tecnologia e logística

Profissionais de tecnologia e logística terão mais oportunidades de emprego após a pandemia

Novos hábitos criados pelo isolamento social aceleraram tendências, que devem aumentar demanda por técnicos em logística e de telecomunicações, assim como criar novas ocupações, como o analista de alta conectividade

A pandemia de Covid-19 acelerou tendências que afetam o mercado de trabalho e deve criar mais oportunidades de emprego para profissionais de tecnologia e logística, de acordo com projeção feita pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). A previsão é que surjam, em até cinco anos, novos profissionais para responder, por exemplo, à maior necessidade por internet ultrarrápida em um novo mundo online.

Na lista estão o analista de soluções de alta conectividade e o orientador de trabalho remoto. Profissões já existentes também ganham mais fôlego e devem ter demanda aumentada, como os técnicos em mecatrônica e em telecomunicações.

“O SENAI, que é especialista no acompanhamento do mercado de trabalho, havia apontado a tendência de surgimento, em médio e longo prazo, de 30 novas ocupações devido à 4ª Revolução Industrial. A pandemia intensificou, de forma dramática, esse processo de atualização tecnológica, o que deve antecipar para 2021 e anos seguintes uma demanda que estava prevista para daqui a cinco ou dez anos”, explica o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi. “O novo comportamento das pessoas e das empresas também vai exigir maior especialização de profissionais em algumas áreas, criando novas ocupações”, explica ele.

As previsões são feitas com base no Modelo SENAI de Prospectiva, metodologia que permite identificar quais serão as tecnologias utilizadas no ambiente de trabalho e as mudanças na estrutura organizacional das empresas em um horizonte de cinco a 15 anos. O trabalho é feito a partir da aplicação de um painel com cerca de 20 especialistas – representantes de empresas e de universidades por setor estudado.

Em seguida, as informações são enviadas aos Comitês Técnicos Setoriais, que elaboram novos perfis e atualizam aqueles existentes. O objetivo é desenvolver competências que se destacarão no futuro devido ao processo de evolução tecnológica e organizacional nos diversos setores industriais brasileiros.

O método é utilizado para embasar as decisões do SENAI sobre a oferta de cursos e seus currículos e já foi transferido a instituições de mais de 20 países na América do Sul e no Caribe. A metodologia foi apontada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como exemplo de experiência bem sucedida na identificação da formação profissional alinhada às necessidades futuras das empresas.

Na tabela a seguir, mostramos as novas ocupações que serão impactadas por tendências no mundo Pós-covid-19, os cursos de formação e alguns cursos de aperfeiçoamento profissional disponíveis na plataforma Mundo SENAI, que ajudarão os profissionais a se prepararem para este novo cenário.

O trabalho feito de casa, ou home office, que se disseminou durante a pandemia, é uma das tendências que deve impactar o mundo profissional. Algumas empresas já manifestaram intenção de manter pelo menos parte de seus funcionários a distância depois que o Covid-19 for vencido. O que será a realidade permanente para milhares de brasileiros abre um campo de atuação para um novo profissional: o orientador de trabalho remoto.

A previsão é que esse especialista ajude trabalhadores, por exemplo, a se adequar às ferramentas de informática e às rotinas do teletrabalho, assim como deve orientar quanto a medidas para garantir saúde física e mental.

A previsão também é que a educação a distância se aprofunde, pois muitos brasileiros descobriram, devido ao isolamento social, as vantagens e limitações de estudar pela internet. Como a abordagem e os métodos pedagógicos precisam ser diferentes das aulas presenciais, a avaliação é que há espaço para o surgimento da ocupação de desenvolvedor de aulas para educação a distância e online. Além do conhecimento específico, esse profissional deve saber lidar com tecnologias já usadas no ensino, como realidade virtual e aumentada, inteligência artificial e impressão 3D, entre outras.

