Setor de serviços

Setor de serviços avança 1,1% em julho, na 4ª alta seguida, e atinge o maior nível em cinco anos

Com o resultado, volume de serviços prestados no país superou em 3,9% o patamar pré-pandemia. Apesar da trajetória de recuperação, setor ainda opera 7,7% abaixo do recorde histórico, registrado em novembro de 2014.De acordo com o Fisco, total de microempreendedores com débitos chega a 4,4 milhões. 

O volume de serviços prestados no Brasil avançou 1,1% em julho, na comparação com junho, apontam os dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a 4ª alta mensal seguida, o que levou o setor a atingir seu maior nível em 5 anos.

"Com isso, o setor está 3,9% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e também alcança o patamar mais elevado desde março de 2016. Mesmo com o avanço, o setor ainda está 7,7% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014", informou o IBGE.

Em relação a julho de 2020, o setor registrou alta de 17,8%, a quinta taxa positiva seguida nesta base de comparação. No acumulado no ano, o avanço é de 10,7% e em 12 meses de 2,9%.

Setor de serviços registra quarta alta seguida em julho — Foto: Economia/G1

Setor de serviços registra quarta alta seguida em julho — Foto: Economia/G1

O setor de serviços é o que possui o maior peso na economia brasileira. Ele foi o mais atingido pela pandemia, dadas as restrições de funcionamento impostas aos estabelecimentos, sobretudo daqueles com atendimento presencial.

Entre março e maio de 2020, os três primeiros meses da crise sanitária, o setor de serviços acumulou uma perda de 18,6%. Desde junho daquele ano, porém, ele mantém uma trajetória de recuperação.

"Nesse período todo [entre junho de 2020 e julho de 2021], o setor de serviços acumulou um ganho de 27,6%. Das 14 taxas com ajustamento sazonal [mês contra mês imediatamente anterior], apenas uma foi negativa", destacou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Segundo o pesquisador, a retomada do setor tem sido favorecida pelo avanço da vacinação e do relaxamento das restrições de funcionamento do setor.

Isso é evidenciado pelo indicador acumulado em 12 meses, que iniciou sua trajetória de recuperação em fevereiro e saltou de 0,4% em junho para 2,9% em julho, como mostra o gráfico abaixo:

Indicador acumulado em 12 meses teve salto na passagem de junho para julho — Foto: Economia/G1

Indicador acumulado em 12 meses teve salto na passagem de junho para julho — Foto: Economia/G1

Alta apenas em 2 das 5 grandes atividades

O IBGE destacou que a alta do setor em julho foi sustentada por apenas duas das cinco atividades, em especial, pelos serviços prestados às famílias (3,8%).

Já os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 0,6% e superaram, pela primeira vez, o patamar pré-pandemia, ficando 0,5% acima de fevereiro de 2020.

“Essas duas atividades são justamente aquelas que mais perderam nos meses mais agudos da pandemia. São as atividades com serviços de caráter presencial que vêm, paulatinamente, com a flexibilização e o avanço da vacinação, tentando recuperar a perda ocasionada entre março e maio do ano passado”, explica o analista da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Em sentido oposto, houve queda no volume de serviços de informação e comunicação (-0,4%), de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2%) e em outros serviços (-0,5%).

“A atividade que mais pressionou negativamente foram os serviços de informação e comunicação. Os segmentos de telecomunicações e serviços de tecnologia da informação apresentaram taxas positivas, mas houve uma pressão muito significativa da parte de audiovisual, edição e agências de notícias, que recuaram 11,6% na passagem de junho para julho”, destacou o pesquisador.

Veja abaixo a variação, na comparação com junho, dos subgrupos de cada grande atividade:

  • Serviços prestados às famílias: 3,8%
  • Serviços de alojamento e alimentação: 4,4%
  • Outros serviços prestados às famílias: 0,9%
  • Serviços de informação e comunicação: -0,4%
  • Serviços de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC): 0,4%
  • Telecomunicações: 1,0%
  • Serviços de Tecnologia da Informação: 1,2%
  • Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias: -11,6%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 0,6%
  • Serviços técnico-profissionais: 4,4%
  • Serviços administrativos e complementares: -0,6%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -0,2%
  • Transporte terrestre: -0,2%
  • Transporte aquaviário: 4,4%
  • Transporte aéreo: -7,8%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: -0,2%
  • Outros serviços: -0,5%

 

Serviços não presenciais sustentam retomada do setor

O gerente da pesquisa apontou que, embora as atividades presenciais tenham crescido em julho, são as atividades não presenciais que vêm sustentando a recuperação do setor.

