecutiva. O segmento, entretanto, ainda necessita crescer 32,7% para retornar ao patamar pré-pandemia

Oito das 12 regiões pesquisadas tiveram avanço, com destaque para Pernambuco (9,5%), Santa Catarina (9,4%), Bahia (6,1%) e Rio de Janeiro (2,1%).

Perspectivas

Na semana passada, o IBGE mostrou que as vendas do comércio varejista cresceram 1,2% em julho, na quarta alta mensal seguida.

A retomada do setor de serviços e da economia, entretanto, é desigual, com as atividades de caráter mais presencial sem ainda ter conseguido retomar o pleno funcionamento.

Para o economista da XP Rodolfo Margato, "os serviços prestados às famílias devem seguir liderando a recuperação do setor terciário (e do PIB total) nos próximos meses". Ele destacou que "maior proporção do consumo das famílias vem sendo deslocada do mercado de bens (comércio) para o setor de serviços, movimento que deverá ser observado até o final deste ano".

Todavia, em um cenário de aumento das incertezas e de piora das expectativas em razão da tensão política, de agravamento da crise hídrica e de inflação de quase dois dígitos no acumulado em 12 meses, o mercado financeiro tem revisado para baixo as projeções para a economia brasileira.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), os analistas reduziram a estimativa de alta em 2021, de 5,15% para 5,04%. Para 2022, a projeção de crescimento da economia baixou de 1,93% para 1,72%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

Fonte: G1 | Imagem Destacada: Reprodução

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MEIs

Receita poderá transferir 1,8 milhão de MEIs para dívida ativa em setembro

De acordo com o Fisco, total de microempreendedores com débitos chega a 4,4 milhões. Prazo para regularização junto a União, estados e municípios vai até 31 de agosto

Pelo menos 1,8 milhão de microempreendedores individuais (MEIs) podem ser inscritos na dívida ativa a partir de setembro caso não regularizem os débitos com a Receita Federal até o dia 31 de agosto, prazo final para essa etapa. Esse número corresponde a cerca de 14,5% do total de MEIs ativos no Brasil, que são 12,4 milhões.

De acordo com o Fisco, essas dívidas somam R$ 4,5 bilhões e correspondem a débitos com a União (do INSS e outros tributos, estados (ICMS) e municípios (ISS).

O universo de MEIs que estão devendo impostos, no entanto, é maior: são 4,4 milhões de microempreendedores cujos débitos somam R$ 5,5 bilhões. A diferença é que esses não podem ser inscritos na dívida ativa a partir de setembro por causa do valor das dívidas. O Fisco explica que apenas os contribuintes com débitos superiores a R$ 1.000 (incluindo principal, multa e juros) e não quitados é que são inscritos na dívida ativa.

Para evitar essa situação, é preciso efetuar o pagamento ou parcelamento dos débitos até o dia 31 de agosto. As duas opções podem ser feitas diretamente no Portal do Simples Nacional. Já o app do MEI permite a emissão da guia para pagamento de débito.

O microempreendedor que não regularizar a situação é inscrito na dívida ativa e será cobrado judicialmente, com juros e outros encargos. O não pagamento também implica em outras sanções, como deixar de ser segurado do INSS (o que afeta benefícios previdenciários, como aposentadoria e auxílio doença), exclusão dos regimes Simples Nacional e Simei pelo Fisco, estados e municípios, e até mesmo dificuldades para obter empréstimos e financiamentos.

Como regularizar a situação

  • Como consultar o débito

O MEI que está com impostos em atraso pode consultar seus débitos pelo site do Simples Nacional, buscando o PGMEI (versão completa) . É preciso ter certificado digital ou código de acesso, e selecionar a opção "Consulta Extrato/Pendências > Consulta Pendências no Simei”. Esta opção também permite a geração do DAS para pagamento.

  • Pagamento ou parcelamento da dívida

Para efetuar o pagamento dos débitos, o contribuinte pode quitar de uma vez só ou parcelar a dívida. Para efetuar o pagamento, é preciso gerar um Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) no Portal do Simples Nacional. Esse documento também pode ser emitido pelo app MEI, que está disponível para celulares Android ou iOS.

O Sebrae também preparou um material para tirar as dúvidas dos empreendedores para o parcelamento de débitos do MEI. Basta acessar a página de Políticas Públicas e selecionar a opção "obrigações tributárias".

