Inflação

Abril tem maior inflação em 26 anos; veja como o IPCA afeta seu bolso

Segundo o IPCA, índice que mede a inflação, este mês de abril teve o índice mais alto desde o Plano Real

Com o aumento no preço do gás de cozinha, alta da gasolina, cesta básica, contas de energia elétrica e no aluguel, o consumidor tem sentido cada vez mais a desvalorização do seu poder de compra. Nesta semana, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, mostrou que abril deste ano foi 1,06%. A taxa ficou abaixo da registrada em março (1,62%), no entanto, foi o índice mais alto para um mês de abril desde 1996 (1,26%). Especialistas explicam o motivo da alta na inflação afetar tanto o dia a dia dos brasileiros atualmente.

De acordo com o IPCA, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (11) a taxa de abril deste ano foi a mais alta em 26 anos. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 12,13%, acima dos 12 meses anteriores e a maior desde outubro de 2003 (13,98%).

Em uma pesquisa divulgada pela ABRAS nesta sexta-feira (13)do Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros, mostrou que neste primeiro trimestre os consumidores buscam lojas que apresentam os menores preços, fazem a substituição de marcas mais caras por mais baratas e optam por embalagens de melhor custo-benefício.

“O primeiro trimestre foi marcado pela busca de lojas que operam com preços menores e pela compra de abastecimento concentrada nas semanas próximas do recebimento do salário. Por ora, a troca de marca, a substituição de produtos, a busca por embalagens de melhor custo-benefício e por marcas próprias se mantêm acentuadas para compor a cesta de abastecimento”, explica o vice-presidente Institucional da ABRAS, Marcio Milan.

Além disso, a ABRAS ainda indicou um aumento nas cestas básicas, que tiveram um aumento inflacionário puxado pelo repasse dos custos de produção da cadeia dos alimentos. Especialmente com o aumento do preço do diesel, que impacta o frete na logística dos produtos. Segundo o Instituto, uma cesta com 35 produtos básicos como alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene pessoal e beleza acumula alta de 5,11% no primeiro trimestre. Em março a cesta registrou uma alta de 2,40% e passou de R$ 719,06 em fevereiro para R$ 736,34 em março. Em 12 meses, a alta foi de 15,45%.

Ao mesmo tempo, os trabalhadores que sofrem com uma restrição orçamentária, sendo aqueles que não estão tendo um reajuste na mesma velocidade da inflação, se vêem endividados com a desvalorização do seu poder de compra.

Graziela Fortunato, especialista em finanças pessoais e professora do IAG - Escola de Negócios PUC-Rio, afirma que nesses casos “os consumidores precisam reduzir seus consumos ou podem acabar se endividando para manter o poder de compra”, diz Fortunato.

Para a especialista, apesar da pandemia já ter afetado em muito a economia brasileira, as altas em tantos insumos se deve ao início da guerra na Ucrânia, que começou em 24 de fevereiro deste ano, e que gerou uma alta nos combustíveis no Brasil.

“Com o início da guerra, o preço dos combustíveis aumentaram e isso gerou uma bola de neve na economia brasileira. No país, o serviço de transporte rodoviário é o principal para fazer a entrega de insumos. Com o aumento da gasolina e do diesel, os caminhoneiros foram afetados diretamente, logo, o preço dos alimentos e outros insumos também sofreram esse reajuste. Além disso, o governo atual, que vive em um ano de eleições, têm tomado diversas medidas para conquistar uma reeleição injetando dinheiro no mercado. Isso também contribui para o aumento da inflação” afirma Fortunato.

Segundo Fortunato, o consumidor deve estar preparado para lidar com um ano difícil economicamente. No entanto, a professora destacou que aqueles que retem um conhecimento financeiro, podem ver a diferença no final do mês. “Atualmente, há pessoas que não sabem investir e pessoas que não têm recursos para investir. As pessoas que não sabem devem buscar conhecimento para se proteger da inflação. Aqueles que procuram se informar economicamente com certeza vão se sentir mais protegidos", afirmou a especialista.

5 dicas básicas pra organizar os gastos de despesas mensais

Para conseguir se organizar mensalmente, o especialista em finanças e planejador financeiro, Marlon Glaciano dá dicas básicas de como planejar o pagamento das contas mensais.