“Com o avanço da vacinação e a maior flexibilização das atividades econômicas, os serviços de caráter presencial seguem avançando, mas ainda num ritmo inferior ao de fevereiro de 2020. O que sustenta o setor de serviços no patamar um pouco abaixo de março de 2016 são os serviços de caráter não presencial, como serviços de tecnologia da informação, serviços financeiros, e armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio, que obtiveram ganhos de receita mais expressivos”, apontou Lobo.

O pesquisador detalhou que entre os serviços financeiros estão as corretoras de títulos e valores mobiliários e a bolsa de valores. A armazenagem inclui serviços de gestão de portos e terminais. Já entre os serviços auxiliares aos transportes e correio estão os serviços de navegação de apoio marítimo, como os rebocadores de plataformas de petróleo e as atividades de agenciamento marítimo.

Serviços prestados às famílias seguem abaixo do patamar pré-Covid

Nos serviços prestados às famílias, o avanço foi puxado pelo desempenho dos segmentos de hotéis, restaurantes, serviços de buffet e parques temáticos, que costumam crescer em julho devido às férias escolares.

Apesar do avanço em julho, os serviços prestados às famílias ainda operam 23,2% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, segundo o IBGE. Essa é a única das cinco atividades que ainda não superou o nível pré-pandemia. Já dentre os 12 subgrupos das cinco grandes atividades, metade as perdas registradas desde o início da crise sanitária.

“Isso é compreensível já que se trata da atividade em que há a maior concentração de serviços prestados de forma presencial. É uma atividade que lida com restrições de oferta. Alguns estabelecimentos fecharam e outros reabriram, mas ainda não operam com plena capacidade. No lado da demanda, há pressão por conta da falta de avanço da massa de rendimento das famílias e do nível de desemprego elevado, que impedem que esse serviço cresça na mesma forma que os demais apurados dentro do setor”, explicou o gerente da pesquisa.

Lobo enfatizou que as atividades que apresentam desempenho mais expressivo são aquelas dos serviços prestados às empresas, não às pessoas físicas, ou seja, às famílias.

São elas as dos serviços de tecnologia de informação, os técnico-profissionais, o transporte aquaviário e os de armazenagem, auxiliares aos transportes e correio.

Questionado sobre a dificuldade de recuperação dos serviços prestados às famílias, Lobo apontou que "para chegar a um patamar similar àquele de 2020", esse segmento depende de uma melhora da renda da população, o que passa pela recuperação do mercado de trabalho.

"Em algum momento futuro, a gente vai ter que ter uma massa de rendimento mais polpuda e significativa pra consumir mais serviços. Atualmente, ainda não há pressão dessas variáveis na escolha das famílias para consumir serviços", avaliou o pesquisador.

As cinco grandes atividades do setor de serviços recuperaram o patamar pré-pandemia. — Foto: Economia/G1

As cinco grandes atividades do setor de serviços recuperaram o patamar pré-pandemia. — Foto: Economia/G1

Alta em 15 das 27 Unidades da Federação

O volume de serviços cresceu em 15 das 27 unidades da federação na passagem de junho para julho. As altas mais relevantes vieram de São Paulo (1,4%), seguido por Rio Grande do Sul (3,4%), Minas Gerais (1,2%), Pernambuco (4,1%) e Paraná (1,5%). Já a principal queda foi registrada no Rio de janeiro (-4,4%).

Atividades turísticas têm 3ª alta seguida

O índice de atividades turísticas subiu 0,5%, na terceira taxa positiva consecutiva. O segmento, entretanto, ainda necessita crescer 32,7% para retornar ao patamar pré-pandemia

Oito das 12 regiões pesquisadas tiveram avanço, com destaque para Pernambuco (9,5%), Santa Catarina (9,4%), Bahia (6,1%) e Rio de Janeiro (2,1%).

Perspectivas

Na semana passada, o IBGE mostrou que as vendas do comércio varejista cresceram 1,2% em julho, na quarta alta mensal seguida.

A retomada do setor de serviços e da economia, entretanto, é desigual, com as atividades de caráter mais presencial sem ainda ter conseguido retomar o pleno funcionamento.

