Inadimplência

Inadimplência do consumidor cresce ao menor ritmo em quase dois anos

Número de dívidas em atraso teve quarta queda seguida e a mais expressiva desde dezembro de 2017; retração mais acentuada da inadimplência é entre quem tem de 18 a 24 anos

O volume de consumidores com contas em atraso aumentou 1,3% no mês de setembro na comparação com igual período de 2018 - menor expansão no número de devedores desde dezembro de 2017, quando a variação também havia sido de 1,3%. Em setembro do ano passado, a inadimplência havia crescido 3,9%.

Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Em relação a agosto, a quantidade de consumidores com contas atrasadas apresentou leve recuo de 0,5% - quarta queda seguida na série histórica do indicador.

O número de dívidas em atraso teve queda de 2,5% na comparação com mesmo mês do ano passado – também é a quarta queda seguida e a mais expressiva desde dezembro de 2017.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a expectativa é de que a inadimplência não volte a crescer a taxas expressivas no curto prazo e apresente sinais de estabilidade. “A economia e o consumo seguem se recuperando de forma lenta e gradual e assim deverá ser o comportamento dos próximos meses. Isso impedirá que a inadimplência cresça a taxas expressivas como no passado, mas por sua vez, também não será o suficiente para induzir uma queda mais acentuada no número de atrasos. Ainda demorará para observarmos um aumento expressivo na renda do brasileiro e na queda do desemprego, que são os fatores que mais pesam na capacidade de pagamento das famílias”, analisa.

Queda é maior entre os jovens

A retração mais acentuada da inadimplência é entre quem tem de 18 a 24 anos - diminuição de 22,4% na comparação com setembro de 2018. Também houve queda nas faixas de 25 a 29 anos (-9,7%) e dos 30 a 39 anos (-1,5%) - 25% das pessoas inadimplentes no país está na casa dos 30 anos de idade, segundo a CNDL e SPC.

Já o aumento mais expressivo foi entre quem tem de 64 a 84 anos (6,4%), seguido pelos de 50 a 64 anos (3,9%) e de 40 a 49 anos (2,5%).

Em média, cada inadimplente tem duas dívidas em aberto - 37% devem até R$ 500; 16% entre R$ 500 e R$ 1.000; 21% entre R$.1000 e R$ 2.500; 16% entre R$ 2.500 e R$ 7.500 e 11% devem mais de R$ 7.500.

Dívidas bancárias caem

Com exceção dos compromissos com contas básicas, como água e luz, que aumentaram 19%, houve queda da inadimplência de forma generalizada em todos os segmentos. No caso das dívidas bancárias, que levam em conta atrasos com faturas de cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos, houve uma pequena queda de 0,3% em setembro na comparação com igual mês de 2018. Foi a primeira vez que o setor teve queda desde novembro de 2017.

O indicador ainda revela que houve queda expressiva de 20,1% nos atrasos com contas de telefone, TV por assinatura e internet e uma retração de 4,2% da inadimplência no crediário de departamentos comerciais.

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os atrasos nas dívidas bancárias respondem por 53% das dívidas em aberto no país. “As dívidas com instituições financeiras também são as que cobram os juros mais caros do mercado em casos de atraso. A falta de pagamento com esse tipo de dívida pode transformar valores modestos em cifras praticamente impagáveis porque podem superar em várias vezes a renda do consumidor”, analisa a economista.

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

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habilidades

Mercado vai valorizar mais comunicação do que capacidade técnica

No Brasil, 7,2 milhões deverão ser treinados em novas habilidades

Menos treinamento e mais relacionamento. No futuro, o mercado de trabalho vai valorizar mais habilidades interpessoais do que técnicas.

Essa é uma das conclusões do estudo do Institute for Business Value (IBV), feito pela International Business Machines Corporation (IBM) e divulgado no mês de setembro.

Segundo a publicação, nos próximos três anos, 120 milhões de trabalhadores nas dez maiores economias do mundo precisarão de recapacitação profissional como resultado do impacto da utilização de Inteligência Artificial e Automação Inteligente no mercado de trabalho. E essa capacitação não deve ser necessariamente técnica.