A primeira e mais importante de todas dicas será entender quais despesas são obrigatórias e quais não são.

Faça uma lista de suas despesas e as classifique para ter transparência nessa área. Em seguida o especialista indica que o consumidor precisa monitorar as famosas despesas invisíveis. É bem comum ouvir: "Ganho bem e não sobra nada", ressalta Glaciano.

Durante um mês, crie o hábito de anotar as suas despesas independente do valor para entender melhor como está o seu comportamento. A terceira dica tem relação direta com os seus hábitos e comportamentos, principalmente em casa. Verifique se todas as lâmpadas já são de LED, aparelhos eletrônicos ligados na tomada em stand by o dia inteiro sem necessidade, utilização demasiada de ar condicionado.

Seus hábitos impactam diretamente no seus gastos.

Tenha um plano de vôo, essa é a quarta dica. Crie e defina metas, principalmente quanto o assunto for relacionado à supérfluos como comida em aplicativo, assinatura de itens pela internet e tudo o que não for importante e que mesmo sem utilização você tem o hábito de pagar.

Por fim, para que uma família cresça junta, todos os integrantes precisam ter a mesma sintonia. Traga todos para o mesmo compromisso e faça valer a pena toda a sua mudança e dedicação nessa tarefa de organização.

 

Por: iG Economia | Imagem Destacada: Pixabay

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inflação

Prévia da inflação de novembro fica em 0,14%, menor taxa para o mês em 21 anos

Expectativa é que Banco Central volte a cortar a Selic, taxa básica de juros, ainda neste ano; em 12 meses, IPCA chega agora a 2,67%, abaixo da meta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,14% em novembro, acima do registrado em outubro (alta de 0,09%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (22).

Apesar da aceleração, foi o menor resultado para um mês de novembro desde 1998, quando a taxa de inflação recuou 0,11%. Em 12 meses, a alta do IPCA-15 desacelerou para 2,67%, afastando-se ainda mais do piso da meta oficial para 2019, de 4,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

O cenário de inflação fraca mantém aberto o espaço para o Banco Central reduzir novamente a taxa básica de juros, a Selic , em sua última reunião, em dezembro, como já sinalizou. Hoje, a taxa está em 5% ao ano, o menor valor da história.

A aceleração em novembro foi puxada pelos preços de transportes (0,30%), impactados pelo aumento da gasolina (0,80%) e do etanol (2,53%). Os preços do óleo diesel (0,58%) e do gás veicular (0,10%) também subiram, levando o resultado dos combustíveis a um aumento de 1,07%. Já as passagens aéreas tiveram alta de 4,44%.

Os preços do grupo alimentação e bebidas, por sua vez, apresentaram alta de 0,06% em novembro, após três meses consecutivos de deflação . Somente as carnes subiram 3,08% e contribuíram com 0,08 ponto percentual no índice geral do mês. Em 12 meses, a alta chega a 7,76%, mais do que o dobro da inflação.

Leia também: Nascidos em junho e julho sem conta na Caixa podem sacar FGTS a partir desta sexta-feira

O grupo habitação apresentou a maior variação negativa (-0,22%) e ajudou a segurar a inflação em novembro, com impacto de -0,04 ponto percentual no índice geral, favorecido principalmente pela queda no preço médio da energia elétrica (-1,51%), impactada pela redução nas tarifas de concessionárias de São Paulo, Brasília e Goiânia.

Fonte: Brasil Econômico | Imagem: Reprodução

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Inflação oficial

Inflação oficial fica em 0,10% em outubro, menor taxa para o mês desde 1998

No acumulado em 12 meses, IPCA recuou para 2,54%, ficando ainda do piso da meta do governo para o ano (2,75%), o que reforça as apostas de novo corte na taxa básica de juros

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,10% em outubro, influenciado principalmente pela queda no preço da energia, segundo divulgou nesta quinta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se do menor resultado para um mês de outubro desde 1998, quando ficou em 0,02%.

Abaixo do piso da meta de inflação

Com o resultado, o índice oficial de inflação acumula alta de 2,60% em 9 meses. Em 12 meses, o IPCA registra avanço de 2,54%, abaixo dos 2,89% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, ficando abaixo do piso da meta definida pelo governo para o ano, o que reforça as apostas de novo corte na taxa básica de juros, atualmente em 5% ao ano.