Para o economista da XP Rodolfo Margato, "os serviços prestados às famílias devem seguir liderando a recuperação do setor terciário (e do PIB total) nos próximos meses". Ele destacou que "maior proporção do consumo das famílias vem sendo deslocada do mercado de bens (comércio) para o setor de serviços, movimento que deverá ser observado até o final deste ano".

Todavia, em um cenário de aumento das incertezas e de piora das expectativas em razão da tensão política, de agravamento da crise hídrica e de inflação de quase dois dígitos no acumulado em 12 meses, o mercado financeiro tem revisado para baixo as projeções para a economia brasileira.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), os analistas reduziram a estimativa de alta em 2021, de 5,15% para 5,04%. Para 2022, a projeção de crescimento da economia baixou de 1,93% para 1,72%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

Fonte: G1 | Imagem Destacada: Reprodução

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recessão

‘Prévia’ do PIB do BC aponta alta de 9,47% no terceiro trimestre e saída da recessão

Resultado indica retomada do nível de atividade após pior fase da pandemia do novo coronavírus, em março e abril deste ano. PIB oficial será divulgado em 3 de dezembro pelo IBGE

A economia brasileira voltou a crescer no terceiro trimestre deste ano e, com isso, saiu da chamada "recessão técnica". É o que indicam informações divulgadas nesta sexta-feira (13) pelo Banco Central.

Segundo o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br)– indicador considerado com uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) – a economia registrou um crescimento de 9,47% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Dois trimestres seguidos de queda do nível de atividade (registrados neste ano) representam uma recessão técnica, que foi superada, segundo indicam os números prévios do BC.

O resultado oficial do PIB no terceiro trimestre deste ano, porém, será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente em 3 de dezembro.

Os resultados do IBC-Br, neste ano refletem os efeitos da pandemia do novo coronavírus, sentidos com maior intensidade na economia em março e abril. De maio em diante, os números mostram o início de uma retomada da economia, puxada, entre outros fatores, pelo auxílio emergencial.

Em análise recente, o BC informou que "programas governamentais de recomposição de renda têm permitido uma retomada relativamente forte do consumo de bens duráveis e do investimento".

Mês a mês e parcial do ano

De acordo com o IBC-Br, somente em setembro deste ano, a economia brasileira mostrou crescimento de 1,29% na comparação com agosto. O número foi calculado após ajuste sazonal. Esse foi o quinto mês seguido de crescimento do indicador, na comparação com o mês anterior.

Mesmo assim, os números do Banco Central também mostram que o nível de atividade ainda não voltou ao patamar de fevereiro, registrado antes da pandemia do novo coronavírus.
  • Com o crescimento registrado em setembro, o IBC-Br atingiu 136,34 pontos, abaixo do patamar de fevereiro, ou seja, de antes da pandemia (139,80 pontos).
  • No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, o índice de atividade econômica registra queda de 4,93% – sem ajuste sazonal.
  • Em 12 meses até setembro de 2020, houve queda de 3,32% – também sem ajuste sazonal.

PIB x IBC-Br

Os resultados do IBC-Br são considerados uma "prévia do PIB". Porém, nem sempre mostram proximidade com os dados oficiais do Produto Interno Bruto.

O cálculo dos dois é um pouco diferente. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 2% ao ano, na mínima histórica. O BC indicou, na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), manutenção da taxa básica da economia nesse patamar nos próximos meses.

Expectativas

 

Fonte: G1 | Imagem Destacada: Pixabay

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Vendas no varejo

Vendas no varejo crescem 8% em junho, acima do esperado pelos economistas

Em maio, as vendas no varejo já haviam registrado um avanço de 13,9% em relação a abril

SÃO PAULO – As vendas no varejo brasileiras cresceram 8% em junho na comparação com maio, mostrou nesta quarta-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa mediana dos economistas para o dado era de alta de 5% conforme o consenso da Bloomberg.

Em maio, as vendas no varejo já haviam registrado um avanço de 13,9% em relação a abril em meio a uma recuperação depois dos impactos da pandemia de coronavírus, que manteve shoppings e comércios locais fechados.

A média móvel trimestral cresceu 0,9% no trimestre encerrado em junho. Na série sem ajuste sazonal, em relação a junho de 2019, o comércio varejista cresceu 0,5%. Já o acumulado nos últimos 12 meses foi 0,1%.