Só no Brasil, 7,2 milhões de profissionais terão que ser treinados em novas habilidades. E parte desse treinamento vai ter que vir do próprio empregador. “O mercado de talentos está saturado, há uma necessidade da empresa de olhar para a própria força de trabalho”, diz Christiane Berlinck, diretora de RH da IBM Brasil.

A pesquisa feita com quase 6 mil CEOs (sigla, em inglês para Chief Executive Officer - Diretor Executivo em português)  de 48 países indica que 59% reclamam de não contar com pessoas, habilidades ou recursos necessários para executar suas estratégias de negócios. Segundo o estudo, o tempo investido para capacitar um profissional em uma nova habilidade aumentou 10 vezes em apenas 4 anos. No Brasil, por exemplo, o tempo passou de quatro para 40 dias.

E porque esse movimento ocorre? “Num mundo com tarefas automatizadas a gente vai precisar de uma sofisticação do profissional para garantir a continuidade de capacitação. Na área de tecnologia tem ainda um agravante que a atualização é muito rápida dos sistemas. Talvez seja a indústria que primeiro sofra nesse ponto de escassez de talentos. E por isso a que mais investe na capacitação da força de trabalho”, comenta Christiane.

E não é só da capacitação técnica que a diretora de RH está falando. A parte dos 120 milhões de trabalhadores que tem mais chance de despontar deve investir também nas “soft skills”, que dizem respeito à personalidade e ao comportamento. As “hard skills” falam das habilidades técnicas: é saber programar, usar ferramentas e até, para quem, por exemplo, é jornalista, escrever um texto com coerência e sentido.

Segundo Daniel Goleman, no livro Inteligência Emocional, as “soft skills” são as capacidades mentais, emocionais e sociais que as pessoas adquirem ao longo da vida. São conquistadas por vivências, contexto cultural, educação.

A escola, a universidade, o grupo de amigos, e como se relacionar com todos esses agentes, fazem parte do pacote desenvolvido pelas “soft skills”. Se essas características começam a se desenvolver já na infância, requerem atenção durante toda a vida, em especial para quem quer trabalhar em um ambiente corporativo.

Nesse cenário, a pesquisa concluiu que enquanto novas aptidões estão surgindo rapidamente, outras estão se tornando obsoletas. No caso do Brasil, em 2016 habilidades críticas eram "capacidade de se comunicar efetivamente em um contexto de negócios" e "Recursos técnicos CTEM - ciência, tecnologia, engenharia e matemática". Já em 2018, as duas principais habilidades procuradas foram as comportamentais "gerenciamento de tempo e capacidade de priorizar" e "disposição de ser flexível, ágil e adaptável às mudanças".

Para Goleman, as habilidades comportamentais mais importantes são: colaboração, flexibilidade, trabalhar sob pressão, comunicação eficaz, orientação para resultados e liderança de equipe. O autor sugere ainda características que profissionais precisam ter para desenvolver a inteligência emocional como “método emocional de autogerenciamento” (por exemplo, meditação), gerenciamento do tempo (saber priorizar) e apostar na cultura do feedback (permitir que as pessoas avaliem suas habilidades).

Para Christiane, desenvolver as habilidades técnicas e as interpessoais é também trabalho das empresas pois isso significa criar um ambiente de trabalho mais flexível, colaborativo e empático.  “Esse mapa de talentos é limitado, se as empresas não fizerem nada para cobrir essa necessidade de mão de obra existe o risco da própria organização não conseguir crescer o seu negócio por falta de pessoas qualificadas”, comenta.

Fonte: Agência Brasil | Imagem: Governo do Espírito Santo/Divulgação

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comércio

Vendas do comércio crescem 1% em julho, diz IBGE

Trata-se da terceira alta mensal seguida e do melhor resultado para julho desde 2013. Segundo IBGE, aumento na população ocupada e melhora nas condições de crédito ajudam na recuperação do setor

As vendas do comércio varejista ganharam ritmo em julho e cresceram 1%, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já na comparação com julho do ano passado, a alta foi de 4,3%.