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%.

A variação de 2,54% em 12 meses é a menor para esse intervalo desde agosto de 2017 (2,46%).

Veja a inflação de outubro por grupos e o impacto de cada um no índice geral:

  • Alimentação e Bebidas: 0,05% (0,01 ponto percentual)
  • Habitação: -0,61% (-0,10 p.p.)
  • Artigos de Residência: -0,09% (0 p.p.)
  • Vestuário: 0,63% (0,04 p.p.)
  • Transportes: 0,45% (0,08 p.p.)
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 0,40% (0,05 p.p.)
  • Despesas Pessoais: 0,20% (0,02 p.p.)
  • Educação: 0,03% (0 p.p.)
  • Comunicação: -0,01% (0 p.p.)

A inflação de outubro ficou acima da mediana das projeções de 41 analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data, que projetam alta de 0,07% no período.

O IPCA é calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

inflação oficial

Energia elétrica linhas de transmissão — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Queda no preço da energia freia inflação em outubro

Na passagem de setembro para outubro, houve deflação em 3 dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, com destaque para "Habitação" (-0,61%), responsável por um impacto de -0,10 ponto percentual no índice geral.

Segundo o IBGE, a queda no preço da energia foi o principal item que ajudou a frear a inflação em outubro, com impacto de -0,13 ponto percentual no IPCA. Com exceção de Salvador, que teve alta de 0,86%, e Vitória, de 2,24%, todas as áreas pesquisadas registraram recuo nos preços da energia.

“Em setembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1 e, em outubro, passou a vigorar a amarela, cujo acréscimo é menor", explicou o gerente do IPCA, Pedro Kislanov, citando ainda a redução nas tarifas de energia de concessionárias em São Paulo, Brasília e Goiânia.

Roupas tem a maior inflação do mês

Do lado das altas, a maior inflação de outubro foi no grupo "Vestuário" (0,63%). “O preço de vestuário costuma subir nessa época por conta da mudança de estação, que resulta na troca de coleção das lojas”, explicou Kislanov.

O grupo "Transportes" registrou alta de 0,45% em outubro, influenciado pela alta nos preços dos combustíveis (1,38%). A gasolina subiu 1,28%, contribuindo com 0,05 p.p. no índice do mês. Todas as áreas pesquisadas apresentaram alta no preço do combustível, exceto Brasília e São Luís, onde houve queda.

Já o etanol teve alta de 1,90% e o óleo diesel aumento de 1,82%.

Alimentação fora de casa mais cara

A alimentação em domicílio se manteve em queda, pelo sexto mês consecutivo. A redução no preço da cebola (-20,84%) e da batata-inglesa (-9,06%) foram os destaques. Por outro lado, o preço da carne subiu 1,77%.

Já a alimentação fora de casa ficou 0,19% mais cara em outubro. A refeição registrou alta de 0,24%, e o lanche subiu 0,32%.

Perspectivas e meta de inflação

A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que está atualmente em 5% ao ano - a menor da série histórica do BC, que começou em 1986.

A expectativa é que o Banco Central realize novos cortes na Selic ainda neste ano.

O mercado continua projetando para o ano uma inflação bem abaixo do centro da meta central do governo. De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, os analistas das instituições esperam uma inflação de 3,29% em 2019. A previsão dos economistas é que de que os juros terminarão o ano em 4,5%, recuando para 4,25% em fevereiro.

Para 2020, o mercado financeiro mantém a estimativa de inflação de 3,60%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.

Inflação por regiões

Quanto aos índices regionais, 6 das 16 áreas pesquisadas tiveram deflação em relação a setembro, sendo a maior desaceleração registrada no município de São Luís (-0,37%). Já a maior inflação foi a de Campo Grande (0,31%).

Tanto no acumulado do ano quanto na variação dos últimos 12 meses, o município com maior inflação dentre os pesquisados é Fortaleza, com alta de 3,45% em ambos os períodos. Já São Luiz registra o índice mais baixo no acumulado do ano (1,69%), e Curitiba o menor dos últimos 12 meses (1,55%).