Ambiente virtual deve se diversificar e exigir mais infraestrutura

O sucesso das lives de artistas durante a pandemia também deve impulsionar e diversificar o entretenimento online, assim como devem ser expandidas experiências como a telemedicina e as compras online. Esse novo ambiente virtual vai exigir das empresas a utilização de produtos e sistemas tecnológicos mais complexos, com foco na experiência do usuário. Isso deve demandar, prevê o SENAI, profissionais altamente especializados no desenvolvimento de sistemas, programação multimídia, de jogos e ambientes digitais. Devem ganhar espaço no mercado os técnicos desenvolvedores de sistemas, programadores multimídia e o técnico em jogos digitais, entre outros.

Com todo esse novo tráfego na rede mundial de computadores, a expectativa é que seja necessária uma nova infraestrutura de internet no Brasil, que deve se expandir com a chegada do 5G ao país. Por isso, espera-se maior demanda, por exemplo, por profissionais de telecomunicações que desenvolvam e ofereçam soluções de alta conectividade.

A previsão também é que as empresas, especialmente industriais, apostem mais em tecnologias da Indústria 4.0, como automação e digitalização, caso persista a necessidade do distanciamento social, e em internet das coisas (IoT), big data e inteligência artificial devido aos novos hábitos de consumo digital dos brasileiros.

Esse cenário deve abrir oportunidades para novos profissionais como o analista em soluções de alta conectividade, o especialista em análise de grandes volumes de informações (big data) e o especialista em IoT. Deve também ampliar oportunidades de empregos para ocupações existentes, como o técnico em sistemas de transmissões, o técnico em mecatrônica e automação industrial, o técnico em eletroeletrônica e eletricistas. Reforçará ainda a atual necessidade de profissionais que trabalhem com segurança cibernética para evitar ciber ataques, fraudes e roubos de dados.

Logística mais moderna vai demandar novo profissional na área

Em um mundo pós-Covid-19, a previsão é que haja reordenamento das cadeias globais de valor e a intensificação das compras online. As empresas vão precisar ter um sistema logístico mais robusto, por exemplo com maior controle de integridade (produtos certos, no momento certo, local, condição de quantidade e ao custo certo) e aumento da transparência (visibilidade da cadeia de suprimentos). Acredita-se que se buscará construir cadeias de suprimentos mais enxutas, ágeis, resilientes e ambientalmente sustentáveis.

Esse cenário abre espaço para profissionais que trabalham com a chamada Logística 4.0, combinação do uso da logística com as inovações e aplicativos de dados em tempo real para se obter mais eficiência e eficácia. O SENAI prevê o possível surgimento do especialista em logística 4.0 para trabalhar no monitoramento da oferta de suprimentos de produção, bem como na identificação da demanda pelos produtos fabricados. Ele precisará atuar ao lado de profissionais de gestão da informação e big data na estratégia produtiva das empresas, desde a compra dos insumos até a distribuição dos produtos.

O aumento da difusão da impressão 3D também poderá influenciar na nova organização das cadeias de suprimentos, pois permite a fabricação local de peças simples, sem a necessidade de um longo processo de compra e espera na importação. Durante o período mais agudo da pandemia, a manufatura aditiva ajudou a suprir a falta de peças e insumos destinados à área de saúde. Diante disso, a projeção que é o especialista em impressão 3D, novo profissional já previsto anteriormente pelo SENAI, deve ganhar mais espaço no mercado de trabalho.

Países importadores de bens essenciais podem passar ainda a estabelecer processos mais rigorosos nos procedimentos de compra, em particular para evitar problemas sanitários. Caso essa tendência se consolide, haverá necessidade de mais profissionais especializados em normas e legislações nacionais e internacionais para orientar a adequação dos fluxos produtivos e dos produtos às possíveis barreiras não tarifárias.

SENAI já possui cursos online nas profissões do futuro

O SENAI já oferta cursos que preparam o profissional para as profissões que devem crescer no pós-pandemia. Na lista estão cursos para se aprofundar nas tecnologia digitais: Desvendando a Indústria 4.0, Desvendando a Blockchain, Desvendando o Lean Manufacturing, e Desvendando o BIM (Building Information Modeling). Há também cursos sobre inteligência artificial com aplicações na indústria, e de programação móvel para Internet das Coisas (IoT).  Acesse a plataforma Mundo SENAI para mais informações.