  • Prazo para regularização

O pagamento ou parcelamento precisam ser efetuados até o dia 31 de agosto. A partir de setembro, a Receita Federal vai encaminhar os débitos apurados nas Declarações Anuais Simplificadas para o Microempreendedor Individual (DASN-Simei) para inscrição em dívida ativa, que será cobrada na justiça acrescida de juros e outros encargos previstos em lei.

  • Não paguei a dívida. O que acontece?

A partir de setembro, o Fisco vai encaminhar os débitos à dívida ativa dessa forma:

  1. Dívidas previdenciárias (INSS) e tributos federais: a dívida é encaminhada para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), responsável por fazer a inscrição em dívida ativa da União. Há acréscimo de 20% a título de encargos.
  2. Dívidas relativas a tributos municipais (ISS) e estaduais (ICMS): serão transferidas para o municípios ou estado, para inscrição na dívida ativa daquele ente. Os acréscimos de encargos variam de acordo com a legislação de cada local.

Após a inscrição em dívida ativa, o pagamento do débito muda. No caso de dívidas com a União, é preciso gerar um documento específico, o DAS DAU. Para débitos de ISS ou ICMS, o contribuinte deve procurar o município ou estado responsável pelo tributo para fazer a emissão da guia de pagamento.

  • Quais são as penalidades para quem é inscrito na dívida ativa?

De acordo com a Receita Federal, além da cobrança judicial do débito, há outras consequências para quem é inscrito na dívida ativa. Uma possibilidade é a de deixar de ser segurado do INSS, perdendo acesso a benefícios previdenciários, como aposentadoria e auxílio doença, por exemplo. O contribuinte também pode ser excluído dos regimes Simples Nacional e Simei pelo Fisco, estados e municípios. Esse microempreendedor também pode ter dificuldades para obter financiamentos e empréstimos.

Fonte: Economia iG | Imagem Destacada: Reprodução

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juros

Copom eleva taxa básica de juros para 4,25% ao ano

Decisão de elevar a Selic pela terceira vez era esperada pelo mercado

O Banco Central (BC) subiu os juros básicos da economia em 0,75 ponto percentual, pela terceira vez consecutiva. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), elevou a taxa Selic de 3,5% para 4,25% ao ano. A elevação foi deliberada de forma unânime pelos integrantes do colegiado, que é formado por diretores do BC, e era esperada pelos analistas financeiros.

Em comunicado, o BC indicou que deve seguir elevando a taxa Selic na próxima reunião, marcada para os dias 3 e 4 de agosto. "Para a próxima reunião, o Comitê antevê a continuação do processo de normalização monetária com outro ajuste da mesma magnitude. Contudo, uma deterioração das expectativas de inflação para o horizonte relevante pode exigir uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários. O Comitê ressalta que essa avaliação também dependerá da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e de como esses fatores afetam as projeções de inflação", informou o texto.

No comunicado, o Copom destacou que a pressão inflacionária revela-se maior que o esperado, "sobretudo entre os bens industriais". "Adicionalmente, a lentidão da normalização nas condições de oferta, a resiliência da demanda e implicações da deterioração do cenário hídrico sobre as tarifas de energia elétrica contribuem para manter a inflação elevada no curto prazo, a despeito da recente apreciação do real. O Comitê segue atento à evolução desses choques e seus potenciais efeitos secundários, assim como ao comportamento dos preços de serviços conforme os efeitos da vacinação sobre a economia se tornam mais significativos", informou o comunicado.

Com a decisão de hoje, a Selic continua em um ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegou a 6,5% ao ano, em março de 2018.

Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor nível da série histórica iniciada em 1986. Porém, a taxa começou a subir novamente em março deste ano, passando para 2,75%. Depois, em maio, subiu de novo, para 3,5%.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o indicador fechou no maior nível para o mês desde 1996. No acumulado de 12 meses, o IPCA acumula alta de 8,06%. De janeiro a maio deste ano, a inflação foi de 3,22%.

O valor está acima do teto da meta de inflação. Para 2021, o Conselho Monetário Nacional (CMN) tinha fixado meta de inflação de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Com isso, o IPCA não poderia superar 5,25% neste ano nem ficar abaixo de 2,25%.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que, em 2021, o IPCA fecharia o ano em 5% no cenário base. Esse cenário considera um eventual estouro do teto da meta de inflação no primeiro semestre, seguido de queda dos índices no segundo semestre. A projeção oficial só será atualizada no próximo Relatório de Inflação, no fim de junho.

Já a projeção do mercado prevê uma inflação ainda maior, acima até do teto da meta. De acordo com o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,82%, na 10ª alta consecutiva da projeção.

