golpes

Em um mês, golpes financeiros dobram e somam 1 milhão de tentativas

Apesar de ser o mês mais curto do ano, com 28 dias, no mês de fevereiro foram registrados mais de um milhão de bloqueios de golpes

As tentativas de golpes virtuais financeiros cresceram 100% em fevereiro em relação ao mês anterior, no Brasil, segundo a empresa de cibersegurança Psafe. Apesar de ser o mês mais curto do ano, com 28 dias, no mês de fevereiro foram registrados mais de um milhão de bloqueios deste tipo de golpe. O número é 100% superior ao registrado em janeiro, quando foram contabilizadas pouco mais de 510 mil tentativas. Segundo especialistas, o crescimento estaria ligado a golpes relacionados com Pix e o anúncio de Valores a Receber do Banco Central.

“No mês de fevereiro registramos o correspondente a uma média de quase 36 mil bloqueios por dia e 25 tentativas de golpes financeiros por segundo no Brasil. O número impressiona também porque, se compararmos com fevereiro de 2021, houve o mesmo crescimento, de 100%, quando foram registrados cerca de 529 mil bloqueios”, enfatiza o executivo-chefe de segurança da PSafe, Emilio Simoni.

Em 2021, o phishing bancário foi o terceiro principal tema mais explorado por cibercriminosos em golpes de phishing no Brasil, com mais de 4.5 milhões de detecções, ficando atrás apenas de phishing genérico e falsas premiações.

“Um dos motivos para esse crescimento pode ser que temos notado um aumento em phishing oferecendo Pix temáticos, como carnaval, e também por causa do Valores a Receber, do Banco Central. Até a primeira quinzena de março, já havíamos identificado mais de 20 sites utilizando o nome do Valores a Receber para aplicarem golpes, sendo que um deles já teria feito mais de 664 mil vítimas, segundo nossa projeção”, destaca Emilio Simoni.

Entenda o que são phishings bancários

As mensagens com os golpes bancários geralmente são disseminadas por meio de aplicativos de mensagens, SMS, redes sociais ou e-mail. Podem conter diversas mensagens: oferecendo cartão de crédito com limite alto, retorno de PIX, falsa atualização de cadastro no banco, site falso de e-commerce que rouba dados (inclusive do cartão de crédito), entre outros.

Como são sites falsos utilizados principalmente para roubar dados, a vítima não se dá conta de que caiu de imediato no golpe e passa a disseminar não intencionalmente a mensagem fraudulenta. Sendo assim, só se dará conta quando o cibercriminoso utilizar seus dados, como do cartão de crédito, realizar movimentações bancárias, a compra não chegar, etc. Isso pode levar meses, portanto a prevenção é a única maneira de evitar se tornar mais uma vítima.

Dicas de prevenção

  • Tenha uma solução de cibersegurança instalada em seu dispositivo;
  • Desconfie de qualquer mensagem que ofereça alguma vantagem ou premiação, incluindo retorno de Pix;
  • Fique atento a qualquer movimentação bancária diferente;
  • Troque suas senhas com frequência;
  • Ao realizar compras, sempre que possível opte por cartões de crédito virtuais, pois são mais fáceis de serem cancelados;
  • Se o banco permitir, faça o ajuste do limite do cartão de crédito para um valor menor;
  • Antes de clicar em qualquer link, busque os canais oficiais das empresas.

 

Por: iG Economia | Imagem Destacada: Adobe Stock

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simples nacional

Adesão a parcelamento do Simples Nacional vai até 29 de abril

Regras foram publicadas hoje no Diário Oficial

Os micro e pequenos empresários e os microempreendedores individuais terão até 29 de abril para aderirem ao parcelamento especial de dívidas com o Simples Nacional. O Diário Oficial da União publicou hoje (22) resolução que define as regras para o Programa de Reescalonamento de Débitos do Simples Nacional (Relp).

A adesão ao parcelamento poderá ser feita na Secretaria Especial da Receita Federal; na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), no caso de débitos inscritos em dívida ativa; e nas secretarias de Fazenda dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, para débitos com governos locais. A renegociação abrangerá os débitos com o Simples Nacional vencidos até a competência de fevereiro de 2022, com parcelas pagas em março.

Vetada pelo presidente Jair Bolsonaro no início do ano, a renegociação especial de débitos com o Simples Nacional foi restabelecida pelo Congresso, que derrubou o veto há duas semanas. No dia 18, o Diário Oficial da União publicou a lei complementar que estabeleceu o Relp.