Trata-se da terceira alta seguida, do melhor resultado mensal desde novembro do ano passado (3,2%) e do melhor julho desde 2013, quando o avanço frente ao mês imediatamente anterior foi de 2,7%.

No acumulado em 2019, a alta chega a 1,2%. Em 12 meses, o avanço nas vendas do varejo é de 1,6%, o que representa um ganho de ritmo ante junho (1,2%) e frente aos meses anteriores.

O IBGE revisou para cima os dois resultados anteriores. Em junho, ao invés de 0,1%, a alta foi de 0,5%, e em maio, foi de 0,1%, ao contrário da estabilidade (0,0%) divulgada antes.

A leitura de julho ficou muito acima da mediana das projeções de 30 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, de avanço 0,1%.

"Com esse resultado, o setor varejista recupera o patamar de vendas próximo a junho de 2015, mas ainda se encontra 5,3% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014", informou o IBGE.

7 das 8 atividades cresceram em julho

Em julho, 7 das oito atividades pesquisadas tiveram alta no volume de vendas, com destaque para "hipermercados" (1,3%), "outros artigos de uso pessoal e doméstico" (2,2%), que incluem as vendas online e as lojas de departamentos, e "móveis e eletrodomésticos" (1,6%).

Apenas o segmento de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,6%) teve queda em julho.

O volume de vendas do varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, cresceu 0,7% na comparação com junho. Veículos, motos, partes e peças recuaram 0,9%, após avanço de 3,5% no mês anterior, enquanto materiais de construção pressionaram positivamente, com avanço de 1,1%.

Veja o desempenho de cada segmento em julho:

  • Combustíveis e lubrificantes: 0,5%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,3%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 1,3%
  • Móveis e eletrodomésticos: 1,6%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,7%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 1,8%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -1,6%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,2%
  • Veículos, motos, partes e peças: -0,9% (varejo ampliado)
  • Material de construção: 1,1% (varejo ampliado)

O que explica a melhora

Segundo a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, o bom resultado de julho é explicado pelo aumento na população ocupada, ainda que na informalidade, e melhora nas condições de crédito paras as famílias.

"Há uma evolução gradual do mercado de trabalho, com aumento da população ocupada, e também houve aumento de concessão de crédito à pessoa física, cujo volume aumentou 13,3% na passagem de junho para junho", disse a pesquisadora, destacando que esses dois movimentos beneficiam diretamente as atividades de supermercado e eletrodomésticos.

Vendas avançam em 19 estados

De junho para julho, as vendas do comércio varejista cresceram em 19 das 27 unidades da federação, com destaque para Mato Grosso (5,4%), Rio de Janeiro (2,7%) e Bahia (2,4%). Por outro lado, houve queda e Amazonas (-1,9%), Roraima (-1,6%), Ceará (-1,5%), enquanto Goiás e Pará mostraram estabilidade

Recuperação lenta e perspectivas

Outros indicadores já divulgados mostram sinais mistos da economia no 2º semestre, em meio ao desemprego ainda elevado e piora no cenário externo com a crise da Argentina, guerra comercial e temores de uma nova recessão global.

produção industrial, por exemplo, registrou queda de 0,3% em julho – o terceiro recuo mensal seguido. No acumulado no ano, o recuo chega a 1,7%, o que mantém a indústria no nível de janeiro de 2009.

O comércio aposta que a liberação dos saques das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo PIS-Pasep ajudará a acelerar o consumo nestes últimos meses do ano. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que R$ 13,1 bilhões (44% do total previsto a ser injetado na economia) será destinado para gastos no comércio e consumo de serviços.

A projeção do mercado financeiro para estimativa de alta do PIB deste ano permanece em 0,87%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Já o governo prevê crescimento de 0,85% em 2019.