Além disso, o SENAI abriu vagas em cursos de aperfeiçoamento que vão dialogar diretamente com as demandas que deverão surgir no pós-pandemia. Conhecimentos fundamentais da Indústria 4.0, como robótica colaborativa, computação em nuvem e digitalização de processos são algumas das novidades entre os cursos que passam a ser oferecidos.

Fonte: CNI | Imagem destacada: Reprodução

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mercado

Mercado reduz expectativa de inflação em 2020 e vê dólar mais baixo

Previsão de inflação deste ano passou de 3,60% para 3,58%. Economistas reduziram de R$ 4,09 para R$ 4,04 a projeção para o dólar no fim de 2020

Os economistas do mercado financeiro reduziram sua estimativa de inflação para este ano e também passaram a projetar um dólar menor no fim de 2020.

As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC). Os dados constam de um levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

De acordo com o boletim, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2020 de 3,60% para 3,58%.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%. O intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,5% a 5,5%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

No ano passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, fechou em 4,31%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4,25%. Foi a maior inflação anual desde 2016.

Para 2021, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,75%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Produto Interno Bruto

O mercado financeiro manteve a previsão de crescimento de 2,30% para a economia brasileira em 2020. Para o próximo ano, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 2,50%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Outras estimativas

  • Taxa de juros: o mercado manteve a previsão para a taxa Selic no fim de 2020 em 4,5% ao ano. Atualmente, a taxa de juros já está nesse patamar. Para o fechamento de 2021, a expectativa do mercado para a taxa Selic recuou de 6,50% para 6,25% ao ano.
  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 recuou de R$ 4,09 para R$ 4,04 por dólar. Para o fechamento de 2021, continuou em R$ 4 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 caiu de US$ 38,20 bilhões para US$ 37,31 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado recuou de US$ 35,60 bilhões para US$ 35 bilhões.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, permaneceu em US$ 80 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas subiu de US$ 84,40 bilhões para US$ 84,75 bilhões.

Fonte: G1 | Imagem: Pixabay

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profissões

CNI e Senai listam 30 profissões promissoras para a indústria 4.0

A projeção inclui oito setores da indústria

A transformação digital em busca de competitividade levará setores tradicionais da indústria a criar vagas de nível médio e superior em ao menos 30 profissões listadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A projeção inclui oito setores da indústria e contou com a participação de 20 especialistas, envolvendo representantes de empresas, de sindicatos de trabalhadores e de universidades, além de analistas do próprio Senai.

Chamada indústria 4.0, a nova fase já produz transformações em setores como o automotivo, de alimentos e bebidas e de petróleo e gás, integrando o mundo físico e o virtual por meio de tecnologias digitais, como internet das coisas, big data e inteligência artificial.

O setor automotivo está entre os que mais demandará profissionais para vagas ligadas à transformação digital, que trará tecnologias como a robótica colaborativa para a rotina da produção. Segundo o estudo do Senai, entre 31% e 50% das empresas do segmento vão criar vagas de mecânico de veículos híbridos, mecânico especialista em telemetria, programador de unidades de controles eletrônicos e técnico em informática veicular.

Na indústria de alimentos e bebidas, está prevista a criação de oportunidades para técnicos em impressão de alimentos, especialista em aplicações de tecnologias de informação e comunicação para rastreabilidade de alimentos e especialista em aplicações de embalagens para alimentos.

Já na construção civil, são cinco as profissões listadas: integrador de sistema de automação predial, técnico de construção seca, técnico em automação predial, gestor de logística de canteiro de obras e instalador de sistemas de automação predial.

Futuro

Com a transformação digital se espalhando por diversos setores, os profissionais de tecnologia da informação são os que têm pela frente um dos futuros mais otimistas e terão oportunidades em todos os setores da economia. Entre as ocupações que devem ganhar mais relevância nesse segmento está o analista de internet das coisas, o engenheiro de cibersegurança, o analista de segurança e defesa digital, o especialista em big data e o engenheiro de softwares.