Veja todos os índices regionais:

  • Campo Grande: 0,31%
  • Vitória: 0,29%
  • Rio de Janeiro: 0,27%
  • Belém: 0,22%
  • Belo Horizonte: 0,17%
  • São Paulo: 0,14%
  • Salvador: 0,08%
  • Goiânia: 0,07%
  • Aracaju: 0,04%
  • Fortaleza: 0,04%
  • Porto Alegre: -0,01%
  • Recife: -0,07%
  • Brasília: -0,08%
  • Curitiba: -0,12%
  • Rio Branco: -0,14%
  • São Luís: -0,37%

INPC em outubro foi de 0,04%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais, ficou em 0,04% em outubro, ante deflação de 0,05% em setembro. O acumulado do ano está em 2,67% e o dos últimos doze meses foi para 2,55%, contra 2,92% nos 12 meses imediatamente anteriores.

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

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Prévia da inflação

Prévia da inflação fica em 0,08% em agosto, aponta IBGE

Foi o menor resultado para um mês de agosto desde 2010. No ano, indicador acumula alta de 2,51%, e em 12 meses, de 3,22%. Custo da energia elétrica pressionou o índice

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

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crescimento da economia

Mercado projeta crescimento da economia em 0,82%

Crescimento da Economia, estimativa é do Boletim Focus

 

Fonte: Agência Brasil | Imagem: Marcello Casal Jr. (Agência Brasil)

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Inflação negativa

Inflação negativa de 0,21% é o menor resultado para um mês de novembro desde o início do Plano Real; no acumulado do ano, taxa é de 3,59%

Inflação Negativa

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido por medir a inflação oficial do Brasil, registrou taxa negativa de 0,21% em novembro. O número foi divulgado nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado de novembro é o melhor registrado desde julho deste ano, quando o índice apresentou deflação - ou seja,  a  inflação negativa, que aparece quando os preços dos produtos e serviços caem - de 0,23%. Esse número também representa a segunda deflação do ano - a primeira foi em agosto , quando a taxa ficou negativa em 0,09%.

De acordo com os dados do IBGE, se comparados todos os meses de novembro de anos anteriores, essa foi a menor taxa para a data desde a implantação do Plano Real, em 1994. Em novembro de 2017, a inflação ficou positiva em 0,28%.

Fonte: Brasil Econômico | Imagem: Tânia Rego/Agência Brasil

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expectativa da inflação

Mercado eleva expectativa da inflação para 4,40%, indica Boletim Focus

Pesquisa do Banco Central com as principais instituições financeiras do País também indicou uma pequena retração na expectativa do PIB para 1,34%

Fonte: Brasil Econômico | Imagem: Shutterstock

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Prévia da inflação oficial

Prévia da inflação oficial desacelera e fica em 0,13% em agosto, aponta IBGE

Prévia da inflação oficial desacelera e fica em 0,13% em agosto, aponta IBGE

Esta é a menor taxa para um mês de agosto desde 2010. No acumulado do ano, a variação foi de 3,14% e o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 4,30%

O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, desacelerou de 0,64% em julho para 0,13% em agosto, conforme divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, esta é a menor taxa do IPCA-15 para um mês de agosto desde 2010, quando ficou em -0,05%. No acumulado do ano, a variação foi de 3,14%. Já o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 4,30%, abaixo dos 4,53% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Para o cálculo do IPCA-15, o IBGE mediu a variação dos preços no período de 13 de junho a 13 de julho.

O que mais influenciou a desaceleração do índice foram os preços do grupo de Transportes, que registraram deflação de -0,87%, o que representou o maior impacto negativo na composição do indicador (-0,16 p.p).

A deflação neste grupo, segundo o IBGE, se deu em função da queda observada nos preços das passagens aéreas (- 26,01%), que correspondeu ao principal impacto negativo no índice do mês (-0,10 p.p.). Também contribui a redução de 1,32% nos preços dos combustíveis, que vieram em queda pelo segundo mês seguido, com reduções nos preços médios do etanol (-5,80%), do óleo diesel (- 0,50%) e da gasolina (-0,40%).

A alta no grupo Habitação (1,10%) foi influenciada, principalmente, por reajustes nos preços da energia elétrica, que tiveram alta de 3,59% no país. Segundo o IBGE, este foi maior impacto individual no índice do mês, com 0,14 p.p.