Conforme aponta o IBGE, pelo segundo mês consecutivo, os resultados mostraram menor impacto no comércio do quadro de isolamento social diante da pandemia de Covid-19.

Do total de empresas coletadas pela pesquisa, 12,9% relataram impacto em suas receitas em junho por conta das medidas de isolamento social, 5,2 pontos percentuais (p.p.) abaixo do número de maio, e 15,2 p.p. de abril (28,1%, maior percentual de impactados desde março, mês em que se iniciou o fechamento do comércio tanto nas ruas como em shopping centers). Com isso, 32,9% dos relatos de justificativa da variação de receita das empresas da amostra cita o coronavírus como principal causa de modificação no valor das vendas.

O volume de vendas do comércio varejista ampliado, frente a junho de 2019, mostrou decréscimo de 0,9% contra -15,3% em maio de 2020, quarta taxa negativa consecutiva. Assim, o varejo ampliado acumulou -7,4% no ano de 2020 contra -8,7% acumulado até maio. O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -1,0% até maio, para -1,3% até junho, intensificou a queda no ritmo de vendas.

Na série com ajuste sazonal, na passagem de maio para junho de 2020, no comércio varejista, houve alta em sete das oito atividades: Livros, jornais, revistas e papelaria (69,1%); tecidos, vestuário e calçados (53,2%); móveis e eletrodomésticos (31,0%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (26,1%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (22,7%); combustíveis e lubrificantes (5,6%); e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,7%).

Apenas o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,7%), apresentou recuo nas vendas frente a maio de 2020.

O comércio varejista ampliado cresceu 12,6%, frente a maio de 2020, na série com ajuste sazonal, com o segundo mês de altas das atividades de Veículos, motos, partes e peças (35,2%) e Material de construção (16,6%). Em maio, os resultados foram, respectivamente, 38,6% e 22,3%.

Em junho de 2020, em relação a junho de 2019, o comércio varejista cresceu 0,5%, com igual número de atividades pesquisadas com taxas negativas e positivas. O IBGE destaca ainda  que junho de 2020 (21 dias) teve dois dias úteis a mais que junho do ano anterior (19 dias).

No campo positivo, os destaques foram: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,4%); móveis e eletrodomésticos (25,6%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,0%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,4%). As atividades que apresentaram queda foram: tecidos, vestuário e calçados (-44,5%); combustíveis e lubrificantes (-16,3%); livros, jornais, revistas e papelaria (-39,5%); e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-10,0%).

Com o recuo de 0,9%, frente a junho de 2019, o comércio varejista ampliado registrou a quarta taxa negativa consecutiva. O resultado de junho de 2020 refletiu a contribuição de veículos, motos, partes e peças (-13,7%) e tecidos, vestuário e calçados (-44,5%).

Fonte: InfoMoney | Imagem destacada: Reprodução

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comércio

Vendas do comércio crescem 1% em julho, diz IBGE

Trata-se da terceira alta mensal seguida e do melhor resultado para julho desde 2013. Segundo IBGE, aumento na população ocupada e melhora nas condições de crédito ajudam na recuperação do setor

As vendas do comércio varejista ganharam ritmo em julho e cresceram 1%, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já na comparação com julho do ano passado, a alta foi de 4,3%.

Trata-se da terceira alta seguida, do melhor resultado mensal desde novembro do ano passado (3,2%) e do melhor julho desde 2013, quando o avanço frente ao mês imediatamente anterior foi de 2,7%.

No acumulado em 2019, a alta chega a 1,2%. Em 12 meses, o avanço nas vendas do varejo é de 1,6%, o que representa um ganho de ritmo ante junho (1,2%) e frente aos meses anteriores.

O IBGE revisou para cima os dois resultados anteriores. Em junho, ao invés de 0,1%, a alta foi de 0,5%, e em maio, foi de 0,1%, ao contrário da estabilidade (0,0%) divulgada antes.

A leitura de julho ficou muito acima da mediana das projeções de 30 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, de avanço 0,1%.

"Com esse resultado, o setor varejista recupera o patamar de vendas próximo a junho de 2015, mas ainda se encontra 5,3% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014", informou o IBGE.

7 das 8 atividades cresceram em julho

Em julho, 7 das oito atividades pesquisadas tiveram alta no volume de vendas, com destaque para "hipermercados" (1,3%), "outros artigos de uso pessoal e doméstico" (2,2%), que incluem as vendas online e as lojas de departamentos, e "móveis e eletrodomésticos" (1,6%).