Um dos pioneiros do início da industrialização no Brasil e no mundo, o setor têxtil continuará a se transformar, com novas tecnologias colaborando para a concepção e a fabricação de novas peças. Roupas capazes de emitir informações a partir do tecido ou de sensores estão entre as inovações que ganharão mais popularidade, e profissionais como o técnico de projeto de produtos de moda, o engenheiro de fibras têxteis e o designer de tecidos avançados estarão por trás dessas transformações.

As outras dez profissões listadas estão nas áreas de Máquinas e Ferramentas (projetista para tecnologias 3D, operador de High Speed Machine, programador de ferramentas CAD/CAM/CAE/CAI e técnico de manutenção em automação); de Química e Petroquímica (técnico em análises químicas com especialização em análises instrumentais automatizadas, técnico especialista no desenvolvimento de produtos poliméricos e técnico especialista em reciclagem de produtos poliméricos); e de Petróleo e Gás (especialista em técnicas de perfuração, especialista em sismologias e geofísica de poços e especialista para recuperação avançada de petróleo).

O Senai destaca que, apesar das novas oportunidades, o cenário vai exigir que os profissionais mantenham um processo contínuo de atualização e aprendizado ao longo da vida, com permanentes requalificações. Também devem ganhar mais importância as competências socioemocionais, chamadas de softskills, que incluem a capacidade de trabalhar bem em equipe e a criatividade. As estruturas empresariais tendem a ser menos verticalizadas e a exigir uma rotina mais colaborativa para aumentar a produtividade, prevê o Senai.

O futuro do trabalho diante da 4ª Revolução Industrial está em debate na manhã de hoje (24) no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, em um seminário promovido pela Confederação Nacional da Indústria e por seis centrais sindicais: CSB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT. A formação do trabalhador e as transformações no sistema produtivo estão entre os temas discutidos.

profissões

Estudo do Senai aponta 30 profissões que surgirão ou serão reforçadas com a indústria 4.0. - Senai/Reprodução (Foto: Agência Brasil)

Fonte: Época Negócios | Imagem: Reprodução

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habilidades

Mercado vai valorizar mais comunicação do que capacidade técnica

No Brasil, 7,2 milhões deverão ser treinados em novas habilidades

Menos treinamento e mais relacionamento. No futuro, o mercado de trabalho vai valorizar mais habilidades interpessoais do que técnicas.

Essa é uma das conclusões do estudo do Institute for Business Value (IBV), feito pela International Business Machines Corporation (IBM) e divulgado no mês de setembro.

Segundo a publicação, nos próximos três anos, 120 milhões de trabalhadores nas dez maiores economias do mundo precisarão de recapacitação profissional como resultado do impacto da utilização de Inteligência Artificial e Automação Inteligente no mercado de trabalho. E essa capacitação não deve ser necessariamente técnica.

Só no Brasil, 7,2 milhões de profissionais terão que ser treinados em novas habilidades. E parte desse treinamento vai ter que vir do próprio empregador. “O mercado de talentos está saturado, há uma necessidade da empresa de olhar para a própria força de trabalho”, diz Christiane Berlinck, diretora de RH da IBM Brasil.

A pesquisa feita com quase 6 mil CEOs (sigla, em inglês para Chief Executive Officer - Diretor Executivo em português)  de 48 países indica que 59% reclamam de não contar com pessoas, habilidades ou recursos necessários para executar suas estratégias de negócios. Segundo o estudo, o tempo investido para capacitar um profissional em uma nova habilidade aumentou 10 vezes em apenas 4 anos. No Brasil, por exemplo, o tempo passou de quatro para 40 dias.

E porque esse movimento ocorre? “Num mundo com tarefas automatizadas a gente vai precisar de uma sofisticação do profissional para garantir a continuidade de capacitação. Na área de tecnologia tem ainda um agravante que a atualização é muito rápida dos sistemas. Talvez seja a indústria que primeiro sofra nesse ponto de escassez de talentos. E por isso a que mais investe na capacitação da força de trabalho”, comenta Christiane.