Os principais reajustes nas tarifas de energia elétrica foram de 15,84% por uma das concessionárias pesquisadas em São Paulo, em vigor desde 4 de julho, e o reajuste médio de 12% registrado em Belém, vigente desde 7 de agosto.

Em Saúde e cuidados pessoais a alta foi puxada pelo item plano de saúde, que teve alta de 0,81%, refletindo o reajuste de 10% autorizado em 27 de junho pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com vigência retroativa a maio, aplicado nos planos individuais novos (contratos vigentes a partir de 1999).

Alta dos alimentos perde força

O IBGE destacou que os preços dos alimentos, grupo de consumo que responde por cerca de 1/4 das despesas das famílias, desacelerou de 0,61% em julho para 0,03% em agosto. A principal influência para esta desaceleração partiu da alimentação no domicílio, que recuou -0,43% devido à redução nos preços itens importantes no consumo dos brasileiros como cebola (-29,72%), tomate (-16,41%) e batata-inglesa (-15,49%).

Também tiveram quedas os preços das carnes, que haviam apresentado alta de 1,10% em julho e recuaram 1,39%, e das frutas (-1,97%) – segunda queda consecutiva.

Dentre os produtos que tiveram altas nos preços em agosto, destacam-se o leite longa vida (3,58%), o arroz (2,11%) e o pão francês (1,34%).

Já a alimentação fora do domicílio acelerou de 0,38% em julho para 0,84% em agosto. As principais altas foram para o lanche (1,63%) e a refeição (0,67%).

Fonte: G1  | Imagem: Paulo Whitaker/Reuters

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cenário 'confortável' para a inflação

Sem choques adicionais na economia, BC vê cenário ‘confortável’ para a inflação

Sem choques adicionais na economia, BC vê cenário 'confortável' para a inflação

Informação está na ata da última reunião do Copom, que manteve os juros em 6,5% ao ano. Em cenário estável, BC vê inflação na meta em 2018 e 2019, sem necessidade aumento de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou nesta terça-feira (7), por meio da ata de sua última reunião – quando a taxa Selic ficou estável em 6,5% ao ano – que, na ausência de "choques adicionais" sobre a economia, o cenário inflacionário deve revelar-se "confortável".

Os membros do Copom – colegiado formado pela diretoria e presidente da instituição e responsável por fixar os juros básicos da economia – concordaram que a inflação no mês de junho, que somou 1,26% (maior taxa para o mês de junho desde 1995), refletiu efeitos "significativos" da paralisação no setor de transportes e outros ajustes de preços relativos.

Acresentaram, porém, que projeções de inflação para julho e agosto reforçam a visão de que os "efeitos desses choques devem ser temporários".

O Banco Central optou por não indicar quais podem ser os próximos passos na definição da taxa básica de juros. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 18 e 19 de setembro.

"O maior nível de incerteza da atual conjuntura gera necessidade de maior flexibilidade para condução da política monetária [definição dos juros], o que recomenda abster-se de fornecer indicações sobre os próximos passos da política monetária", explicou o BC.

Com a manutenção dos juros básicos em 6,5% ao ano na semana passada, a terceira consecutiva, a taxa Selic continuou no menor nível da série histórica do Banco Central – que teve início em 1986.

Expectativa do mercado e previsões do BC

expectativa dos analistas do mercado, coletada semanalmente por meio de pesquisa do BC com mais de 100 instituições financeiras, é de que os juros devem permanecer em 6,5% ao ano até o fim de 2018 e depois subir para 8% ao ano até o fechamento do ano que vem. Ou seja, a expectativa é de alta nos juros em 2019.

Na ata do Copom, divulgada nesta terça-feira, o BC avalia que a inflação deve ficar em 4,2% neste ano e em 3,8% em 2019, considerando o aumento da taxa básica de juros para 8% ao ano até o fim de 2019, e também a taxa de câmbio esperada pelo mercado (R$ 3,70 por dólar no fim de 2018 e de 2019).

Porém, o BC também informou que, se a taxa de câmbio ficar constante em R$ 3,75 por dólar e os juros permanecerem no atual patamar de 6,5% ao ano, suas previsões oficiais de inflação, para este ano e para o próximo, estão em 4,2% e 4,1%, respectivamente.