Apenas o segmento de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,6%) teve queda em julho.

O volume de vendas do varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, cresceu 0,7% na comparação com junho. Veículos, motos, partes e peças recuaram 0,9%, após avanço de 3,5% no mês anterior, enquanto materiais de construção pressionaram positivamente, com avanço de 1,1%.

Veja o desempenho de cada segmento em julho:

  • Combustíveis e lubrificantes: 0,5%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,3%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 1,3%
  • Móveis e eletrodomésticos: 1,6%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,7%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 1,8%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -1,6%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,2%
  • Veículos, motos, partes e peças: -0,9% (varejo ampliado)
  • Material de construção: 1,1% (varejo ampliado)

O que explica a melhora

Segundo a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, o bom resultado de julho é explicado pelo aumento na população ocupada, ainda que na informalidade, e melhora nas condições de crédito paras as famílias.

"Há uma evolução gradual do mercado de trabalho, com aumento da população ocupada, e também houve aumento de concessão de crédito à pessoa física, cujo volume aumentou 13,3% na passagem de junho para junho", disse a pesquisadora, destacando que esses dois movimentos beneficiam diretamente as atividades de supermercado e eletrodomésticos.

Vendas avançam em 19 estados

De junho para julho, as vendas do comércio varejista cresceram em 19 das 27 unidades da federação, com destaque para Mato Grosso (5,4%), Rio de Janeiro (2,7%) e Bahia (2,4%). Por outro lado, houve queda e Amazonas (-1,9%), Roraima (-1,6%), Ceará (-1,5%), enquanto Goiás e Pará mostraram estabilidade

Recuperação lenta e perspectivas

Outros indicadores já divulgados mostram sinais mistos da economia no 2º semestre, em meio ao desemprego ainda elevado e piora no cenário externo com a crise da Argentina, guerra comercial e temores de uma nova recessão global.

produção industrial, por exemplo, registrou queda de 0,3% em julho – o terceiro recuo mensal seguido. No acumulado no ano, o recuo chega a 1,7%, o que mantém a indústria no nível de janeiro de 2009.

O comércio aposta que a liberação dos saques das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo PIS-Pasep ajudará a acelerar o consumo nestes últimos meses do ano. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que R$ 13,1 bilhões (44% do total previsto a ser injetado na economia) será destinado para gastos no comércio e consumo de serviços.

A projeção do mercado financeiro para estimativa de alta do PIB deste ano permanece em 0,87%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Já o governo prevê crescimento de 0,85% em 2019.

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

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Prévia da inflação

Prévia da inflação fica em 0,08% em agosto, aponta IBGE

Foi o menor resultado para um mês de agosto desde 2010. No ano, indicador acumula alta de 2,51%, e em 12 meses, de 3,22%. Custo da energia elétrica pressionou o índice

Fonte: G1 | Imagem: Reprodução

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Prévia da inflação oficial

Prévia da inflação oficial desacelera e fica em 0,13% em agosto, aponta IBGE

Prévia da inflação oficial desacelera e fica em 0,13% em agosto, aponta IBGE

Esta é a menor taxa para um mês de agosto desde 2010. No acumulado do ano, a variação foi de 3,14% e o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 4,30%

O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, desacelerou de 0,64% em julho para 0,13% em agosto, conforme divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, esta é a menor taxa do IPCA-15 para um mês de agosto desde 2010, quando ficou em -0,05%. No acumulado do ano, a variação foi de 3,14%. Já o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 4,30%, abaixo dos 4,53% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Para o cálculo do IPCA-15, o IBGE mediu a variação dos preços no período de 13 de junho a 13 de julho.

O que mais influenciou a desaceleração do índice foram os preços do grupo de Transportes, que registraram deflação de -0,87%, o que representou o maior impacto negativo na composição do indicador (-0,16 p.p).

A deflação neste grupo, segundo o IBGE, se deu em função da queda observada nos preços das passagens aéreas (- 26,01%), que correspondeu ao principal impacto negativo no índice do mês (-0,10 p.p.). Também contribui a redução de 1,32% nos preços dos combustíveis, que vieram em queda pelo segundo mês seguido, com reduções nos preços médios do etanol (-5,80%), do óleo diesel (- 0,50%) e da gasolina (-0,40%).