E não é só da capacitação técnica que a diretora de RH está falando. A parte dos 120 milhões de trabalhadores que tem mais chance de despontar deve investir também nas “soft skills”, que dizem respeito à personalidade e ao comportamento. As “hard skills” falam das habilidades técnicas: é saber programar, usar ferramentas e até, para quem, por exemplo, é jornalista, escrever um texto com coerência e sentido.

Segundo Daniel Goleman, no livro Inteligência Emocional, as “soft skills” são as capacidades mentais, emocionais e sociais que as pessoas adquirem ao longo da vida. São conquistadas por vivências, contexto cultural, educação.

A escola, a universidade, o grupo de amigos, e como se relacionar com todos esses agentes, fazem parte do pacote desenvolvido pelas “soft skills”. Se essas características começam a se desenvolver já na infância, requerem atenção durante toda a vida, em especial para quem quer trabalhar em um ambiente corporativo.

Nesse cenário, a pesquisa concluiu que enquanto novas aptidões estão surgindo rapidamente, outras estão se tornando obsoletas. No caso do Brasil, em 2016 habilidades críticas eram "capacidade de se comunicar efetivamente em um contexto de negócios" e "Recursos técnicos CTEM - ciência, tecnologia, engenharia e matemática". Já em 2018, as duas principais habilidades procuradas foram as comportamentais "gerenciamento de tempo e capacidade de priorizar" e "disposição de ser flexível, ágil e adaptável às mudanças".

Para Goleman, as habilidades comportamentais mais importantes são: colaboração, flexibilidade, trabalhar sob pressão, comunicação eficaz, orientação para resultados e liderança de equipe. O autor sugere ainda características que profissionais precisam ter para desenvolver a inteligência emocional como “método emocional de autogerenciamento” (por exemplo, meditação), gerenciamento do tempo (saber priorizar) e apostar na cultura do feedback (permitir que as pessoas avaliem suas habilidades).

Para Christiane, desenvolver as habilidades técnicas e as interpessoais é também trabalho das empresas pois isso significa criar um ambiente de trabalho mais flexível, colaborativo e empático.  “Esse mapa de talentos é limitado, se as empresas não fizerem nada para cobrir essa necessidade de mão de obra existe o risco da própria organização não conseguir crescer o seu negócio por falta de pessoas qualificadas”, comenta.

Fonte: Agência Brasil | Imagem: Governo do Espírito Santo/Divulgação

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Disparada do dólar

Disparada do dólar encarece dívidas de empresas no exterior em R$ 115 bi

Disparada do dólar encarece dívidas de empresas no exterior em R$ 115 bi

Ainda que os empréstimos não tenham crescido, a variação cambial faz com que sejam necessários mais reais para pagar o mesmo compromisso

A disparada do dólar aumentou em R$ 115 bilhões o total que bancos e empresas terão de desembolsar para fazer frente às dívidas no exterior. Ainda que os empréstimos na moeda estrangeira não tenham crescido, a variação cambial faz com que sejam necessários mais reais para pagar o mesmo compromisso.

O quadro pode gerar ainda mais preocupação com a informação do Banco Central de que 46,9% das empresas com dívida em dólar não contam com proteção à variação do câmbio.

Dados do BC mostram que a dívida externa de bancos e empresas somava US$ 471,2 bilhões no fim de março. Esse valor inclui empréstimos bancários, títulos de dívida, crédito comercial e operações intercompanhias.

Em dólar, o montante não oscila expressivamente há três anos. Convertida para reais, a dívida passou do equivalente a R$ 1,556 trilhão no fim de março para R$ 1,672 trilhão na última quinta (dia 10) – uma diferença de R$ 115 bilhões.

O cenário pode trazer preocupação especialmente para empresas que eventualmente tomaram crédito em outros países, mas não estavam preparadas para o dólar mais caro.

O tema tem surgido discretamente em análises de economistas, executivos e investidores e pode ganhar força à medida que o dólar avança ou com o passar das próximas semanas.