Criado como medida de socorro a pequenos negócios afetados pela pandemia de covid-19, o Relp prevê o parcelamento de dívidas com o Simples Nacional em mais de 15 anos, com desconto na multa, nos juros e nos encargos legais. Os débitos poderão ser parcelados em até 188 meses (15 anos e oito meses). Desse total, as empresas pagarão uma entrada parcelada em até oito vezes mais 180 prestações.

Cada parcela terá valor mínimo de R$ 300 para as micro e pequenas empresas e de R$ 50 para o microempreendedor individual. Haverá desconto de até 90% nas multas e nos juros de mora e de até 100% dos encargos legais.

Modalidades

Haverá várias modalidades de parcelamento, que variam conforme o impacto da pandemia sobre o faturamento das empresas. Por meio da comparação entre o volume financeiro de março a dezembro de 2020 em relação ao observado no mesmo período de 2019, os contribuintes inscritos no Simples Nacional poderão fazer a adesão com parcelas de entrada e descontos diferentes. Empresas que fecharam durante a pandemia também podem participar.

A resolução estabelece os valores mínimos de entrada, que deverá ser parcelada em até oito meses, antes do pagamento do restante da dívida. A divisão foi feita da seguinte forma:

Perda de faturamento        Valor da entrada
Menos de 15% 12,5% da dívida consolidada
A partir de 15% 10% da dívida consolidada
A partir de 30%  7,5% da dívida consolidada
A partir de 45% 5% da dívida consolidada
A partir de 60% 2,5% da dívida consolidada
A partir de 80% ou empresa fechada durante a pandemia  1% da dívida consolidada

 

Por: Agência Brasil | Imagem Destacada: Reprodução

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dinheiro esquecido

BC libera consulta sobre dinheiro esquecido; veja o passo a passo

Site exclusivo do Serviço SRV (Sistema de Valores a Receber) permite identificar contas paradas e a devolução dos valores

Após pane em seu sistema, o BC (Banco Central) liberou no final da noite deste domingo (13) a consulta ao serviço SRV (Sistema de Valores a Receber), que permite verificar dinheiro esquecido em contas de banco e pedir a devolução por meio do novo site valoresareceber.bcb.gov.br.

A consulta aos valores parados será feita em duas fases. O BC calcula que há R$ 3,9 bilhões em valores esquecidos nas instituições financeiras nessa primeira etapa, de 28 milhões de CPF e CNPJ. No total, são estimados R$ 8 bilhões deixados em contas de instituições financeiras.

Segundo o BC, tanto a consulta como o pedido de resgate do valor parado deverá ser realizado no novo endereço. Não será possível consultar ou solicitar valores no site principal do BC.

O novo endereço foi criado após o aumento da demanda de acesso ter provocado pane no portal do Banco Central, em 24 de janeiro deste ano, quando foi lançado o SRV, que possibilita que a população confira se tem dinheiro em contas encerradas com saldo disponível ou devido a tarifas cobradas indevidamente em operações de crédito, por exemplo.

Como fazer a consulta

— Acesse o endereço valoresareceber.bcb.gov.br.

— Use o CPF ou CNPJ para saber se tem algum valor a receber.

— Se não tiver, acabou a consulta. Mas, caso tenha, a pessoa receberá uma data em que será possível saber o valor e retirar a quantia.

— O acesso precisará ser feito com login e senha do Gov.br, domínio do governo federal. O endereço é neste site.

— Caso você ainda não tenha, dá para fazer isso por este site, por celulares android ou iOS.

— O grau necessário de autenticação, que inclui verificação facial ou confirmação de dados por open banking, por exemplo, deverá ser de nível prata ou ouro.

— Neste material do governo, há uma breve explicação sobre cada um deles. Em resumo, quanto maior o nível de segurança do login, maior a certificação. Depois de criar o login, você precisará retornar à página do BC exclusiva (valoresareceber.bcb.gov.br) para esse serviço para ter acesso à informação.

— Caso você tenha dinheiro a receber, depois de feita a solicitação, com o login Gov.br, será necessário retornar ao site valoresareceber.bcb.gov.br na data informada para ter acesso ao valor e solicitar a transferência.

— Se você perder a data de resgate, é só fazer o processo de solicitação novamente, com outras datas que serão disponibilizadas pelo sistema.

— Caso o dinheiro esteja parado, mas você demore para solicitar uma retirada, ele não vai deixar de ser seu. Quando você solicitar, será depositado. Enquanto isso não for feito, vai ficar parado na conta esquecida.