Deste modo, o BC indica que, sem alterações no cenário básico projetado para a economia, não será necessário subir os juros básicos no próximo ano para atingir a meta central de inflação de 4,25% fixada para o ano de 2019.

Riscos inflacionários

O BC aponta, porém, que há riscos inflacionários que podem alterar as atuais perspectivas de inflação.

Segundo a instituição, uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira "pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária (definição dos juros)".

"Esse risco se intensifica no caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes. O Comitê julga que esses últimos riscos permanecem em níveis mais elevados", acrescentou o Copom, por meio da ata de sua última reunião.

Atividade fraca

Por outro lado, o BC também avalia que a economia "segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego".

O BC acrescentou que o cenário básico do Copom, para a economia brasileira, contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, "embora em ritmo mais gradual que o estimado" antes da paralisação dos caminhoneiros.

Por fim, o Copom avaliou que existe a possibilidade de propagação do nível baixo de inflação passada, e do nível de ociosidade ainda elevado, para a trajetória de inflação – que pode ficar "abaixo do esperado".

Decisão do Copom

A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5% (com teto de 6,5%) e, para 2019, é de 4,25% (teto de 5,75%).

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o BC reduz os juros; quando estão acima da trajetória esperada, a taxa Selic é elevada.

Nessa última reunião, e nas próximas deste ano, o BC começa a focar suas definições sobre a taxa de juros com base no cenário de inflação projetado para o ano de 2019 - pois as decisões sobre a taxa Selic demoram cerca de seis meses para terem impacto pleno na economia e nos preços.

Fonte: G1 | Imagem: Pixabay

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inflação

IPCA acumulado até outubro é o menor para o mês desde 1998

IPCA acumulado até outubro é o menor para o mês desde 1998

No ano, inflação oficial acumula avanço de 2,21%, segundo o IBGE. De setembro para outubro, o índice ganhou força, puxado por energia elétrica e botijão de gás.

A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), ganhou força de setembro para outubro, passando de 0,16% para 0,42%. No entanto, o índice acumulado no ano, que ficou em 2,21%, é o menor para outubro desde 1998.

Em 12 meses até outubro, a inflação está em 2,70%, acima dos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, na comparação mensal, o IPCA havia registrado variação de 0,26%.

Em outubro, ficaram mais caras as despesas com habitação (1,33%), vestuário (0,71%), saúde e cuidados pessoais (0,52%), transportes (0,49%), comunicação (0,4%) e educação (0,06%). Os preços relativos a alimentos e bebidas (-0,05%) e a artigos de residência (-0,39%) tiveram redução de preços, de acordo com o IBGE.

A energia elétrica foi o item que exerceu a maior influência sobre o IPCA. Isso porque o custo ficou, em média, 3,28% mais caro. Em outubro, entrou em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2. Com isso, houve uma cobrança adicional de R$ 3,50 a cada 100 Kwh consumidos.

Também pesou o valor do botijão de gás, cujo preço subiu 4,49% depois de ter sido aprovado um reajuste de 12,9% nas refinarias.

O preço dos alimentos caiu em outubro, mas em ritmo menor do que o registrado no mês anterior (-0,41%). Alguns produtos ficaram mais caros, com destaque para a batata-inglesa (alta de 25,65%) e o tomate (4,88%). Na outra ponta estão o feijão-mulatinho (-18,41%), o leite longa vida (-2,99%) e o arroz (-1,14%). De acordo com o IBGE, no ano, o é o menor registrado para o período desde a implantação do Plano Real em 1994.

Entre as regiões analisadas pela pesquisa, o IPCA mais baixo partiu de Vitória (-0,10%) e o mais alto, de Goiânia (1,52%).

Previsões

De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, mais recente, os economistas do mercado financeiro estimam que a inflação fechará o ano em 3,08%, acima do piso de 3% do sistema brasileiro de metas. Entretanto, a previsão segue abaixo da meta central para a inflação em 2017, de 4,5%.

INPC

O IBGE também apresentou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 0,37% em outubro e acumula ata de 1,62% no ano: a menor variação acumulada para o período desde a implantação do Plano Real. Em 12 meses, o avanço é de 1,83%. Em outubro de 2016, o INPC registrou 0,17%.

Fonte: G1

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