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

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Prévia da inflação

Prévia da inflação fica em 0,08% em agosto, aponta IBGE

Foi o menor resultado para um mês de agosto desde 2010. No ano, indicador acumula alta de 2,51%, e em 12 meses, de 3,22%. Custo da energia elétrica pressionou o índice

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

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Pequenos negócios

Pequenos negócios têm geração recorde de empregos para o mês de junho nos últimos cinco anos

Conforme levantamento do Sebrae, com base em dados do Caged, as micro e pequenas empresas contrataram mais de 387 mil trabalhadores no primeiro semestre deste ano

 

Fonte: Agência Sebrae de Notícias (ASN) | Imagem: Pixabay

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crescimento da economia

Mercado projeta crescimento da economia em 0,82%

Crescimento da Economia, estimativa é do Boletim Focus

 

Fonte: Agência Brasil | Imagem: Marcello Casal Jr. (Agência Brasil)

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crescimento do PIB

Mercado reduz projeção de crescimento do PIB de 1,70% para 1,49%

Crescimento do PIB - Esta é a décima redução consecutiva em 2019

O mercado financeiro reduziu pela 10ª vez seguida a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano. A estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – desta vez caiu de 1,70% para 1,49% este ano. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022.

Os números constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada com base em estudos de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. O boletim é divulgado às segundas-feiras, pelo Banco Central (BC), em Brasília.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,01% para 4,04% este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.

Controle da inflação

Para controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019. Nesta terça e quarta-feira (8), o Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se para definir a taxa Selic. Para o fim de 2020, a projeção segue em 7,50% ao ano. Para o fim de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar segue em R$ 3,75 no fim de 2019 e foi ajustada de R$ 3,79 para R$ 3,80 no fim de 2020.

Fonte: Época Negócios | Imagem: Pixabay

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empregos formais

Brasil cria 173 mil empregos formais, no melhor resultado para fevereiro em cinco anos

Maior saldo de vagas (112.412) aconteceu no setor de serviços. No primeiro bimestre, dados oficiais apontam para abertura de 211.474 empregos com carteira assinada

A economia brasileira gerou 173.139 empregos formais (com carteira assinada) em fevereiro deste ano, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira (25) pelo Ministério da Economia.

O saldo positivo é a diferença entre as contratações (1.453.284) e as de demissões (1.280.145) no período.

Trata-se do melhor resultado para meses de fevereiro desde 2014, quando foram criados 260.823 empregos formais. É o melhor saldo para esse mês em cinco anos.

Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, de acordo com dados oficiais.

Resultado 'expressivo'

O secretário-especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, avaliou que o número da geração de empregos formais em fevereiro foi "bastante expressivo", ficando bem acima do que o mercado financeiro estimava (ao redor de 82 mil vagas criadas).

"É uma demonstração de que as mudanças propostas na economia, com flexibilização, desburocratização, retirada de entraves e uma visão mais liberal, passam confiança à economia real, no sentido de retomar o processo de contratações", declarou ele.

Marinho acrescentou que a expectativa da área econômica do governo é de que essa "pegada" na criação de vagas com carteira assinada seja mantida. Ele lembrou que o equilíbrio nas contas públicas, meta perseguida pelo governo, vai favorecer a geração de empregos.

"A pauta mais importante do governo é o equilíbrio fiscal, representado pela reforma da Previdência, que hoje é uma pauta de todo o país. Do Executivo, do Legislativo e do Judiciário", concluiu.

Primeiro bimestre

Os números oficiais do governo mostram também que, nos dois primeiros meses deste ano, foram criados 211.474 empregos com carteira assinada.

Já nos últimos 12 meses, segundo o Ministério do Trabalho, foi registrada a criação de 575.226 postos de trabalho formais.

Com o resultado de fevereiro, o estoque de empregos estava, no final daquele mês, em 38.622 milhões de vagas, contra 38.047 milhões no mesmo mês de 2018.

Por setores

Os números do governo revelam que, em fevereiro, houve abertura de vagas em sete dos oito setores da economia. O maior número de empregos criados aconteceu no setor de serviços. Já a agropecuária foi o único setor que mais demitiu do que contratou.