Cuidado com os golpes

Veja a seguir as orientações do Banco Central

— O único site para consulta ao SVR e para solicitação de valores é valoresareceber.bcb.gov.br.

— O Banco Central não envia links nem entra em contato com o cidadão para tratar sobre valores a receber ou para confirmar seus dados pessoais.

— Ninguém está autorizado a entrar em contato com o cidadão em nome do Banco Central ou do Sistema Valores a Receber.

— Portanto, o cidadão nunca deve clicar em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram.

— O cidadão não deve fazer nenhum tipo de pagamento para ter acesso aos valores.

— Por fim, uma informação importante: apenas após o cidadão acessar o sistema (ou se já o acessou nos dias 24 e 25/1) e somente no caso de pedir o resgate sem indicar uma chave Pix, a instituição financeira que o cidadão escolheu entrará em contato com ele para realizar a transferência. Mesmo nesse caso bastante específico, essa instituição não pode pedir que o cidadão informe seus dados pessoais nem sua senha.

Fonte: Banco Central

 

Por: R7 | Imagem Destacada: Reprodução

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Simples

Governo permite renegociação de dívidas do Simples e do MEI. Entenda

Hoje, 1,8 milhão de empresas estão inscritas na dívida ativa da União por débitos do Simples, das quais 160 mil são microempreendedores individuais

Após o veto do presidente Jair Bolsonaro ao Refis para pequenos negócios, o governo anunciou nesta terça-feira, 11, um novo programa de renegociação de dívidas para microempreendedores individuais (MEIs) e empresas do Simples Nacional. A medida foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU).

Programa de Regularização do Simples Nacional permite que microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte optantes do Simples Nacional afetados pela pandemia renegociem as dívidas com desconto e parcelamento. A entrada será de 1% do total do débito, dividido em até oito meses.

O restante será parcelado em até 137 meses, com desconto de até 100% de juros, das multas e dos encargos legais. O desconto não deve ultrapassar 70% do valor total da dívida e será calculado a partir da capacidade de pagamento de cada empresa. A parcela mínima é de 100 reais ou de 25 reais, no caso de microempreendedores individuais.

O Refis vetado por Bolsonaro permitia o parcelamento em até 180 meses (15 anos), com entrada de 1% a 12,5% do valor da dívida. Os descontos e a entrada variavam de acordo com a queda do faturamento da empresa durante a pandemia. A parcela mínima seria de 300 reais ou, para MEIs, de 50 reais.

Hoje, 1,8 milhão de empresas estão inscritas na dívida ativa da União por débitos do Simples, das quais 160 mil são microempreendedores individuais, informou a PGFN. O valor total dos débitos do Simples inscritos na dívida ativa da União é de 137,2 bilhões de reais.

Outra opção é a Transição do Contencioso de Pequeno Valor do Simples Nacional, divulgada também nesta terça-feira. Esse edital vale para dívidas inscritas até 31 de dezembro, e, para aderir, o valor da dívida deve ser menor ou igual a 72.720 reais ou 60 salários mínimos. A parcela mínima é de 100 reais ou de 25 reais, no caso dos MEIs.

A adesão ao edital não depende de análise da capacidade de pagamento do contribuinte. A entrada é de 1%, dividida em até três parcelas. O restante pode ser parcelado em 9, 27, 47 ou 57 meses com descontos de 50%, 45%, 40% e 35%, respectivamente. Quanto menor o prazo escolhido, maior o desconto no valor total da dívida.

Os empresários podem aderir ao Programa de Regularização do Simples Nacional ou ao edital de Transação do Contencioso de Pequeno Valor do Simples Nacional de forma 100% online, pelo portal Regularize, do governo federal.

 

Por: Exame | Imagem Destacada: Reprodução

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Juros

Copom aumenta taxa básica de juros para 9,25% ao ano

Esta é a sétima alta consecutiva

Com o aumento da inflação, o Banco Central fez mais um ajuste nos juros básicos para tentar segurar a alta dos preços. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou hoje (8) a taxa básica de juros, a Selic, de 7,75% para 9,25% ao ano. A decisão era esperada por analistas do mercado financeiro.

Esse foi o sétimo reajuste consecutivo na taxa Selic, depois de passar seis anos sem elevação. De março a junho, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Na última reunião, em outubro, o reajuste chegou a 1,5 ponto percentual.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em outubro, o índice ficou em 1,25%, o maior para o mês desde 2002 (1,31%). Em 12 meses, o IPCA chegou a 10,67%.