A alta no grupo Habitação (1,10%) foi influenciada, principalmente, por reajustes nos preços da energia elétrica, que tiveram alta de 3,59% no país. Segundo o IBGE, este foi maior impacto individual no índice do mês, com 0,14 p.p.

Os principais reajustes nas tarifas de energia elétrica foram de 15,84% por uma das concessionárias pesquisadas em São Paulo, em vigor desde 4 de julho, e o reajuste médio de 12% registrado em Belém, vigente desde 7 de agosto.

Em Saúde e cuidados pessoais a alta foi puxada pelo item plano de saúde, que teve alta de 0,81%, refletindo o reajuste de 10% autorizado em 27 de junho pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com vigência retroativa a maio, aplicado nos planos individuais novos (contratos vigentes a partir de 1999).

Alta dos alimentos perde força

O IBGE destacou que os preços dos alimentos, grupo de consumo que responde por cerca de 1/4 das despesas das famílias, desacelerou de 0,61% em julho para 0,03% em agosto. A principal influência para esta desaceleração partiu da alimentação no domicílio, que recuou -0,43% devido à redução nos preços itens importantes no consumo dos brasileiros como cebola (-29,72%), tomate (-16,41%) e batata-inglesa (-15,49%).

Também tiveram quedas os preços das carnes, que haviam apresentado alta de 1,10% em julho e recuaram 1,39%, e das frutas (-1,97%) – segunda queda consecutiva.

Dentre os produtos que tiveram altas nos preços em agosto, destacam-se o leite longa vida (3,58%), o arroz (2,11%) e o pão francês (1,34%).

Já a alimentação fora do domicílio acelerou de 0,38% em julho para 0,84% em agosto. As principais altas foram para o lanche (1,63%) e a refeição (0,67%).

Fonte: G1  | Imagem: Paulo Whitaker/Reuters

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inflação

IPCA acumulado até outubro é o menor para o mês desde 1998

IPCA acumulado até outubro é o menor para o mês desde 1998

No ano, inflação oficial acumula avanço de 2,21%, segundo o IBGE. De setembro para outubro, o índice ganhou força, puxado por energia elétrica e botijão de gás.

A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), ganhou força de setembro para outubro, passando de 0,16% para 0,42%. No entanto, o índice acumulado no ano, que ficou em 2,21%, é o menor para outubro desde 1998.

Em 12 meses até outubro, a inflação está em 2,70%, acima dos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2016, na comparação mensal, o IPCA havia registrado variação de 0,26%.

Em outubro, ficaram mais caras as despesas com habitação (1,33%), vestuário (0,71%), saúde e cuidados pessoais (0,52%), transportes (0,49%), comunicação (0,4%) e educação (0,06%). Os preços relativos a alimentos e bebidas (-0,05%) e a artigos de residência (-0,39%) tiveram redução de preços, de acordo com o IBGE.

A energia elétrica foi o item que exerceu a maior influência sobre o IPCA. Isso porque o custo ficou, em média, 3,28% mais caro. Em outubro, entrou em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2. Com isso, houve uma cobrança adicional de R$ 3,50 a cada 100 Kwh consumidos.

Também pesou o valor do botijão de gás, cujo preço subiu 4,49% depois de ter sido aprovado um reajuste de 12,9% nas refinarias.

O preço dos alimentos caiu em outubro, mas em ritmo menor do que o registrado no mês anterior (-0,41%). Alguns produtos ficaram mais caros, com destaque para a batata-inglesa (alta de 25,65%) e o tomate (4,88%). Na outra ponta estão o feijão-mulatinho (-18,41%), o leite longa vida (-2,99%) e o arroz (-1,14%). De acordo com o IBGE, no ano, o é o menor registrado para o período desde a implantação do Plano Real em 1994.

Entre as regiões analisadas pela pesquisa, o IPCA mais baixo partiu de Vitória (-0,10%) e o mais alto, de Goiânia (1,52%).

Previsões

De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, mais recente, os economistas do mercado financeiro estimam que a inflação fechará o ano em 3,08%, acima do piso de 3% do sistema brasileiro de metas. Entretanto, a previsão segue abaixo da meta central para a inflação em 2017, de 4,5%.

INPC

O IBGE também apresentou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 0,37% em outubro e acumula ata de 1,62% no ano: a menor variação acumulada para o período desde a implantação do Plano Real. Em 12 meses, o avanço é de 1,83%. Em outubro de 2016, o INPC registrou 0,17%.

Fonte: G1

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