Isso porque a conta para quitar dívidas continua chegando às empresas e bancos, que têm compromissos de US$ 84,4 bilhões até dezembro. Maio é o segundo mês que mais concentra compromissos neste ano: US$ 12 bilhões em principal e juros. À frente, só dezembro com outros US$ 22,8 bilhões.

Tantas cifras podem despertar ainda mais atenção diante de duas informações. A primeira é a que indica que quase metade das companhias consultadas em 2014 pelo próprio BC não se protegia contra a oscilação do dólar com o chamado “hedge”.

“As empresas não exportadoras sem hedge representam quase metade da dívida total em moeda estrangeira”, destaca um estudo do BC. O restante das firmas estava protegida no mercado ou porque tinha receita em dólar.

Uma dessas empresas é a estatal Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). Em 30 de março, a empresa registrava dívida de US$ 30,6 milhões. Ela avalia que a recente disparada do dólar deve elevar o gasto no próximo vencimento, em julho, em R$ 747 mil. A Corsan não tem hedge, mas explicou em nota que o “caixa está preparado para esse desembolso adicional” e que a exposição cambial da empresa é relativamente baixa: 6,9% da dívida total.

Periodicamente, o BC estima o total da dívida externa das empresas sem proteção cambial. O dado mais recente, de dezembro de 2016, mostrava valor equivalente a 9% do Produto Interno Bruto (PIB).

O patamar é maior que os 8% de 2014, primeira pesquisa. Ainda que parte dessa dívida desprotegida conte com algum tipo de resguardo indireto – como um ativo ou sede no exterior, essas companhias administram o caixa com compromissos futuros em moeda estrangeira sem seguro contra a disparada da moeda.

Com quase metade das empresas desprotegidas, o BC sugere atenção a eventuais mudanças na economia. O estudo da instituição diz que em um “hipotético cenário de reversão” há dois pontos a observar com cautela nas empresas com exposição ao câmbio: “potenciais impactos na capacidade de pagamento das empresas e no total do endividamento”.

Economistas avaliam que as últimas semanas reforçam a percepção de que a mudança de cenário hipotética mencionada pelo BC está em curso.

Desde março, o dólar subiu mais de 7% e já bateu em R$ 3,60, crescem as incertezas sobre as eleições no Brasil, o aperto do juro nos EUA pode ser mais intenso que o esperado e surgiu uma inesperada crise na Argentina com direito até ao FMI.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame | Imagem: Pixabay

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mais inflação e alta maior do PIB

Mercado financeiro prevê mais inflação e alta maior do PIB em 2017

Mercado financeiro prevê mais inflação e alta maior do PIB em 2017

Analistas dos bancos elevaram de 3% para 3,06% estimativa para o IPCA deste ano. Relatório Focus também subiu para 0,73% previsão de alta do PIB de 2017.

 
 

Os economistas do mercado financeiro elevaram pela terceira semana consecutiva sua estimativa de inflação para este ano e também passaram a estimar uma expansão um pouco maior do nível de atividade em 2017. Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, os analistas dos bancos subiram a estimativa de crescimento de 0,72% para 0,73%.

Segundo o relatório conhecido como "Focus", divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, a inflação deste ano deve ficar em 3,06%, na mediana. No relatório anterior, os economistas estimavam que ficaria em 3%.

Com o aumento, a inflação estimada pelo mercado para este ano continua acima do piso de 3% do sistema brasileiro de metas. Entretanto, a previsão segue abaixo da meta central para a inflação em 2017, de 4,5%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para este ano e para 2018, a meta central é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. Deste modo, a inflação pode ficar entre 3% e 6% sem que a meta seja formalmente descumprida.

No caso da inflação para 2018, a previsão do mercado ficou estável em 4,02% na última semana. Com isso, a estimativa do mercado continua abaixo da meta central, mas dentro da banda do sistema de metas (entre 3% e 6%).

PIB e juros

Além da previsão de 0,73% para o PIB deste ano, os analistas do mercado mantiveram para 2018 a estimativa de expansão da economia em 2,5%.