Para o mercado financeiro, o IPCA deve chegar a 10,18%, neste ano. Tanto o resultado em 12 meses quanto a previsão para o ano estão acima do teto da meta de inflação para o ano. Para 2021, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou a meta de inflação em 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite superior é 5,25% e o inferior, 2,25%.

Crédito mais caro

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

 

Por: Agência Brasil | Imagem Destacada: Reprodução

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IPVA

IPVA mais caro em 2022; confira também como fica o IPTU

Com o fim do ano chegando, começam as preocupações com gastos já previstos para janeiro de 2022. Saiba como devem ficar os valores dos principais impostos: IPVA e IPTU

Em 2022, o motorista vai sentir alguns impostos mais caros no bolso, é o caso do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores). A disparada no preço dos carros usados terá reflexo na tributação.

Além disso, o período também é de cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), possíveis viagens de férias, preparação para o ano letivo, com mensalidades de matrículas, entre outros gastos.

Os valores começam a ser cobrados no próximo mês, então especialistas indicam que é melhor se preparar e, quem sabe, até guardar parte dos benefícios de fim de ano, como o 13º salário, participação de lucros ou gratificações, para ajudar a arcar com as despesas de janeiro.

Para te ajudar nessa organização de início de ano, separamos algumas dicas. Confira!

IPVA

IPVA tem um calendário de pagamento específico para cada estado e também alíquotas diferentes, então a primeira dica é ficar de olho nos prazos para conseguir parcelar o débito para aliviar o peso no orçamento de início de ano. Pagar a vista, caso seja possível financeiramente, também pode ser uma opção para desconto.

No estado de São Paulo, o imposto ficará, em média, de 25% a 30% mais caro em 2022. A cobrança é baseada no valor do veículo, e tanto os automóveis novos como os usados acumularam expressiva valorização em 2021.

Para saber quanto será o gasto com o IPVA é necessário consultar o valor do seu carro na tabela Fipe e multiplicar pela alíquota do estado. No caso de carro zero quilômetro, é considerado o valor da nota fiscal. Em São Paulo, carros com 20 anos ou mais da fabricação não pagam o imposto.

IPTU

O IPTU também deve ter um reajuste no valor, impulsionado pela inflação de 2021, mas especialistas afirmam que não deve assustar tanto quanto o IPVA.

O imposto é uma cobrança anual e que deve ser paga por todos que tenham um imóvel. Quem mora de aluguel precisa ficar atento, há proprietários que repassam o valor para os inquilinos e outros assumem o gasto.

Assim como o IPVA, os valores variam conforme o estado em que o imóvel está localizado e também de acordo com o tamanho da propriedade. Caso o IPTU não seja pago em 2022, alguns juros e multas serão destinados ao nome do proprietário do imóvel, além de prejudicar o processo de uma possível venda, caso haja interesse.

O carnê de pagamento é disponibilizado no site das prefeituras das cidades. Para calcular o valor do imposto do imóvel a conta é, em tese, bem simples:

IPTU = (m² de área efetivamente construída X valor do m² da região) X alíquota do imóvel.

Ou seja, se você tem um imóvel no valor de R$500.000,00 aplicando a alíquota de 0,55%, o valor do seu IPTU será de R$2.700,00, que poderá ser pago à vista com o benefício do desconto que é fornecido pela prefeitura ou de forma parcelada em até 10x.

Por: Contábeis | Imagem Destacada: Reprodução

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IPVA

Consumidores podem usar créditos da Nota Fiscal Paulista para reduzir o IPVA

Outubro é o único mês do ano em que os usuários conseguem usar seus créditos para abatimento do IPVA

Usuários cadastrados na Nota Fiscal Paulista têm até o dia 31 de outubro para utilizar os créditos do programa para pagar, integral ou parcialmente, o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) de 2022.

Outubro é o único mês do ano no qual os consumidores podem usar seus créditos para pagamento do imposto. Para isso, é preciso fazer o pedido no site oficial da Nota Fiscal Paulista . O veículo deve estar no nome da pessoa cadastrada no programa para que a opção seja válida.

O consumidor poderá escolher a quantia (integral ou parcial) que deseja enviar para o abatimento. Não há um valor mínimo de créditos a ser usado. Caso envie mais do que é necessário para a quitação, o dinheiro será restituído na conta-corrente da Nota Fiscal Paulista.