Crédito mais caro

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia.

No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 3,6% para a economia em 2021, decorrente da segunda onda da pandemia de covid-19. No Boletim Macrofiscal de Maio, divulgado no mês passado pelo Ministério da Economia, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) para 2021 foi de 3,5%.

O mercado projeta crescimento maior. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 4,85% do PIB este ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Fonte: Agência Brasil | Imagem Destacada: Reprodução

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Simples Nacional

Governo prorroga, por três meses, prazos de pagamento de tributos do Simples Nacional

Medida similar foi adotada em 2020, no começo da pandemia de Covid. Brasil vive o pior momento da doença e já contabiliza mais de 300 mil mortes pelo vírus

O Comitê Gestor do Simples Nacional aprovou nesta quarta-feira (24) o adiamento, por três meses, do prazo para pagamento dos tributos federais no âmbito do Simples Nacional, informou o secretário da Receita Federal, José Roberto Tostes.

Segundo o secretário, os impostos que não forem pagos em abril, maio e junho ainda poderão ser quitados em até seis parcelas, a partir de julho.

"Com esse diferimento, estamos adotando uma importante medida de alivio para dar fôleg,o para esse universo de micro e pequenas empresas ter melhores condições de ultrapassar esse período mais crítico", disse Tostes.

Segundo Tostes, a medida adiará o pagamento de R$ 27,8 bilhões e pode alcançar 17 milhões de contribuintes.

A extensão do prazo, que também se aplica aos Microempreendedores Individuais (MEI), faz parte do pacote de ações do governo para enfrentar a segunda onda da pandemia da Covid-19. O Brasil atingiu a marca de 300 mil mortes pela doença nesta quarta e vive o ápice da pandemia.

No início da pandemia de Covid, em março de 2020, o Comitê Gestor do Simples adotou medida similar. Na época, os prazos foram adiados em seis meses.

Questionado sobre o prazo da medida, Tostes afirmou que este ano o prazo é menor porque há a perspectiva de vacinação da população.

“O que nos levou a fazer de forma diferente ano passado foi que quando a pandemia começou não havia, no curto prazo, perspectiva de uma solução para o problema da pandemia, não tínhamos a perspectiva concreta de vacinarmos a população. Neste ano temos a perspectiva concreta de vacinação da população”, disse.

Outras medidas

Durante a coletiva, o secretário da Receita e o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, afirmaram que o governo segue estudando outras medidas que podem ser adotadas para reduzir os efeitos da pandemia.

“Temos instrumentos disponíveis e avaliaremos, a cada momento, se é necessário apertar um determinado botão ou apertar outro”, afirmou Guaranys.

“Entendemos que o diferimento é algo extremamente importante para esse público menor, de menor porte, que está sofrendo. Por isso, é importantíssimo divulgar o mais rápido possível, implementar o mais rápido possível. Sabemos de urgência de outras medidas e estamos trabalhando o mais rápido possível para ter capacidade de anunciá-las com toda a responsabilidade”, disse.

 

Fonte: G1 | Imagem Destacada: Reprodução

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empresas abertas

Aumenta número de empresas abertas no país

Mapa foi divulgado hoje pelo Ministério da Economia

O número de empresas abertas em 2020 aumentou 6% em relação ao ano de 2019. É o que mostra o boletim anual do Mapa de Empresas, divulgado hoje (2) pelo Ministério da Economia. No ano passado, foram abertas 3.359.750 empresas no país e fechadas 1.044.696, o que deixou um saldo positivo de 2,3 milhões de empreendimentos ativos. O número de empresas fechadas também apresentou uma queda de 11,3% em relação ao ano anterior.

No total, o país fechou 2020 com 19.907.733 empresas ativas, o que representa crescimento de 3,2% em relação ao segundo quadrimestre (maio a agosto) de 2020. Segundo a pasta, o número reflete as medidas tomadas pelo governo para facilitar a abertura de empresas em meio à pandemia da covid-19, que levou muitas pessoas a buscarem no próprio negócio uma oportunidade para gerar renda.

São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados que têm mais empresas ativas, com quase 50%. O secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luís Felipe Monteiro lembrou que a maior parte dos empreendimentos está no setor terciário.

“Nessas empresas abertas há uma predominância daquelas que atuam no setor terciário da economia, especialmente comércio e prestação de serviços, que são mais de 80% de empreendimentos ativos no seguimento”, disse Monteiro.

