coronavírus

Economia pode crescer 2,5% apesar de crise do coronavírus, diz Guedes

Em entrevista à CNN Brasil, ministro da Economia disse que país não pode sucumbir à "psicologia do fracasso" em meio à crise do coronavírus

Brasília — A economia brasileira ainda pode crescer cerca de 2,5% neste ano, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista à CNN Brasil divulgada no domingo, desde que o país não sucumba à “psicologia do fracasso” em meio à crise global pelo novo coronavírus.

Com a economia mundial se deteriorando a um ritmo alarmante, provocando alertas de recessão por economistas e ações emergenciais de muitos dos principais bancos centrais do mundo, Guedes afirmou que a “dinâmica de crescimento” do Brasil vai aguentar bem.

“Se nos entregarmos (à crise) e se um continuar brigando com o outro, isso será a ‘psicologia do fracasso’. Aí, sim, vai haver uma desaceleração econômica”, disse Guedes na entrevista.

“(Mas) nós temos uma dinâmica própria de crescimento, e o Brasil pode perfeitamente crescer 2% ou 2,5% com o mundo caindo”, acrescentou.

Na semana passada, o governo reduziu a expectativa de crescimento em 2020 de 2,4% para 2,1%. A maioria dos economistas do setor privado também reduziu suas previsões nas últimas semanas, mas de forma muito mais agressiva, com muitas próximas ou mesmo abaixo de 1,0%.

Guedes alegou que o pacote anunciado pelo governo para combater o coronavírus no país, incluindo 5 bilhões de reais destinados ao Ministério da Saúde, é suficiente.

O ministro disse estar aberto à possibilidade de ampliar o volume desses recursos, mas, na semana passada, disse que as rígidas regras fiscais do governo, incluindo o teto de gastos, devem ser mantidas.

As ações e a moeda do país estão entre as mais afetadas nos mercados ao longo das últimas semanas, já que os investidores passaram a avaliar os danos econômicos que o surto de coronavírus provavelmente causaria na maior economia da América Latina.

Fonte: Exame | Imagem destacada: Adriano Machado/Reuters

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Previdência

Paulo Guedes prevê economia de R$ 1 trilhão em dez anos com nova Previdência

Segundo o ministro da Economia, maior desafio do governo é impedir a manutenção de um sistema que acentua a desigualdade entre pobres e ricos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (5) que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) pretende economizar R$ 1 trilhão em dez anos com a proposta de reforma da Previdência que será apresentada ao Congresso Nacional em breve. No ano passado, o Brasil registrou déficit previdenciário recorde de R$ 290 bilhões, segundo números do próporio governo.

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“A ideia é que chegue a R$ 1 trilhão [de economia] em dez anos. Há simulações em que é R$ 1 trilhão em 15 anos. Isso é o que está sendo calibrado. O importante é que se inaugure um período novo para a Previdência ”, disse Guedes. As declarações foram feitas após uma reunião entre o ministro e os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, ambos do DEM.

Ainda de acordo com Guedes, o maior desafio do governo é "salvar" a Previdência antiga e impedir a manutenção do que chamou de um "mecanismo perverso" de transferência de renda dos pobres para os ricos. “[Queremos] salvar as futuras gerações dessa armadilha, de um sistema que piora desigualdades e destrói empregos em massa. A reforma é uma construção democrática nossa", defendeu.

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A decisão sobre o texto final da nova Previdência, porém, ficará a cargo de Bolsonaro, que ainda está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera da cirurgia de retirada da bolsa de colostomia. "O presidente voltando, vai olhar as propostas [de reforma da Previdência]. Já temos duas ou três versões alternativas simuladas", revelou o ministro da Economia.

Regime de capitalização

Tanto o regime de repartição simples como o de capitalização pertencem ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS)

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil | Tanto o regime de repartição simples como o de capitalização pertencem ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS)

Após a reunião com Maia e Alcolumbre, Paulo Guedes também falou sobre a possibilidade de o País adotar um regime previdenciário de capitalização, uma das bandeiras defendidas de forma mais ferrenha pelo ministro durante a corrida eleitoral. A mudança, segundo o economista, faria parte de um "segundo capítulo" da reforma da Previdência.

Hoje, o regime previdenciário brasileiro conta com três categorias: o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e a Previdência Complementar. O primeiro inclui todos os trabalhadores que contribuem para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social); o segundo contempla servidores públicos concursados; o terceiro é opcional, como o Previ, o fundo de pensão de funcionários do Banco do Brasil.

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Tanto o regime de repartição simples adotado atualmente como o de capitalização  pertencem ao RGPS. A diferença é que, no primeiro, as contribuições dos trabalhadores ativos pagam o benefício dos aposentados, enquanto no segundo é criado um fundo para receber as contribuições. Esses recursos são investidos em ativos de renda fixa e variável, e o aposentado nesse sistema recebe o valor que contribuiu mais os rendimentos da aplicação.

Fonte: Brasil Econômico

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