Veja como usar os créditos da Nota Fiscal Paulista para pagar o IPVA

  • Acesse o  site da Nota Fiscal Paulista e faça o login;
  • No menu "Conta Corrente", clique em "Utilizar Créditos";
  • Selecione a opção “Quitação ou abatimento no valor do IPVA”;
  • Informe o número do Renavam e clique em "verificar";
  • Se a numeração estiver correta, o sistema habilitará o botão "Confirmar" e o campo para informar o valor que será abatido (ao lado, aparecerá quanto você tem de créditos atualmente);
  • O sistema mostrará uma ficha com o nome do usuário e todos os detalhes do carro (placa, Renavam, marca/modelo, ano de fabricação, combustível), além do valor do crédito utilizado;
  • Clique em "Confirmar" ou "Corrigir Dados";
  • A transferência dos créditos para abatimento do IPVA é irretratável, ou seja, uma vez confirmada, não poderá ser modificada;
  • Em caso de venda do veículo, o valor não poderá ser devolvido.

Vale lembrar que os créditos da Nota Fiscal Paulista só podem ser utilizados para reduzir o valor do IPVA, não sendo válidos para taxas de licenciamento do automóvel, DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) ou multas.

Segundo a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, em 2020, 20.846 consumidores solicitaram o abatimento do IPVA deste ano.

Por: iG Economia | Imagem Destacada: Reprodução

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Juros

Aumento da taxa de juros em 2021 é o maior do país em duas décadas

Selic subiu 4,25 pontos, de 2% para 6,25%, em apenas sete meses; desde 2003 a taxa não subia tanto e em tão pouco tempo

Com mais uma alta de 1 ponto percentual feita pelo Banco Central na Selic nesta quarta-feira (22), a taxa básica de juros do país já carrega até aqui o maior aumento feito pelo BC em quase duas décadas.

Ela vem subindo desde março deste ano, quando saiu de 2% para chegar aos 6,25% desta quarta-feira. Foi um salto de 4,25 pontos em cinco reuniões consecutivas, realizadas ao longo de sete meses: nos três primeiros encontros, o incremento foi de 0,75 ponto percentual e, nos dois últimos, de 1 ponto cada.

Desde a virada de 2002 para 2003 ela não subia tanto e em tão pouco tempo, de acordo com levantamento feito pelo CNN Business.

A Selic é uma taxa de juros controlada pelo BC, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), e que serve de piso para os juros de todos os empréstimos e investimentos de renda fixa do país.

A função dela é moderar a inflação: quando os preços estão subindo muito, o Copom aumenta os juros, o que encarece o crédito, desestimula o consumo e, por consequência, ajuda os preços a voltarem a baixar.

O Copom é um comitê formado pelo presidente e os diretores do BC e se reúne a cada 45 dias para decidir se reduz, mantém ou aumenta a Selic.

Maiores altas desde 2003

Em nenhum outro ciclo de alta dos juros, desde 2003, o aumento foi maior do que 4 pontos, consideradas as séries de ajustes feitos em reuniões consecutivas.

Entre 2013 e 2014, quando a inflação rodava a 6%, o aumento total foi de 3,75 pontos (de uma Selic de 7,25% para 11%), em nove reuniões seguidas, ao longo de um ano inteiro.

O mesmo aconteceu entre 2004 e 2005: foram 3,75 pontos ao longo de nove reuniões — de 16% para 19,75% —, para uma inflação que subia aos 8%.

No mês passado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação do país, bateu 9,7% em 12 meses.

Esta é também a primeira vez desde 2003 que o Copom recorre ao aumento de 1 ponto nos juros não uma, mas duas vezes seguidas, além de o próprio BC já ter deixado claro no comunicado desta quarta-feira que mais um terceiro aumento de 1 ponto está encomendado para o próximo encontro, em outubro.

Em todos os outros momentos de lá para cá em que a Selic subiu, os diretores do BC optaram por voos mais suaves, em ajustes decimais de 0,25, 0,50 ou 0,75 ponto percentual.

Nem os cortes emergenciais feitos pelo BC no auge da crise da pandemia no ano passado, na direção oposta, foram tão fortes: nas quatro reuniões entre março, quando o coronavírus se instalou no Brasil, e agosto de 2020, o Copom reduziu a Selic em um total de 2,25 pontos, de 4,25% para 2%, com cortes de até 0,75 ponto.

Nos apenas quatro meses entre novembro de 2002 e fevereiro de 2003, o BC esticou a Selic em 5,5 pontos, dos 22% aos 26,5%, em uma série de quatro reuniões consecutivas. A periodicidade das reuniões à época era mais curta. Em uma delas, a alta foi de 3 pontos em um único dia.