  • Indústria de Transformação: +33.472
  • Serviços: +112.412
  • Agropecuária: -3.077
  • Construção Civil: +11.097
  • Extrativa Mineral: +985
  • Comércio: +5.990
  • Administração Pública: +11.395
  • Serviços Industriais de Utilidade Pública: +865

Dados regionais

Segundo o governo, houve criação de vagas formais, ou seja, com carteira assinada, em quatro das cinco regiões do país em fevereiro deste ano.

  • Sudeste +101.649
  • Sul: +66.021
  • Centro-Oeste: +14.316
  • Norte: + 3.594
  • Nordeste: - 12.441

O governo informou ainda que, das 27 unidades federativas, 20 tiveram saldo positivo (criação de empregos formais) em fevereiro deste ano.

Os maiores saldos positivos de emprego ocorreram em São Paulo (+62.339), Minas Gerais (+26.016) e Santa Catarina (+25.304 vagas).

Os maiores volumes de demissões foram registrados em Pernambuco (-12.396), Alagoas (-2.255) e Rio Grande do Norte (-2.249).

Trabalho intermitente

Segundo o Ministério do Trabalho, foram realizadas 8.299 admissões e 3.953 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente em fevereiro deste ano. Com isso, houve um saldo positivo de 4.346 empregos no período.

O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado.

Foram registradas ainda, no mês passado, 8.518 admissões em regime de trabalho parcial e 5.114 desligamentos, gerando saldo positivo de 3.404 empregos.

Salário médio de admissão

O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.559,08 em fevereiro. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve alta de 0,06%, ou R$ 0,89, no salário de admissão, na comparação com o mesmo mês de 2018.

Em relação a janeiro de 2019, porém, houve uma queda real de 4,13%, ou de R$ 67,13, no salário médio de admissão, informou o Ministério da Economia.

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

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Monitor do PIB da FGV

Monitor do PIB da FGV aponta crescimento de 1,1% da economia do país em 2018

Resultado é muito abaixo do previsto no início do ano passado e decepcionante quando se leva em conta que vem após dois anos consecutivos de forte retração econômica e de um crescimento com trajetória ascendente em 2017, diz coordenador da pesquisa

A economia do Brasil cresceu 1,1% em 2018, informou nesta terça-feira (19) o monitor do PIB da FGV. O índice é quase o mesmo de 2017, que foi de 1%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O resultado é muito abaixo do previsto no início do ano passado e decepcionante quando se leva em conta que vem após dois anos consecutivos de forte retração econômica e de um crescimento com trajetória ascendente em 2017, aponta Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

"A economia não apresentou o mesmo fôlego de retomada em 2018 que teve em 2017, ficando praticamente estagnada no decorrer do ano. A forte incerteza que permeou a economia, com destaque para a greve dos caminhoneiros e para o período eleitoral, influenciou muito nesse resultado. Foi um ano perdido”, diz Considera.

Na análise trimestral, na série com ajuste sazonal, o PIB apresentou estagnação no 4º trimestre em comparação com o 3º trimestre. Com relação ao 4º trimestre de 2017, houve crescimento de 1%. A FGV destaca que a indústria apresentou retração nas duas bases de comparação.

Na análise mensal, o PIB apresentou queda de 0,4% em dezembro, tanto na série com ajuste sazonal (na comparação com novembro), quanto na série original (na comparação com dezembro de 2017). A indústria também apresentou retração (-0,8% e -3,1%, respectivamente). Na comparação com dezembro de 2017, além da indústria, também, houve quedas expressivas no comércio (-2,6%), na formação bruta de capital fixo (-1,8%), no imposto (-1,7%) e na importação (-6,8%).

PIB em valores

Em termos monetários, estima-se que o PIB de 2018, em valores correntes, alcançou a cifra de aproximadamente R$ 6,76 trilhões. De acordo com a FGV, apesar de o resultado de 2018 retratar uma economia estável, com crescimento de 1,1%, em relação à série histórica iniciada em 2001, os resultados, apesar de serem melhores do que dos anos de 2016 e 2017, ainda não superaram as divulgações de anos anteriores à recessão econômica iniciada em 2014.