O boletim mostra ainda que a maioria das novas empresas e de microempreendedores individuais (MEI). Foram registrados 11.262.384 MEIs ativos no final do terceiro quadrimestre de 2020, dos quais 2.663.309 abertos em 2020. Um crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período de 2019.

De acordo com a subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato, Antonia Tallarida, os dados dos últimos anos mostram que a abertura de MEIs tem elevado a taxa total de empresas abertas. Com isso, a taxa de representação total dos MEIs tem se elevado nas medições.

“Em 2019 os microempreendedores individuais representavam 77,6% dos negócios abertos e, em 2020, a gente atingiu a marca de que 79,3% dos negócios abertos são MEIs”, disse.

Entre outros pontos, o boletim apura informações relativas ao tempo médio de abertura de empresas, número de aberturas e fechamentos de empreendimentos, localização e atividades desenvolvidas.

Segundo o boletim, o tempo médio para a abertura de uma empresa foi de dois dias e 13 horas no terceiro quadrimestre de 2020. Em janeiro de 2019, era de cinco dias e nove horas.

Estados

Entre os estados, Goiás é que apresenta o menor tempo médio para a abertura de empresas, e onde é possível registrar um empreendimento em um dia e duas horas. Na sequência, aparece Sergipe, com o tempo médio de um dia e cinco horas para a abertura da empresa.

Já os estados com o maior prazo de tempo para a abertura de um empreendimento são: O Rio Grande do Sul, onde se leva em media três dias e 20 horas para abrir uma empresa e Bahia, onde se leva, em média, seis dias e 20 horas. O estado, entretanto vem apresentando uma evolução nesse prazo, diminuindo em 22 horas o prazo na comparação com o quadrimestre anterior (maio a agosto de 2020) para abrir uma empresa.

Entre as capitais, o destaque é Curitiba (PR), onde se leva, em média, 22 horas para se abrir uma empresa. Em seguida, vem Macapá (AP), com um dia e uma hora. As capitais com maior prazo são Recife, onde se leva três dias e 16 horas para abrir uma empresa, e Salvador (BA), que apresenta o prazo médio de oito dias e 17 horas para finalizar o procedimento. A capital vem melhorando a cada quadrimestre, diminuindo o prazo em 24h em relação ao quadrimestre anterior.

O secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Gleisson Rubin, disse que com as medidas adotadas para diminuir a burocracia, atualmente, cerca de 45,5% das empresas conseguem ser abertas em menos de um dia.

“São as [empresas] classificadas como de baixo risco, que respondem por 60% do total de registros e para as quais não existe a necessidade de obtenção de alvarás e licenças e de serviços”, disse.

 

Fonte: Agência Brasil | Imagem Destacada: Reprodução

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Balança comercial

Balança comercial acumula superávit de US$ 2,05 bilhões em novembro

Na parcial do ano, saldo positivo é de US$ 49,47 bilhões. Cifra representa alta de 25,1% em relação ao mesmo período de 2019; números são do Ministério da Economia

 A balança comercial registrou superávit de US$ 2,049 bilhões no acumulado de novembro até domingo (15), informou o Ministério da Economia nesta segunda-feira (16).

O superávit acontece quando as exportações superam as importações. Quando ocorre o contrário, é registrado déficit comercial.

Na parcial deste mês, as exportações somaram US$ 8,524 bilhões, valor 6,8% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 6,474 bilhões, com crescimento de 1,5% na mesma comparação.

Na parcial de novembro, de acordo com dados oficiais, houve queda de 6,3% nas exportações de produtos agropecuários; crescimento de 34,5% nas vendas da indústria extrativa, e alta de 2,6% na indústria de transformação.

Já no caso das importações, foi registrado crescimento de 7,1% nas compras de agropecuária na comparação com o mesmo período do ano passado. Houve queda de -62,6% nas importações da indústria extrativa, e alta de 5,7% nas aquisições da indústria de transformação.

Acumulado de 2020

No acumulado deste ano, até 15 de novembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 49,477 bilhões, informou o Ministério da Economia.

O resultado é 25,1% maior que o saldo de US$ 28,783 bilhões registrado no mesmo período do ano passado.

De acordo com o governo, no acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 182,671 bilhões (queda de 6% na comparação com o mesmo período do ano passado). A média diária foi de US$ 841 milhões.

As importações somaram US$ 133,193 bilhões, com recuo de 14% em relação ao mesmo período de 2019. A média diária foi de US$ 613 milhões.

 

Fonte: G1 | Imagem Destacada: Pixabay

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