O ajuste acompanhava aquela que, ainda hoje, foi a mais aguda crise cambial e inflacionária por qual o país passou desde o fim do regime de câmbio fixo, em 1999: com o temor dos mercados em meio à primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, o dólar dobrou em poucos meses, e a inflação saltou dos 7% para 17%.

Maior choque inflacionário em 18 anos

Por trás da atual escalada vertical da Selic está, primeiro, o fato de ela partir de um piso muito baixo.

“É uma alta que vem de um ciclo longo de cortes, incluindo o choque da pandemia que levou os juros rapidamente para os 2%”, disse o economista Livio Ribeiro, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Mais do que isso, o país também está enfrentando atualmente um dos piores choques de preços dessas duas décadas, insuflado tanto por fatores externos quanto internos.

“Houve uma combinação de coisas que atrapalharam a inflação”, explica Ribeiro. “O Brasil teve um incremento de demanda rápido, principalmente no ano passado, com os auxílios emergenciais. Mais recentemente temos choques nas cadeias produtivas globais, e, em paralelo, choques climáticos que levaram a oferta de alimentos para baixo e os preços da energia elétrica lá para cima.”

O combo fez com a escalada da inflação em 2021 ser também a mais rápida que o Brasil já viu desde o choque de 2002 e 2003: o IPCA saiu em maio do ano passado de 1,9%, um dos menores níveis desde o início do Plano Real, para 9,7% agora, um dos mais altos. É um salto de 7,8 pontos percentuais em pouco mais de um ano.

Na crise de 2015, ela bateu os 10,7%, mas chegou lá em um ritmo mais gradual e também partindo de um nível bem mais alto, já que a inflação vinha rodando entre 5% e 6% já há algum tempo.

Em 2002, o salto de 10 pontos aconteceu em um intervalo de apenas nove meses, para depois despencar com ainda mais força.

Reduções de juros foram mais fortes

Se há poucos outros momentos neste século em que a intensidade do aumento da Selic se compare com a de agora, nos períodos em que ela foi reduzida os ajustes foram muito maiores.

Entre 2005 e 2007, por exemplo, foram dois anos ininterruptos de cortes que tiraram definitivamente a Selic do nível dos quase 20% em que era normal ficar no passado para chegar à casa dos 11% pela primeira vez (foi um corte de 8,5 pontos percentuais ao longo de 18 reuniões consecutivas do Copom).

Passado o susto de 2003, os juros desceram uma ladeira de 10 pontos em apenas sete meses – do recorde de 26,5% para 16,5% antes de o ano acabar.

Em todos esses episódios, muitos dos cortes feitos pelo Copom nas reuniões foram de 1 ponto ou mais.

“Passamos por um processo longo de redução da taxa de juros de equilíbrio da economia brasileira”, disse Ribeiro, da FGV.

“Por um lado, houve uma redução dessa taxa no mundo inteiro. Por outro, em um horizonte bem longo, há inúmeras mudanças institucionais que ajudaram a comprimir a percepção de risco do Brasil e a levar esses juros para baixo.”

Fonte: CNN Brasil | Imagem Destacada: Reprodução

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IR 2021

IR 2021: Câmara aprova prorrogação de prazo para entregar declaração

Projeto prevê a entrega até o dia 31 de julho; prazo atual vai até 30 de abril

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (31) a prorrogação do prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda de 2021. O Projeto de Lei (PL) 639/21 prevê que a entrega deva ocorrer até o dia 31 de julho deste ano. O prazo atual, divulgado pela Receita Federal, vai até 30 de abril. A proposta segue agora para análise do Senado.

De acordo com o texto aprovado, um substitutivo do relator, deputado Marcos Aurélio Sampaio (MDB-PI), o cronograma de restituições não mudará, com o primeiro lote sendo pago em 31 de maio. O texto autoriza ainda o pagamento da cota única ou das cotas vencidas até 31 de julho sem acréscimo de juros ou penalidade de qualquer natureza.

No ano passado, também houve a prorrogação do prazo para a entrega da declaração. A mudança, contudo, foi feita por meio de instrução normativa da Receita Federal, que passou o prazo final para 30 de junho. O cronograma de restituição permaneceu o mesmo, fazendo com que o primeiro lote fosse liberado em 29 de maio, antes do prazo final de entrega.

Fonte: UOL Economia | Imagem Destacada: Pixabay

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