Inflação negativa

Inflação negativa de 0,21% é o menor resultado para um mês de novembro desde o início do Plano Real; no acumulado do ano, taxa é de 3,59%

Inflação Negativa

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido por medir a inflação oficial do Brasil, registrou taxa negativa de 0,21% em novembro. O número foi divulgado nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado de novembro é o melhor registrado desde julho deste ano, quando o índice apresentou deflação - ou seja,  a  inflação negativa, que aparece quando os preços dos produtos e serviços caem - de 0,23%. Esse número também representa a segunda deflação do ano - a primeira foi em agosto , quando a taxa ficou negativa em 0,09%.

De acordo com os dados do IBGE, se comparados todos os meses de novembro de anos anteriores, essa foi a menor taxa para a data desde a implantação do Plano Real, em 1994. Em novembro de 2017, a inflação ficou positiva em 0,28%.

Fonte: Brasil Econômico | Imagem: Tânia Rego/Agência Brasil

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IPCA acumulado até outubro é o menor para o mês desde 1998

IPCA acumulado até outubro é o menor para o mês desde 1998

No ano, inflação oficial acumula avanço de 2,21%, segundo o IBGE. De setembro para outubro, o índice ganhou força, puxado por energia elétrica e botijão de gás.

A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), ganhou força de setembro para outubro, passando de 0,16% para 0,42%. No entanto, o índice acumulado no ano, que ficou em 2,21%, é o menor para outubro desde 1998.

Em 12 meses até outubro, a inflação está em 2,70%, acima dos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, na comparação mensal, o IPCA havia registrado variação de 0,26%.

Em outubro, ficaram mais caras as despesas com habitação (1,33%), vestuário (0,71%), saúde e cuidados pessoais (0,52%), transportes (0,49%), comunicação (0,4%) e educação (0,06%). Os preços relativos a alimentos e bebidas (-0,05%) e a artigos de residência (-0,39%) tiveram redução de preços, de acordo com o IBGE.

A energia elétrica foi o item que exerceu a maior influência sobre o IPCA. Isso porque o custo ficou, em média, 3,28% mais caro. Em outubro, entrou em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2. Com isso, houve uma cobrança adicional de R$ 3,50 a cada 100 Kwh consumidos.

Também pesou o valor do botijão de gás, cujo preço subiu 4,49% depois de ter sido aprovado um reajuste de 12,9% nas refinarias.

O preço dos alimentos caiu em outubro, mas em ritmo menor do que o registrado no mês anterior (-0,41%). Alguns produtos ficaram mais caros, com destaque para a batata-inglesa (alta de 25,65%) e o tomate (4,88%). Na outra ponta estão o feijão-mulatinho (-18,41%), o leite longa vida (-2,99%) e o arroz (-1,14%). De acordo com o IBGE, no ano, o é o menor registrado para o período desde a implantação do Plano Real em 1994.

Entre as regiões analisadas pela pesquisa, o IPCA mais baixo partiu de Vitória (-0,10%) e o mais alto, de Goiânia (1,52%).

Previsões

De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, mais recente, os economistas do mercado financeiro estimam que a inflação fechará o ano em 3,08%, acima do piso de 3% do sistema brasileiro de metas. Entretanto, a previsão segue abaixo da meta central para a inflação em 2017, de 4,5%.

INPC

O IBGE também apresentou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 0,37% em outubro e acumula ata de 1,62% no ano: a menor variação acumulada para o período desde a implantação do Plano Real. Em 12 meses, o avanço é de 1,83%. Em outubro de 2016, o INPC registrou 0,17%.

Fonte: G1