O preço do PIB em 2018, embora seja maior que os de 2016 e 2017, é ainda inferior ao de 2012.

A FGV informou que a produtividade da economia, que alcançou o pico em 2013, tem se reduzido desde então e em 2018 é a menor registrada desde 2009.

O destaque ficou com o forte recuo da construção, de outros serviços e da administração pública, cujas produtividades em 2018 são as menores da série histórica do Monitor do PIB-FGV iniciada em 2001.

Além dessas atividades, a indústria de transformação, o transporte e os serviços de informação também apresentaram produtividades menores em 2018 do que em 2001, apesar de não serem os pontos de mínimo das séries históricas.

"Os resultados mostram que, a despeito da recuperação da economia, o ritmo é muito lento e ainda está longe de retomar o período anterior à recessão de 2014", informou a FGV.

Fonte: G1 | Imagem: Pexels

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Previdência

Paulo Guedes prevê economia de R$ 1 trilhão em dez anos com nova Previdência

Segundo o ministro da Economia, maior desafio do governo é impedir a manutenção de um sistema que acentua a desigualdade entre pobres e ricos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (5) que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) pretende economizar R$ 1 trilhão em dez anos com a proposta de reforma da Previdência que será apresentada ao Congresso Nacional em breve. No ano passado, o Brasil registrou déficit previdenciário recorde de R$ 290 bilhões, segundo números do próporio governo.

Leia também: Texto vazado a jornal é só uma das propostas para a Previdência, diz secretário

“A ideia é que chegue a R$ 1 trilhão [de economia] em dez anos. Há simulações em que é R$ 1 trilhão em 15 anos. Isso é o que está sendo calibrado. O importante é que se inaugure um período novo para a Previdência ”, disse Guedes. As declarações foram feitas após uma reunião entre o ministro e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, ambos do DEM.

Ainda de acordo com Guedes, o maior desafio do governo é "salvar" a Previdência antiga e impedir a manutenção do que chamou de um "mecanismo perverso" de transferência de renda dos pobres para os ricos. “[Queremos] salvar as futuras gerações dessa armadilha, de um sistema que piora desigualdades e destrói empregos em massa. A reforma é uma construção democrática nossa", defendeu.

Leia também: Ao Congresso, Bolsonaro defende reforma da Previdência e capitalização

A decisão sobre o texto final da nova Previdência, porém, ficará a cargo de Bolsonaro, que ainda está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera da cirurgia de retirada da bolsa de colostomia. "O presidente voltando, vai olhar as propostas [de reforma da Previdência]. Já temos duas ou três versões alternativas simuladas", revelou o ministro da Economia.

Regime de capitalização

Tanto o regime de repartição simples como o de capitalização pertencem ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS)

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil | Tanto o regime de repartição simples como o de capitalização pertencem ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS)

Após a reunião com Maia e Alcolumbre, Paulo Guedes também falou sobre a possibilidade de o País adotar um regime previdenciário de capitalização, uma das bandeiras defendidas de forma mais ferrenha pelo ministro durante a corrida eleitoral. A mudança, segundo o economista, faria parte de um "segundo capítulo" da reforma da Previdência.

Hoje, o regime previdenciário brasileiro conta com três categorias: o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e a Previdência Complementar. O primeiro inclui todos os trabalhadores que contribuem para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social); o segundo contempla servidores públicos concursados; o terceiro é opcional, como o Previ, o fundo de pensão de funcionários do Banco do Brasil.

Leia também: Governo ainda precisa votar 39 projetos antes de discutir nova Previdência

Tanto o regime de repartição simples adotado atualmente como o de capitalização  pertencem ao RGPS. A diferença é que, no primeiro, as contribuições dos trabalhadores ativos pagam o benefício dos aposentados, enquanto no segundo é criado um fundo para receber as contribuições. Esses recursos são investidos em ativos de renda fixa e variável, e o aposentado nesse sistema recebe o valor que contribuiu mais os rendimentos da aplicação.

Fonte: Brasil Econômico

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