Os economistas dos bancos também mantiveram a previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, que deve encerrar 2017 em 7% ao ano. Atualmente, a taxa está em 8,25% ao ano.

Ou seja, os analistas continuaram estimando uma redução dos juros neste ano. Se o patamar previsto de 7% ao ano for atingido no fim de 2017, esse será o menor nível já registrado (até então a menor taxa era de 7,25% ao ano).

Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic também ficou estável em 7% ao ano. Com isso, continuaram prevendo que os juros ficarão estáveis no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 subiu de R$ 3,15 para R$ 3,16.

Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana ficou estável em R$ 3,30.

A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2017, subiu de US$ 63,7 bilhões para US$ 64,7 bilhões de resultado positivo.

Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit avançou de US$ 50,5 bilhões para US$ 51,5 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas subiu de US$ 78,5 bilhões para US$ 80 bilhões.

Fonte: G1

inflação

Mercado financeiro prevê, pela 1ª vez, inflação abaixo de 3% neste ano

Mercado financeiro prevê, pela 1ª vez, inflação abaixo de 3% neste ano

Se previsão se confirmar, haverá descumprimento da meta de inflação, e BC terá de redigir carta explicando porque isso aconteceu. Estimativa foi feita por analistas do mercado no relatório Focus.

Os economistas do mercado financeiro reduziram novamente a estimativa de inflação para 2017 e, desta vez, passaram a estimar, pela primeira vez, um IPCA abaixo de 3% para este ano.

As previsões foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (25) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas.

De acordo com o levantamento do BC, a inflação deste ano deve ficar em 2,97%, na mediana. No relatório anterior, feito com base nas previsões coletadas pelo Banco Central na semana retrasada, os economistas estimavam que a inflação ficaria em 3,08%. Foi a quinta redução seguida do indicador de inflação.

A nova previsão mantém a inflação abaixo da meta central para o ano, que é de 4,5%, e, também, abaixo do piso de 3% do sistema brasileiro de metas – algo que, se for confirmado, ocorrerá pela primeira vez no regime de metas, que começou em 1999.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Pelo sistema brasileiro, a meta central é de 4,5% para este ano e para 2018, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo, de modo que a inflação pode ficar entre 3% e 6% sem que seja formalmente descumprida.

Quando a meta de inflação é descumprida, o presidente do Banco Central, neste caso Ilan Goldfajn, tem de escrever uma carta pública ao ministro da Fazenda explicando as razões para a variação fora da previsão.

Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação recuou de 4,12% para 4,08% na última semana. Essa foi a quarta redução consecutiva da estimativa para o próximo ano. O índice segue abaixo da meta central (que também é de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período.

PIB e juros

Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, o mercado financeiro subiu sua estimativa de crescimento de 0,60% para 0,68% na semana passada.

Para 2018, os economistas das instituições financeiras elevaram a estimativa de expansão da economia de 2,20% para 2,30%. Foi a terceira alta seguida no indicador.

As estimativas de crescimento começaram a subir com mais intensidade após a divulgação do resultado do PIB do segundo trimestre deste ano – que avançou 0,2% contra os três primeiros meses deste ano.

O mercado financeiro também manteve sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 7% ao ano para o fechamento de 2017. Atualmente, a taxa está em 8,25% ao ano.

Ou seja, os analistas continuaram estimando uma redução dos juros neste ano. Se o patamar previsto de 7% ao ano for atingido no fim de 2017, esse será o menor nível já registrado (até então a menor taxa era de 7,25% ao ano).

Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic também ficou estável 7% ao ano. Com isso, continuaram prevendo que os juros ficarão estáveis no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 caiu de R$ 3,20 para R$ 3,16. Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana permaneceu em R$ 3,30.

A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2017, subiu de US$ 61,4 bilhões para US$ 62 bilhões de resultado positivo.

Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit cresceu de US$ 49,7 bilhões para US$ 50 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas avançou de US$ 75 bilhões para US$ 77,5 bilhões.

 

Fonte: G1 Economia